quarta-feira, 17 de junho de 2009

WILSON MARTINS SALVA DOM QUIXOTE DO VEXAME

VIVA O CAVALEIRO COMBATENTE DAS SOMBRAS DA IGNORâNCIA


Poesia, é o que diz o livro com as pinturas do ROMANELLI,
(a mão em casa para quem precisar)
ROMNANELLI, tem vários "DOM QUIXOTES" que representam a expressão da atualidade.



Bom... para começar sempre admirei o personagem de Cervantes, o tal Quixote. Muito por ser ele um andante. Estar em movimento é uma das maiores virtudes do personagem e de qualquer um outro "PERSONAGEM HUMANO".

As vários outras qualidades humanas do personagem que devem ser analisadas por quem entrar em contato com o clássico. De minha parte fico com a idéia da amizade, romantismo, lealdade, coragem, "a poesia em movimento", DE TODAS ESSAS situações que Cervantes cria com Dom Quixote e a partir dele e de Sancho.

Outro dia me vi atravessado por uma idéia relacionada a obra. Dizia JOÃO, que fique assim o nome, professor de história, que pedia que os seus alunos tomassem contato com obra, recomendando a escola(mui tradicionalmente), que indicasse o livro para compra e trabalho: "por ele representar a fase do fim do feudalismo e início do renascimento e que "Cervantes, afinal, ridicularizava, através de um personagem amalucado, a cavalaria, para demonstrar sua decadência e fim do feudalismo".

BOM...

Oriundo do tempo do meu velho pai, que completou 79, segunda passada, ele que sempre dizia e anda esquecido da expressão, incorretíssima, mas de certa forma cavalaresca, de que "quando um burro fala o outro abaixa a orelha", ruminei um bom tempo a estória do JOÃO. Um cara inteligente, generoso, amante do trabalho que realiza, portanto, sujeito a falha como eu e meu pai. JOÃO, CASO VOCÊ SE RECONHEÇA, liga não, viu? Estamos dialogando com a vida. A vida é ficção. Sou zen budista e sigo este princípio, sem fim. Os exemplos servem de sinal, o diálogo, a correção de rumo e, estão sempre em movimento, como, alías, Quixote e seu amigo Sancho. Nada deve ter muita importância. Somos todos vítimas das nossas "certezas", que são flexas no atiradas no ar pelo arqueiro dentro da nossa mente inquieta.


Quando "
eu"
tinha alunos, (tinha mesmo?!) socraticamente desafiava-os a duvidarem sempre de mim. Nós, professores de história, dos livros didáticos, das metas, sem recursos para viajar, fazer cursos, comprar livros, engessados por grades curriculares e desistímulos de todos os lados, temos muitas situações para dar conta. Além, desta, de andar buscando, pesquisando, dando sorte ao tropeçar em algo relevante publicado na imprensa. Imprensa, ESSE prenssadão que a gente engole todo dia e que de vez em quando vem bom COM ALGUM MOLHO.


REPRODUZI NA ÍNTEGRA catamilhografando PARA O BEM GERAL o artigo de ouro abaixo.

Saudações Históricas!
Eduardo

OS DOIS CERVANTES-
WILSON MARTINS(artigo na íntegra catomilhografado
por esta besta que vos abaixa a orelha e copia para maiores esclarecimentos)


NÃO SOMOS UM PAÍS de cervanistas, tomando ainda mais excepcionais(nos dois sentidos da palavra) um livro como a Viagem ao Mundo de Dom Quixote(1950), de Josué Montello, o ensaio de Ivan Junqueira com que se abre Cinzas do Espólio(Rio: Record, 2009). O primeiro foi escrito provavelmente para concorrer ao prêmio instituído em 1947 pelos serviços culturais da Embaixada da Espanha para o melhor artigo jornalístico daquele ano nas comemorações do quarto centenário de Cervantes. Também aspirei essa distinção(havia manhãs, havia jardins naquele tempo!)com o "Estudo sobre Cervantes", publicado no O Jornal, do Rio, a 7 de setembro de 1947.

