terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

BRASIL RECONHECE ANGOLA

EDUARDO PIMENTEL AFFONSO

mostrar detalhes 28/11/08
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Jornal do Brasil: Independência de Angola


O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola. A declaração foi feita através de nota oficial divulgada pelo Itamarati um dia antes da cerimônia de posse do novo governo, instalado na capital, Luanda. O ministro Ovídio de Mello, embaixador especial do Brasil em Angola, foi credenciado para representar o presidente Ernesto Geisel na solenidade. O chefe de Estado brasileiro foi o único das Américas convidado pelo presidente Agostinho Neto, que liderara o Movimento pela Libertação de Angola (MPLA).

O comunicado do Itamarati declarava também a posição do Brasil de não interferir nos assuntos internos do novo estado independente, o que equivale a não tomar partido nas disputas pelo poder entre os três principais grupos nacionalistas armados: o MPLA, a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a União Nacional para Independência Total de Angola (Unita).


Portugal não teria reconhecido a autonomia política de sua ex-colônia porque cerca de 250 mil portugueses ainda moravam em regiões dominadas por guerrilheiros inimigos do MPLA, que tomou o poder.

Depois de proclamada a independência, eclodiu a guerra civil, que devastou o país. Holden Roberto, líder do FNLA, juntou-se a Jonas Savimbi, da Unita. Ambos recebiam apoio militar dos Estados Unidos e da África do Sul, enquanto o MPLA, de Agostinho Neto, era ajudado por armas soviéticas e tropas cubanas. O conflito só terminou em 2002, com a morte do líder de Savimbi. O acordo de paz foi assinado e Angola retomou o crescimento. O país é um dos mais extensos da África, fica na Costa Ocidental do continente, e tem petróleo, diamantes e forte agricultura.

Eleições livres depois de 16 anos

Os angolanos votaram pela primeira vez desde 1992, para formar um novo parlamento, no início de setembro deste ano. Segundo observadores da União Africana, não houve registro de intimidações ou fraudes. O MPLA, partido do presidente José Eduardo Santos, venceu as eleições parlamentares com 82% dos votos contra 10,5 %. A Unita, principal partido de oposição, aceitou a derrota e parabenizou o vencedor José Eduardo Santos assumiu a presidência em 1979 depois da morte de Agostinho Neto, o presidente-poeta, que buscava eliminar divisões étnicas no país.

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E EXECUÇÃO DE MUSSOLINI



mostrar detalhes 28/11/08


1945 - A execução de Mussolini

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Categoria: MUNDO
Postado por: Ana Paula Amorim
Jornal do Brasil: Terça-feira, 1 de maio de 1945
A luta prosseguiu durante toda a noite e morreram de 150 a 200 guerrilheiros. Ao amanhecer a cidade estava dominada pelo comitê nacional de libertação. A Itália se achava quase completamente ocupada pelos aliados, e poucos dias depois terminaria a Segunda Guerra Mundial.

Uma multidão amarrou com arames os cadáveres de Mussolini e da sua amante Clara Petacci pelos joelhos, pendurando-os numa viga num posto de gasolina.

A população tomada de fúria indescritível, pisoteou repetidamente a face do ex-Duce, até que se tornou impossível reconhecer à primeira vista as feições características do antigo ditador, que governou o pais durante duas décadas. Todos os dentes foram arrancados em conseqüência de pontapés. A saia de Clara Petacci foi arrancada e a multidão cuspiu sobre ambos os cadáveres. Junto aos corpos haviam sido colocados os de outros quatro fascistas.

Os cadáveres foram removidos por um caminhão para o necrotério público, onde foram colocados em local onde pudessem ser vistos por toda a gente. Já então, a cabeça de Mussolini se havia convertido numa massa amorfa, irreconhecível. Em contraste com o horrível aspectos do seu amante, Clara Petacci permanecia formosa mesmo na morte. Embora com a dentadura desfalcada e ensangüentada, e o cabelo a revolta, continuava bonita. Seu corpo, que a multidão desnudara parcialmente, foi coberto com uma calça velha de homem.

Ricardo Lombardi, novo prefeito da Província de Milão, disse que o fuzilamento de Mussolini foi perfeitamente legal, posto que o Comitê Nacional de Libertação havia proclamado que todos os fascistas armados se encontravam fora da lei.

Dulce foi vingado à Italiana

Benito Amilcare Andrea Mussolini nasceu em Dovia di Predappio, na província de Forli, em 29 de julho de 1883, filho de um ferreiro. Começou a trabalhar como professor, mas logo seu interesse se voltou para a revolução. Seu prestígio aumentava e em 1911, Mussolini já era um dos principais dirigentes da Itália fascista. Governou a Itália com poderes ditatoriais entre 1922 e 1943, autodeterminando-se Duce, que significa em italiano "o condutor". Mussolini fugia para Suíça com a amante quando foi preso ao ser identificado numa barreira dos guerrilheiros antifacistas.

