sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A virtude e o vício em algo que não tem freios


"A gente só é bom quando se percebe mau,
intolerante e não aceita repetir um quadro
reativo mental medíocre socialmente, forjado em emoção pouco educada".
ou grosseira, se preferir...

No mais a beatitude é uma tentiva de soerguimento da poesia ao estado puro.

Já ultrapassado esse reconhecimento,
aprofundado pelo rompimento dos condicionamentos até o estado de arte,
só o artista sabe em que patamar está a verdade com a qual dialoga.

Ele vai usar os recursos que têm nas mãos e construiu no caminho da sua moral.

De si mesmo brotará o experimento
a razão e o caos,
que ele escolherá como uma roupa de ocasião.

Mas é expressão
em cara própria.

Intransferível.

Nem sempre se consegue uma
muita gente pega emprestado.

O que não se pode é negá-la.

Nem mesmo onde as margens parecem seguras.

Eduardo Affonso.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SERRA SERRA SERRADOR! ESSE GOVERNADOR É UM HORROR!


SERRA NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA

Ceifando cargos de professores de História, o Governador José Serra de SP não vai entrar para história em 2010. Fiquem de olho! ELE É CANDIDATO AO CARGO MAIS ALTO DA REPÚBLICA PELO PSDB! UM DETALHE; O CARA ODEIA HISTÓRIA. SE GOSTASSE NÃO DIMINUIA A CARGA HORÁRIA DOS PROFESSORES DE HISTÓRIA DA REDE PÚBLICA PAULISTA A QUAL É RESPONSÁVEL. NÃO PODE CHEGAR AO PODER MÁXIMO, POIS VAI REPRODUZIR A MESMA "HISTÓRIA" DE DESCASO COM A DISCIPLINA PARA O RESTO DO BRASIL! FORA SERRA!!!!.
O ARTIGO ABAIXO É UMA REPRODUÇÃO DA FOLHA DE SÃO PAULO. QUEM ASSINA É RONALDO VAINFAS, professor da UFF.
EA

Horas de desespero


Diminuição das aulas de história em benefício das de sociologia em SP é um erro grave, que irá prejudicar ainda mais os alunos das escolas públicas
RONALDO VAINFAS

ESPECIAL PARA A FOLHA - 14/12/2008

Mais uma vez a história sai prejudicada no ensino médio, e não digo isso com o espírito de autocomiseração tão corriqueiro entre os professores de história.
Mas esta decisão do governo do Estado de São Paulo -de reduzir a carga horária letiva de história para abrigar a disciplina de sociologia e ampliar a de filosofia- irá prejudicar os estudantes sem compensação à altura.
A obrigatoriedade da filosofia pode ser considerada positiva, pois dá um toque de humanismo e um estímulo à reflexão ética muito salutares. Sobretudo no mundo atual, onde o individualismo narcísico e o egoísmo possessivo parecem ter se consagrado como valores universais.
Mas ampliar a carga de filosofia e introduzir sociologia já é discutível. Trata-se de disciplina muito específica no campo das ciências sociais, voltada, antes de tudo, para a discussão de modelos abstratos para o estudo das sociedades.
Ficará o aluno obrigado, precocemente, a debruçar-se sobre o pensamento de Weber, Durkheim e, decerto, o velho Karl Marx. Sabe-se lá como isso será ensinado pelos professores ou recebido pelos alunos.
E, se entra a sociologia, por que não a antropologia ou a ciência política? Qual é o critério de escolha da sociologia como representante das ciências sociais no ensino médio? De todo modo, a inclusão da sociologia ou de qualquer das outras chamadas ciências sociais é desnecessária nesta altura da formação escolar.