A Comissão julgadora, de que fazia parte e na qual foi certamamente voz preponderante a poetisa Cecília Meireles, concluiu,entretanto, que nenhum dos trabalhos aparecidos merecia a honrosa distinção, frustrando-se com esse veredito extremamente severo uma das raras oportunidades surgidas entre nós para despertar o interese pelo tema e, com isso, desenvolver em noso país os estudos cervantinos. A leitura do ensaio montelliano mais de meio século depois permite alguma dúvida, se não sobre a competência, pelo menos sobre a isenção da comissão julgadora, fato, aliás, corriqueiro na atribuição de prêmios literários. Seja como for, Josué Montello escreveu sobre Quixote um ensaio não apenas informado sobre a abundante bibliografia do tema, ms comparável, em qualidade e finura de interpretação, ao que nele existe de melhor, sem excluir, claro está, os especialistas espanhóis mais destacados.


De minha parte, observei, àquela altura, nas primeiras linha do artigo de 1947, que 'quem tenha lido somente El ingenioso hidalgo Dom Quixote de la Mancha, e se esse mal-afortunado leitor conhecer, além de Quixote, apenas os estremezes e trabalhos satíricos do autor de Galatéa, pode-se dizer que conhece apanas uma face, talvez a menos fiel, do genial escritor espanhol, ainda que a sua verdadeira personalidade esteja aparecendo a todo momento ao olhos menos distraídos". De fato, pode-se pensar a exegese cervantina repousa sobre o equívoco colossal que é emcarar o Quixote única obra "autêntica" de Cervantes, todos os demais textos e, em particular, as novelas exemplares, como trabalhos de circunstância, claramente secundários. Assim, por exemplo, ao organizar por volumes o vato material do 1° Congresso Internacional sobre Cervantes, Manuel Criado do Val dividiu-os em duas partes, uma intitulada "Cervantes y sua obras menores"(comédias, entremezes, as Novelas exemplares etc.) e a outra consagrada exclusivamente o Quixote(Cervantes su obra y su mundo. Madrid. EDI-6,1981).

Há , contudo, quem afirme, lembra Josué Montello a esse propósito, que o próprio Quixote foi inicialmente concebido como uma novela exemplar, o que se comprova, entre outros indícios, pelo aparecimento tardio de Sacho Pança. Além disso, e ao contrário do que se diz, Cernantes não costumava combater os livros de cavalaria, mas o maus livros de Cavalaria, o que é diferente: o Quixote- novela exemplar que originalmente imaginou destinava-se a ser, não o antilivro da cavalaria,mas, ao contrário, o superlivro da cavalaria, passo indispensável para recuperar a Idade de Ouro cujo desaparecimento lamenta em diversas passagens. O mesmo ocorre com respeito às novelas pastoris, que ele, muito significativamente, também tentou reescrever no plano de alta qualidade literária, comprometida pela subliteratura que a espécie havia provocado: "Aceita a tese de que Dom Quixote, nas suas origens, para uma novela exemplar, que se distendeu após a criação providencial de Sancho Pança, atentemos agora, mais explicitamente, na observação de que a narrativa pouco a pouco se orienta no sentido de alcançar, no mesmo período de burla, tanto as obras de cavalaria como as novelas pastoris"(Josué Montello).