TORTURA

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Categoria: POLÍTICA
Postado por: lucyannemano
Jornal do Brasil: Domingo, 14 de abril de 1968 - página 3


Um dia após serem libertados, com vários hematomas e queimaduras de choques elétricos por todo o corpo, os irmãos Ronaldo e Rogério Duarte denunciaram as torturas que sofreram num quartel do Exército da Vila Militar onde foram advertidos que correriam risco de vida se revelassem o episódio publicamente, embora servissem de exemplo para intelectuais, padres, jornalistas e artistas.

No dia 4 de abril, Ronaldo, cineasta, e Rogério, artista plástico seguiram até a Candelária, para acompanhar a missa de 7º dia do estudante Edson Luis. Contudo, em virtude do clima de tensão evidente, acabaram desistindo e foram interceptados por agentes não identificados ao tentarem voltar para casa. Levados por uma viatura, em poucas horas, davam entrada num local soturno, que pressupunham ser, no subúrbio da cidade. Prontamente, seriam iniciados na primeira sessão de tortura das inúmeras que se repetiriam durante dias seguidos. Além de diversas formas de agressão física, foram ridicularizados sob palavras de intimidação e interrogados sobre seu envolvimento no movimento estudantil. Para cada resposta não satisfatória, os recursos de terror se intensificavam, até que exauridos os torturados e satisfeitos os torturadores, a sessão era interrompida. Nos dois últimos dias de clausura receberam tratamento dos ferimentos e hematomas. E viveram um outro tipo de experiência: a tortura psicológica. Das celas em que estavam, ouviam os gritos lancinantes de pessoas em desespero sem saber se passariam pelo processo novamente.

Na última noite, após preencherem um questionário, foram conduzidos a um matagal e deixados onde encontrava-se o carro do próprio Ronaldo. Já em liberdade, seguiram para casa.

Exército nega, mas regime recrudesce
As revelações dos irmãos Duarte causaram imediata indignação nos círculos do Exército. O relato dos dois irmãos foi apontado como contraditório. Mas, diante das marcas de hematomas e queimaduras, nas circunstâncias em que invadiram seus corpos e mentes, a confusão se justificava.

Rogério e Ronaldo foram umas das primeiras vítimas a denunciarem publicamente a tortura no regime militar. O episódio mobilizou várias lideranças. Outros crimes de torturas vieram à tona. Mas, não rechaçaram a incidência de casos que estariam por vir nem coibiram a promulgação do AI-5.

FRANÇA LIVRE

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Jornal do Brasil: Domingo, 27 de agosto de 1944
Paris já se encontra complemente livre, embora a capital francesa amanhecesse com uma terrível ressaca, conseqüência das comemorações.

O povo de Paris, depois de quatro anos de ocupação alemã, vestiu as melhores roupas e encheu as ruas a fim de aclamar os seus libertadores. De Gaulle participou da parada triunfal. Partindo do Arco do Triunfo ele desceu a Avenida Champs Elysées e prosseguiu até a Catedral de Notre Dame.

Milhares de pessoas, felizes até o delírio, passeavam ao longo dos "boulevards", dando graças pela libertação.

A rendição incondicional da Alemanha tinha sido assinada, e foi recebida pela população com um entusiasmo sem precedentes. As manifestações entraram pela noite adentro, e nem sequer faltaram as salvas de alegria e os tiros esparsos que marcavam o fim do odiado domínio alemão.

Uma ligeira visita de inspeção por vários pontos da cidade serviu para mostrar que, do ponto de vista arquitetônico, Paris pouco sofreu com a guerra. Os danos mais importantes foram os ocasionados aos edifícios situados na área dos Jardins de Luxemburgo, onde os alemães tentaram uma última resistência.

Aos pés da chama simbólica do Soldado Desconhecido encontrava-se o habitual ramo de flores do qual pendia uma fita onde estava escrito: "A França sobreviverá a Hitler". Longas filas de prisioneiros alemães seguiam para os campos de concentração dos aliados.


De Gaulle, o liberador da França


A capital francesa foi ocupada pelos alemães desde 1940 até a sua libertação, em 25 de agosto de 1944. O general Charles De Gaulle marcou uma nova etapa da História da França. Sem armas e sem soldados, De Gaulle iniciou os primeiros contatos para a formação do Movimento Francês Livre.

No pós-guerra, De Gaulle foi o primeiro presidente da Quinta República Francesa, de 1958 a 1969. Sua política ideológica é conhecida como Gaullismo, e até hoje tem influência na poltica Francesa.
Morreu em 9 de novembro de 1970.