Fusão
Tudo se agrava com a diminuição da carga de história, que já incorporou, recentemente, a obrigatoriedade de disciplinas sobre histórias africana e indígena. A primeira em 2003, pela lei nº 10.639, e, a segunda, em 2008, pela lei nº 11.645.
Nesta última, a fórmula utilizada para denominar a disciplina é "história da cultura afro-brasileira e indígena". Nada contra a inclusão desses novos conteúdos que, sem dúvida, ajustam o ensino da história no Brasil às nossas raízes culturais múltiplas, embora nada disso seja realmente novo.
Muito pelo contrário, pois já Karl von Martius, em meados do século 19, dizia que a chave para compreender a história do Brasil residia no estudo da fusão das três raças, a branca, a indígena e a negra. Deixando de lado o linguajar "raciológico", hoje tão valorizado nas políticas afirmativas do governo, a idéia de Von Martius era boa.
Tão boa que ninguém a seguiu naquele tempo em que a escravidão brasileira estava no apogeu. Foi somente Gilberto Freyre quem viria a assumir esse projeto em seu "Casa-Grande e Senzala", de 1933. E ainda foi acusado de racista...
Seja como for, ensinar história não é o mesmo que ensinar somente história do Brasil ou de tudo aquilo que guarda relação direta com a nossa história.
Esse "brasil-centrismo" (me perdoem pelo neologismo cacófono) é, por razões óbvias, um equívoco que afetou muito o ensino da história.
Os estudos da Antigüidade e da Idade Média, por exemplo, saíram dos currículos do secundário em reformas anteriores, e seus conteúdos acabaram excluídos dos exames vestibulares. O que será cortado da história com esses novos ajustes?
O grave risco é o de se formular um currículo de história centrado, de um lado, numa história do Brasil ideologizada e, de outro, numa história geral cada vez mais presentista.
A julgar pelos cortes cronológicos anteriores, a próxima vítima deve ser a história moderna e, assim, o estudo da história geral corre o risco de começar pela Revolução Francesa!

Triunfo do clichê
Que história será essa, que, de reforma em reforma, vai arqueologizando o passado?
É o triunfo do clichê de que a história serve para compreender o presente, quando o melhor dela, História, é conhecer o próprio, as diferenças de uma mesma sociedade no tempo ou entre civilizações distintas.
E, agora, o ensino médio de São Paulo ainda vai amputar mais a história para abrigar a sociologia. Decisão temerária e repleta de conseqüências negativas para a formação dos alunos. Dos alunos do "ensino público", vale sublinhar.
Porque os colégios particulares não entrarão nessa onda de cortes, mantendo sua carga de 500 horas ou mais, enquanto as escolas públicas paulistas terão de contentar-se, segundo cálculos recentes, com cerca de 200 horas.
Moral da história: nos vestibulares futuros, os egressos das escolas públicas de São Paulo sairão em grande desvantagem nas provas de história, sobretudo os que optarem por carreiras humanísticas, onde a prova de história é decisiva.
Assim, terão mais dificuldade, como sempre, de ingressar em universidades públicas. O remédio das cotas, em si mesmo duvidoso, torna-se quase uma piada de mau gosto num contexto como esse.


RONALDO VAINFAS é professor titular do departamento de história da Universidade Federal Fluminense (UFF).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

MEU BLOCO NA RUA!!! deu no "BLOCOS ON LINE"

Em sex, 12/12/08, Blocos Online escreveu:
De: Blocos Online Assunto: Mensagem de NatalPara: "Eduardo Affonso" Data: Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008, 19:07
Eduardo,
obrigada por sua mensagem, ela estará on line amanhã, sábado, com chamada de capa. Por favor, confira e divulgue.
Leila Miccolis

http://www.blocosonline.com.br/home/index.php

Uma pauta imensa de sonhos nos reservaviver corajosamenteos dias!Que sempre os sonhos aconteçam com a força do amor!A cada miléssimo de segundo, que isso seja lembrado "SONHANDO ACORDADO"!Numa teia coletiva diária de relações, que se constroem ou refazemamorosamente,que a vida bela, como na metáfora de um velho e certo filme passe...SEMPRE MUITO BEM, OBRIGADO! Assim, lhes desejamos, que aconteça...... quando sonhamos e vivemos os nossospróprios sonhos!Os mais lindos, vos pertencem,de tão bela certeza!Em abraços que ousamos sonhá-losé insuperável,magnífica.A vida é mesmo bela!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL E 2009!

Uma pauta imensa de sonhos nos reserva
viver corajosamente
os dias!

Que sempre os sonhos aconteçam com a força do amor!

A cada miléssimo de segundo,
que isso seja lembrado "SONHANDO ACORDADO"!

Numa teia coletiva diária de relações, que se constroem ou refazem
amorosamente,
que a vida bela como na metáfora de um velho e certo filme passe...

SEMPRE MUITO BEM, OBRIGADO!

Assim, lhes desejamos, que aconteça...
... quando sonhamos e vivemos os nossos
próprios sonhos!

Os mais lindos, vos pertencem,
de tão bela certeza!

Em abraços que ousamos sonhá-los

é insuperável,
magnífica,
a vida é mesmo bela!

Feliz 2009!
Eduardo Affonso
P.S; sonho com todos!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

UM DIA INESQUECÍVEL!