Cervantes, no fundo,- e esse é o seu drama-não queia ser Cervantes, mas Lope de Vega: é evidente e inegável o seu despeito de ficcionista infeliz e ignorado contra o comediógrafo de sucesso, com quem tentou canhestramente rivalizar, o que é significativo. As novelas de cavalaria, contra as quais a crítica supôs que Cervantes escrevia, já havia desaparecido há cerca de duzentos anos: não havia mais motivo para tentar ridicularizá-las. A parecendo em 1605, o Quixote foi a épica burlesca, mas nostágica do Império perdido, assim como, Os Lusíadas haviam sido, em 1552, a épica heróica do império que se desintegrava.


terça-feira, 16 de junho de 2009

CONVITE DA HISTÓRIA


No próximo dia 23/06/09, 16 horas, grátis!
haverá mais um "Biblioteca Fazendo História",
no auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional.

sábado, 13 de junho de 2009

SIMONAL ETECETERA E TAL



O TEXTO ABAIXO, SEGUIDO DO MEU, É DO HISTORIADOR RODRIGO DE ABREU, COLEGA QUE ESTÁ SE ESPECIALIZANDO TAMBÉM NA UFF- TURMA K-HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA, EDIÇÃO 2009.
Pessoal,
Acabei de assistir o documentário "Simonal: ninguém sabe o duro que dei". Fiquei impressionado com a ascensão meteórica e a derrocada vertiginosa de um artista de tamanha envergadura. Como um cantor tão carismático teve seu nome praticamente apagado da história da música brasileira? Deslumbramento com a fama e a riqueza, prepotência e um certa ingenuidade no âmbito político - justo em um período tão conturbado - marcaram sua decadência. Além de engrossar as fileiras do exército, Simonal exaltou o país em plena ditadura e pediu que colegas do DOPS interrogassem seu contador devido a supostos desfalques financeiros. Foram uma série de fatos que tornaram verossímil a acusação de delação de colegas para os órgãos de repressão e serviram de prato cheio para o patrulhamento ideológico. A grande empatia com as platéias nos shows deu lugar ao ostracismo. O filme me fez lembrar os depoimentos do Barbosa, guarda-metas brasileiro culpado pela derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950. O goleiro dizia que era ofendido nas ruas e tratado como um pária. Em setembro de 1993, 43 anos depois do "Maracanazo", Barbosa, a convite de uma equipe da BBC, tentou visitar os jogadores brasileiros na Granja Comary concentrados para a partida decisiva das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994. Parreira e Zagallo o impediram... Bem, para os historiadores fica uma bela reflexão sobre memória e história. Embora operem de maneiras distintas, parece-me que ambas são seletivas. Wilson Simonal que o diga. A meu ver, o documentário é imperdível. Abaixo, link para o trailer. SIMONAL - Ninguém sabe o duro que deihttp://www.youtube.com/watch?v=wQER5RBU6n4 Um abraço,Rodrigo. P.S.: Antes de assistir o filme, conhecia vagamente o Simonal como dedo-duro e não fazia a menor idéia da sua obra.
Um abraço,Rodrigo.
P.S.: Antes de assistir o filme, conhecia vagamente o Simonal como dedo-duro e não fazia a menor idéia da sua obra.
RODRIGO E AMIGOS,

Vou ver o filme. Era muito novo " pra algo mais de memória" . Lembro que a minha mãe , devia ter uns 6 anos, não me deixou chutar uma lata. Dizia que podia ter uma bomba colocada por "UM TERRORISTA". Que clima!A gente bebia um gingereo e partia pra bicar a lata. Logo recibia umapito!... e a gente estava em impedimento, sem estar! Cada uma...

O Fato é qua a gente escolhe as amizades! ERA AMIGO de um garotoque tinha grana, mas era de boa família e tudo, não se sabia "se haviaprestado algum favor" ou "sido cooptado"... a gente poderia saber maisdetalhes aos 7anos!

Numa época de polarização "nem vem que não tem", é um crítério que precisa ser usado, para vida ou para morte. A gente escolhe viver, mas pode tentar viver longe de associações, aquelas que embassem a imagem . Parece que a gente é julgado há todo momento. UMA TRADIÇÃO DO DIREITO ROMANO E DA HERANÇA CRISTÃ ou dos dois, quando simplificados na hipocrisia social da nossa "sociedade mão dupla": minipulada e manipuladora.