ITAIPU TORNEIRA DO BRASIL

fonte: JB.FGV

20/10: 1978 - A conquista de Itaipu

Jornal do Brasil: Sábado, 22 de outubro de 1978 - página 22

"Sobre acidentes geográficos de soberania discutida, diante de um quadro diplomático confuso por noções inadequadas de geopolítica e, sobretudo, por gigantescos problemas financeiros e de engenharia, o Brasil e o Paraguai começam a erguer uma das maiores barragens do mundo". JB, 20/10/1978

Geisel e Stroessner acionam as dinamitem. J. Cardoso/CPdoc JB


Os presidentes militares Geisel e Stroessener, acionando as alavancas que dinamitaram os diques provisórios e desviaram o rio Paraná de seu curso normal, inauguraram oficialmente a construção da barragem principal da usina hidrelétrica de Itaipu.

Triunfavam a capacidade e a determinação do Governo e empresariado brasileiros na concepção da construção que solucionaria a questão do fornecimento de energia no país.



A explosão em três tempos, com imagens de J. Cardoso/CPDoc JB

 J.Cardoso/CPDoc JB  J.Cardoso/CPDoc JB J.Cardoso/CPDoc JB


Stroessner e Geisel: um novo rumo para a energia elétrica no Brasil. J. Cardoso/CPDoc JB




União binacional:
A vitória da diplomacia


As articulações para a idealização do projeto começaram no Governo Castello Branco e implicaram em delicadas composições. A primeira girou em torno da soberania territorial sobre as margens do rio Paraná, no Guaíra, reivindicadas pelo Paraguai.

Superada a dificuldade fronteiriça, veio a questão econômica. Sendo o maior interessado no sucesso da hidrelétrica, o Brasil assumiu integralmente o orçamento do projeto.

Graças ao senso prático da diplomacia brasileira, os demais entraves paraguaios foram minimizados, edificando-se a união binacional.



Havia uma última obstrução. Considerando a represa uma ameaça à segurança do país, em caso de vazamento, as autoridades argentinas reclamaram também do risco da escassez de água e o conseqüente comprometimento do projeto da usina de Yacyretá. Pelo bem maior - a consolidação da usina de Itaipu - os três países firmaram novo acordo, resguardando as exigências argentinas.

Itaipu foi um marco na construção civil, demonstrando a alta qualificação da engenharia brasileira. Hoje, representa 95% da energia elétrica consumida no Paraguai e 24% no Brasil. Conheça, aqui, mais informações sobre a maior hidrelétrica do mundo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A virtude e o vício em algo que não tem freios


"A gente só é bom quando se percebe mau,
intolerante e não aceita repetir um quadro
reativo mental medíocre socialmente, forjado em emoção pouco educada".
ou grosseira, se preferir...

No mais a beatitude é uma tentiva de soerguimento da poesia ao estado puro.

Já ultrapassado esse reconhecimento,
aprofundado pelo rompimento dos condicionamentos até o estado de arte,
só o artista sabe em que patamar está a verdade com a qual dialoga.

Ele vai usar os recursos que têm nas mãos e construiu no caminho da sua moral.

De si mesmo brotará o experimento
a razão e o caos,
que ele escolherá como uma roupa de ocasião.

Mas é expressão
em cara própria.

Intransferível.

Nem sempre se consegue uma
muita gente pega emprestado.

O que não se pode é negá-la.

Nem mesmo onde as margens parecem seguras.

Eduardo Affonso.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SERRA SERRA SERRADOR! ESSE GOVERNADOR É UM HORROR!


SERRA NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA

Ceifando cargos de professores de História, o Governador José Serra de SP não vai entrar para história em 2010. Fiquem de olho! ELE É CANDIDATO AO CARGO MAIS ALTO DA REPÚBLICA PELO PSDB! UM DETALHE; O CARA ODEIA HISTÓRIA. SE GOSTASSE NÃO DIMINUIA A CARGA HORÁRIA DOS PROFESSORES DE HISTÓRIA DA REDE PÚBLICA PAULISTA A QUAL É RESPONSÁVEL. NÃO PODE CHEGAR AO PODER MÁXIMO, POIS VAI REPRODUZIR A MESMA "HISTÓRIA" DE DESCASO COM A DISCIPLINA PARA O RESTO DO BRASIL! FORA SERRA!!!!.
O ARTIGO ABAIXO É UMA REPRODUÇÃO DA FOLHA DE SÃO PAULO. QUEM ASSINA É RONALDO VAINFAS, professor da UFF.
EA

Horas de desespero


Diminuição das aulas de história em benefício das de sociologia em SP é um erro grave, que irá prejudicar ainda mais os alunos das escolas públicas
RONALDO VAINFAS