Há 30 anos, Rondinelli se tornava ídolo na Gávea

Felipe Murta, JB Online

RIO - Uma das mais importantes conquistas rubro-negras completa, nesta quarta-feira, 30 anos. No dia 3 de dezembro de 1978, mais precisamente às 18h44 de um domingo no Maracanã, o 'Deus da Raça' Rondinelli correu como uma flecha, saltou por sobre o então jovem zagueiro do Vasco Abel Braga e, com uma cabeçada fulminante, entrou para a história do Flamengo ao marcar um dos gols mais comemorados por toda a nação que o idolatrava. E o recorda com carinho até hoje daquele 1 a 0.

O Jornal do Brasil presta a sua homenagem a um dos momentos que fazem do futebol o esporte mais emocionante do planeta. Confira abaixo a cobertura original desta conquista, além do comentário do 'mestre' Oldemário Touguinhó, que, numa conversa com o herói do título, eternizou a façanha:

Assista os melhores momentos da decisão no Canal 100

Matéria do JB de 3 de dezembro de 1978

Rondinelli, o prêmio pela dedicação

Por Oldemário Touguinhó

A bola veio cruzada sobre a área e Rondinelli entrou de cabeça, fazendo o gol da vitória do Flamengo. Tudo como o zagueiro havia sonhado na madrugada do jogo, tudo como havia desejado desde que voltou à equipe na condição de titular. Por isso, era o mais feliz na festa da conquista do título de campeão carioca.

Rondinelli é um rapaz educado, profissional e dedicado. Treina constantemente. Quase sempre é o primeiro na fila dos exercícios, para servir de guia. Assim, consegue manter uma elasticidade que faz dele o melhor cabeceador do Rio.

- Por não ser muito alto e saber que dentro da área somos obrigados a enfrentar zagueiros fortes, que entram firme nas bolas altas, desde cedo me preparei com empenho para subir nos cruzamentos. Acho que devo muito aos preparadores físicos, porque desde que cheguei à Gávea, faço com eles várias séries de exercícios para manter a forma. Nunca me importei em ser um zagueiro de estilo clássico. Minha principal preocupação foi sempre a de ganhar o lance. Se for necessário entrar duro e desajeitado, entro. O importante é não deixar o adversário não entrar na área. Ainda nos juniores, me esforçava muito nas cabeçadas. Por isso, quando cheguei aos titulares, não tive dificuldades para me manter na equipe.

- Sou um jogador de garra – e continuou Rondinelli – e foi com muita luta que cheguei a ser convocado a Seleção Brasileira, durante a fase de treinamentos para a Copa (de 1978). Depois, voltei ao Flamengo e, quando acreditava estar firme no time, me machuquei e quase não pude mais voltar à minha posição. O Flamengo havia contratado novos zagueiros e, contundido, perdi espaço. Uma contusão no joelho esquerdo me obrigou a ficar de fora durante vários meses. Isso me desesperava. Sempre que tentava voltar aos treinos, sentia dores e tinha que recomeçar os tratamentos. O pior é que, aos poucos, senti não haver mais interesse da comissão técnica em me escalar. Mesmo assim, intensifiquei os treinamentos e logo que me senti bem, forcei os exercícios. Mesmo assim, foi muito difícil recuperar meu lugar entre os titulares, já que a dupla de zagueiros atuou muito bem durante o 1º turno e levando o time à vitória.

De fato, no Flamengo, existia interesse de negociá-lo em troca de um atacante. Por este motivo, quase foi parar no Inter, assim como no Galo mineiro. Sentindo que muitos clubes queriam contratá-lo o zagueiro voltou aos planos do técnico Cláudio Coutinho. Inclusive, a própria torcida exigia sua volta à equipe. O jogador se mostrava revoltado em permanecer na reserva e só mesmo se tranqüilizou ao ser escalado para atuar por duas vezes seguidas. E isto aconteceu apenas nos últimos jogos do returno.

- Na verdade, sempre confiei no meu futebol. Só desejava ter uma chance, a fim de poder mostrar ao treinador que merecia uma vaga no time. Ele foi legal comigo e permitiu que eu fosse novamente titular. Realizei bons jogos, mas me faltava um pouco de coragem para ir lá na frente, ajudar o ataque nas bolas altas. Mas durante a preparação para o jogo final contra o Vasco, vivia sonhando em ter uma chance de subir ao ataque e foi isso o que me encorajou a tentar uma jogada ofensiva no final da partida.

Quando vi a bola cruzada, entrei na corrida já sabendo que iria pegá-la no meio do caminho. Vim numa velocidade alta. Felizmente tudo deu certo, entrei de cabeça e joguei a bola para dentro do gol de Leão.

Rondinelli deixou o campo sem camisa. A faixa de campeão cruzada sobre o peito era o maior troféu que acabava de conquistar com muita raça e coração, como sempre lhe foi peculiar.

[00:17] - 03/12/2008 - RSS