O Simonal pode ter sido vítima de racismo, muito forte no país. Pode ter sido vítima, por ter sido bem sucedido, por exemplo. Simpático, comunicativo, carismático, talentoso... Jair Rodrigues também era,continua... Os dois, como personalidades desse tempo de festivais, eram imbatíveis comunicadores!
O SIMONAL pode ter sido apontado, "dedo duro", estando na hora e no lugar errado. Pode. Mas o fato de perder dinheiro para um suposto canalha contador(sem generalizações a lavagem que a categoria acaba'"tendo que fazer", Chi... PC FARIAS, relatórios de filantropia ,sujeirada desse tempo de lavagem...), poderia "sair na urina", de quem perde a grana. Já ouvi muita gente boa, dizer que sabe que está perdendo...mas perde para "não ser roubado( mais) por outro mais ladrão" . Eles chamam isso de tolerância, vê se pode? Santa receita federal rogaí por nós, que precisamos da boa aplicação dos recuros!!!QUANDO CHEGAM....sem maquiagem....UM ESCÁRIO!!!!!

Já o patrulhamento,"muito compreensível", "muito típico de uma esquerda esfacelada e etecetera" que nem podia falar, pois estava presa e torturada ou morta(morto não fala), falava por outras bocas...ENTÃO, vamos ouvir a voz não atravessada de "MARC BLOCH"(tentar comprender como as coisas se davam naquele tempo da lata, a outra...), deve ser um caminho para compreender o papel as oposições ao regime, diante do fato da "ajuda" dos agentes do DOPS. Leia-se "agentes da repressão" .

No mínimo, um grande talento, estava fora do contexto pedindo ajuda para agentes que não andavam nada dentro do ESTADO DE DIREITO(QUEBRADO COM O ai-5).. oh! Queria ser honesto, não tinha em quem confiar e...chamou a "a lei fora da lei" , aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai!!!!para dar uma dura no contador, que podia estarr certo, afinal "das contas".
Quem sabe, não seria melhor chamar uma auditoria? Um serviço prossissional legalizado e ...que certifica as causas com objetividade, nem dói. O ativo, o passivo... acaba aparecendo abufunfa...com todo respeito contábil!
Doeria menos essa ferida, CERTAMENTE... o ostracismo, um conceito lá da antiguidade, ficaria por lá mesmo. MPB anacrônica, má...multis gravadoras... indústria cultural.... assim dessa maneira....a condição humana é mais uma vez exposta., onde não há humanidade alguma com quem quer seja, menos ainda se não tem herança de pai artista famoso, jornalista, juiz, advogado, médico e pode revisar a memória sem maoires consequências.
Que se abram todas as cadabras, para que num futuro não tã póximo, possamos escrever este período sem grandes paixões! ARQUIVOS DA DITADURA...
Como dizia um cara que gosto bem mais...20 ANOS DE PASSAGEM....eterno Rauzito!!"EU TAMBÉM VOU RECLAMAR", por enquanto...
Saudações, numa história que continua...ainda bem........
Eduardo
p.s o termo "patrulha ideológia" é título de um livro, coletânea de capa vermelhinha...lembro que muita gente que "estava desbundando', como se dizia, andava com ele em baixo do braço nos final do 70.
Todos já viviam no maior sufoco, sexual também(a revolução sexual dos anos 60, na prática, nem sinal...), tanta caretice da formatação(preconceitos eo divórcio...só em 1979), que o livro foi uma biblia(heresia boa...),que revelava festas, amores e as incertezas do marxismo vulgar.
Quem viveu, sente saudades, pois a cultura era a do debate, das peças, do cinema 'dos textos', que nos desfiavam a viver e deixar viver, "porcos com asas", como no texto e na peça de MARCO LOMBARDO RADICE, FELIZ ANO VELHO E FELIZ ANO NOVO, mais conhecidos e também muito lidos e debatidos. Que rachas!.. em todos os sentidos alumbramentoos!!!
A SACANAGEM, a outra, com o goleiro BARBOSA, pobre, negro e cruxificado, parece típico de ''um traço DE CRUELDADE" da nossa sociedade em relação aos que falham e por isso não merecem respeito. Os presos amontoados, os sem tetos e terras, o cara que dorme em frente ao BANCO na calçada fria." Fracassados que não agarraram as chances que tiveram". Deixaram a bola passar". O goleiro, nem se fala, levei cada bolada nessa profissão maldita, "ONDE PISA NÃO NASCE GRAMA"-ALGUÉM DISSE. Neném Prancha... Típico de uma sociedade de craques.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