ESPECIAL PARA A FOLHA - 14/12/2008

Mais uma vez a história sai prejudicada no ensino médio, e não digo isso com o espírito de autocomiseração tão corriqueiro entre os professores de história.
Mas esta decisão do governo do Estado de São Paulo -de reduzir a carga horária letiva de história para abrigar a disciplina de sociologia e ampliar a de filosofia- irá prejudicar os estudantes sem compensação à altura.
A obrigatoriedade da filosofia pode ser considerada positiva, pois dá um toque de humanismo e um estímulo à reflexão ética muito salutares. Sobretudo no mundo atual, onde o individualismo narcísico e o egoísmo possessivo parecem ter se consagrado como valores universais.
Mas ampliar a carga de filosofia e introduzir sociologia já é discutível. Trata-se de disciplina muito específica no campo das ciências sociais, voltada, antes de tudo, para a discussão de modelos abstratos para o estudo das sociedades.
Ficará o aluno obrigado, precocemente, a debruçar-se sobre o pensamento de Weber, Durkheim e, decerto, o velho Karl Marx. Sabe-se lá como isso será ensinado pelos professores ou recebido pelos alunos.
E, se entra a sociologia, por que não a antropologia ou a ciência política? Qual é o critério de escolha da sociologia como representante das ciências sociais no ensino médio? De todo modo, a inclusão da sociologia ou de qualquer das outras chamadas ciências sociais é desnecessária nesta altura da formação escolar.

Fusão
Tudo se agrava com a diminuição da carga de história, que já incorporou, recentemente, a obrigatoriedade de disciplinas sobre histórias africana e indígena. A primeira em 2003, pela lei nº 10.639, e, a segunda, em 2008, pela lei nº 11.645.
Nesta última, a fórmula utilizada para denominar a disciplina é "história da cultura afro-brasileira e indígena". Nada contra a inclusão desses novos conteúdos que, sem dúvida, ajustam o ensino da história no Brasil às nossas raízes culturais múltiplas, embora nada disso seja realmente novo.
Muito pelo contrário, pois já Karl von Martius, em meados do século 19, dizia que a chave para compreender a história do Brasil residia no estudo da fusão das três raças, a branca, a indígena e a negra. Deixando de lado o linguajar "raciológico", hoje tão valorizado nas políticas afirmativas do governo, a idéia de Von Martius era boa.
Tão boa que ninguém a seguiu naquele tempo em que a escravidão brasileira estava no apogeu. Foi somente Gilberto Freyre quem viria a assumir esse projeto em seu "Casa-Grande e Senzala", de 1933. E ainda foi acusado de racista...
Seja como for, ensinar história não é o mesmo que ensinar somente história do Brasil ou de tudo aquilo que guarda relação direta com a nossa história.
Esse "brasil-centrismo" (me perdoem pelo neologismo cacófono) é, por razões óbvias, um equívoco que afetou muito o ensino da história.
Os estudos da Antigüidade e da Idade Média, por exemplo, saíram dos currículos do secundário em reformas anteriores, e seus conteúdos acabaram excluídos dos exames vestibulares. O que será cortado da história com esses novos ajustes?
O grave risco é o de se formular um currículo de história centrado, de um lado, numa história do Brasil ideologizada e, de outro, numa história geral cada vez mais presentista.
A julgar pelos cortes cronológicos anteriores, a próxima vítima deve ser a história moderna e, assim, o estudo da história geral corre o risco de começar pela Revolução Francesa!

Triunfo do clichê
Que história será essa, que, de reforma em reforma, vai arqueologizando o passado?
É o triunfo do clichê de que a história serve para compreender o presente, quando o melhor dela, História, é conhecer o próprio, as diferenças de uma mesma sociedade no tempo ou entre civilizações distintas.
E, agora, o ensino médio de São Paulo ainda vai amputar mais a história para abrigar a sociologia. Decisão temerária e repleta de conseqüências negativas para a formação dos alunos. Dos alunos do "ensino público", vale sublinhar.
Porque os colégios particulares não entrarão nessa onda de cortes, mantendo sua carga de 500 horas ou mais, enquanto as escolas públicas paulistas terão de contentar-se, segundo cálculos recentes, com cerca de 200 horas.
Moral da história: nos vestibulares futuros, os egressos das escolas públicas de São Paulo sairão em grande desvantagem nas provas de história, sobretudo os que optarem por carreiras humanísticas, onde a prova de história é decisiva.
Assim, terão mais dificuldade, como sempre, de ingressar em universidades públicas. O remédio das cotas, em si mesmo duvidoso, torna-se quase uma piada de mau gosto num contexto como esse.


RONALDO VAINFAS é professor titular do departamento de história da Universidade Federal Fluminense (UFF).