ADRIANA RATTES ''FECHA A BICA"

O beijo do pai do "Serginho"

Enquanto A DONA DA CULTURA no Estado, Adriana RATTES faz apologia do funk , frequentando esse ambiente da cena do "funk-se quem puder" e "aproximando" o rebolado com a realidade da Educação no Estado do Rio de Janeiro, mais "um desmanche" está a caminho. Entregar as ONGS a B.I.C.A, uma tradicional biblioteca do meu amado Meier.
É a primeira biblioteca infanto-juvenil da cidade do Rio de Janeiro!!! MEIER, lugar onde nasci, creci e graças a Deus e a umas doses de Besetasil e beijo de língua na boca, não me tornei Gabriela! Veja só o legado que se anuncia no diário do blog de amigos abaixo.
Ontem A CASA DE PARTO de realengo também fechou. Crianças e livros infantis, sem boas mãos para afagos, advinha quem será a próxima vítima? A sociedade? PINTO! Perdão, PONTO! O projeto que passou na Câmara(
projeto 02/2009, de autoria do prefeito Eduardo Paes, que cria as Organizações Sociais (OSS) e permite que estas entidades privadas administrem setores da administração municipal, como creche e sejam contratadas para ministrar o reforço escolar para os alunos das escolas da rede municipal), começa a esticar os tentáculos também na Cultura.

P.S; o pessoal abri a BICA... e protesta abaixo:

//omeiernaopodeficarsemabica.blogspot.com/...

Domingo, 31 de Maio de 2009

A LUTA PELA B.I.C.A.

http://omeiernaopodeficarsemabica.blogspot.com/








Nós, moradores do Méier/Grande Méier e freqüentadores ativos da Biblioteca Infantil Carlos Alberto (B.I.C.A.)/Centro de Artes e Criatividade Infanto-juvenil (C.A.C.I.J.), localizada na Rua Rio Grande do Sul, n. 83-A, no Méier, e pertencente ao Governo do Estado, comunicamos a criação deste blog, que terá como objetivo:

acompanhar o movimento que iniciamos para impedir que a B.I.C.A./C.A.C.I.J. seja extinta pelo Governo do Estado


Na última segunda-feira, dia 25 de maio de 2009, chegou até nós a triste notícia de que o Governo do Estado irá entregar a B.I.C.A./C.A.C.I.J. ao Município.
Isto para nós é o mesmo que extingui-la, pois evidentemente que implicará em completa desfiguração do que é e deve ser a B.I.C.A./C.AC.I.J.
Então, na quinta-feira, dia 28, promovemos à porta da Biblioteca uma manifestação de repúdio à municipalização, contando com a presença de leitores e alunos que participam das oficinas ali oferecidas. Vários abaixo-assinados estão circulando e esperamos sinceramente que o Governo do Estado ouça a comunidade e volte atrás nessa decisão.

NÃO QUEREMOS A MUNICIPALIZAÇÃO
NÃO QUEREMOS NENHUMA PERDA
NÃO QUEREMOS PERDER
NENHUM PROFISSIONAL
NENHUMA OFICINA
NENHUM PROFESSOR
NENHUM ALUNO

CHEGA DE PERDAS

A B.I.C.A.
JÁ PERDEU DEMAIS AO LONGO DE SUA HISTÓRIA
AGORA CHEGA

E para deixar provado e comprovado as muitas perdas já sofridas, vamos contar resumidamente a história da Biblioteca Infantil Carlos Alberto, que hoje abriga ainda o CACIJ, Centro que oferece, para todas as idades, oficinas de teclado, canto coral, violão, dança, artesanato, capoeira, alongamento, desenho e teatro.

Nos idos de 1940, a casa n. 83 da Rua Rio Grande do Sul, no Méier, foi comprada pelos pais do menino Carlos Alberto, que decidiram mudar-se de Ipanema para o nobre e charmoso bairro do Méier a fim de possibilitar ao filho uma infância saudável e feliz, numa casa ampla, com quintal e bem arejada. O menino tinha um aninho e alguns meses quando chegou o tão esperado dia da mudança. Porém, quis o destino que Carlos Alberto não viesse a viver em seu novo lar, pois o menino faleceu no exato dia da mudança. Consternados e abalados, os pais de Carlos Alberto encontraram uma forma sublime de enfrentar a dor da perda do filho querido: doaram a casa ao Estado com a determinação explícita de que ali deveria funcionar uma biblioteca infantil.

Jornais da época relatam que desta forma os pais queriam fazer com que Carlos Alberto fosse para sempre lembrado e que muitas crianças pronunciassem o seu nome pelo tempo afora, sempre na companhia dos bons livros que o menino não chegaria a ler, participando de atividades educacionais e criativas.

E foi assim que em 17 de dezembro de 1950 deu-se a inauguração da BIBIOTECA INFANTIL CARLOS ALBERTO, na ampla casa da Rua Rio Grande do Sul. Foi a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Muitos artistas e intelectuais da época, como Cecília Meirelles (ver foto ao lado), Agripino Grieco, Rachel de Queiroz e tantos outros, saudaram o acontecimento e passaram a freqüentar a Biblioteca para apoiar e incentivar o seu funcionamento. Emilinha Borba, a famosa cantora, foi a sócia benemérita n. 225 da Biblioteca (ver foto abaixo).


A B.I.C.A., como passou a ser carinhosamente chamada, chegou a registrar um movimento médio de 75 crianças por dia, que lá iam ler ou participar de oficinas de artes, discoteca, cine-clube e outras atividades, como um clube agrícola que funcionava no quintal da casa.
A B.I.C.A. mantinha intercâmbio com bibliotecas de outros países. Certa vez, recebeu a visita da Profa. Pilar Vásquez Cuesta, diretora da Biblioteca da Cidade de Madrid, que jamais pôde esquecer o que sentiu ao conhecer a B.I.C.A.:

“ Quando, ao chegar, telefonei para a Biblioteca Infantil Carlos Alberto pedindo explicações sobre a melhor maneira de chegar até o n. 83-A da Rua Rio Grande do Sul, nem por um momento podia suspeitar que me iria encontrar ali com a instituição social e cultural mais comovente de minha vida...”

Como estará hoje a Biblioteca de Madrid? Será que também corre risco de extinção?

Muitas e muitas histórias teríamos para contar sobre a nossa B.I.C.A. Faremos isso aos poucos nesse blog. Por ora, queremos apenas demonstrar que a B.I.C.A. é uma jóia do Méier e que ela foi doada em confiança ao Estado pelos pais de Carlos Alberto para ser uma biblioteca infantil que fosse ao mesmo tempo um centro de arte e criatividade. O Governo do Estado deveria cuidar com muito carinho da B.I.C.A. e não desfazer-se dela, entregando-a a seja lá quem for. ISTO É INADMISSÍVEL!
O Governo do Estado deveria inclusive responsabilizar-se pela lenta e progressiva dilapidação deste patrimônio que é a B.I.C.A. Por que será que uma biblioteca que existe desde 1950 possui hoje um acervo tão pequeno, incompatível com os seus 59 anos de idade? O que aconteceu? Queremos saber. E só o Governo do Estado pode nos responder.


EM 2010 A B.I.C.A. FARÁ 60 ANOS
POR ISSO MESMO,
COMO É QUE ALGUÉM PODE SEQUER PENSAR EM ACABAR COM A B.I.C.A. ?
E LOGO QUEM:
GOVERNADOR SERGIO CABRAL, ESTA ATITUDE NÃO CABE NA SUA BIOGRAFIA!
SEU PAI, ESCRITOR E GRANDE INCENTIVADOR E PESQUISADOR DA CULTURA DO RIO DE JANEIRO, NÃO HÁ DE CONCORDAR COM ISSO!

NÃO QUEREMOS A MUNICIPALIZAÇÃO
PORQUE NÃO QUEREMOS MUDANÇAS INÚTEIS, DE FACHADA
SAI O NOME “ESTADUAL” E ENTRA O NOME “MUNICIPAL”
O QUE QUEREMOS É NÃO PERDER NADA NEM NINGUÉM

E SERÁ QUE ALGUÉM VAI TER A CORAGEM DE PROPOR QUE A B.I.C.A. MUDE DE NOME E DEIXE DE SE CHAMAR BIBLIOTECA INFANTIL CARLOS ALBERTO (COMO QUISERAM SEUS PAIS) PARA RECEBER O TRISTE NOME DE BIBLIOTECA POPULAR, COMO TODAS AS BIBLIOTECAS DO MUNICÍPIO, QUE, ALIÁS, SÃO TÃO “POPULARES” QUE VIVEM ÀS MOSCAS, SEM CRIANÇAS QUE AS FREQUENTEM?

COMUNIDADE DO MÉIER/GRANDE MÉIER
PARTICIPEM DO MOVIMENTO CONTRA A MUNICIPALIZAÇÃO DA B.I.C.A.
NÃO QUEREMOS PERDER NADA NEM NINGUÉM

ESTE BLOG ESTÁ DE OLHOS BEM ABERTOS
LEIA TAMBÉM A AGENDA DO MOVIMENTO PRÓ-BICA



ATENÇÃO- aqueles amigos que não conseguirem postar comentários a este blog, enviem e-mails para bicadomeier@gmail.com e providenciaremos a postagem

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"UM DIA UM GATO" INESQUECÍVEL!

Direção primorosa:Vojtech Jasny-tecoeslováquia 1968

UM DIA UM GAtO.
"UM DIA UM GATO" INESQUECÍVEL!

Direção primorosa:Vojtech Jasny-Tecoeslováquia 1968

UM DIA UM GAtO um daqueles filmes...

...que precisam ser vistos por grandes platéias, devia passar no
Maracanã todos os dias, até que cada pessoa da cidade pudesse vê-lo e
levasse para casa por uns momentos(QUE FOSSE!), alguma reflexão sobre
a sua grandiosa, ousada e poética forma de dizer o que precisa ser
dito sobre a decantada "condição humana": autoritarismo, hipocrisia e
os desmanches da alma adaptada ao viver formatado-formatante
etecetera.
PODERIA FICAR tecendo elogiosas palavras até a eternidade, mas
...pesquisem ou tenham uma surpresa impactante VENDO O FILME! Sou do
tempo que a palavra valia. É o digo pro meu moloque. Não armo cilada.
EDUARDO
http://eduardoaffonsohistoriapoesiaetudo.blogspot.com/


CAIXA CULTURAL:
PROGRAMAÇÃO: À PELE DA PELÍCULA

DIA 16/06
18;30
SALA DE CINEMA 1
GRÁTIS
UM DIA UM GATO


P.S; A PROGRAMAÇÃO QUE TEM OUTRAS MARAVILHAS. PODE SER CONFERIDA :
www.caixacutural.com.br
R




sexta-feira, 5 de junho de 2009

DIA DA TERRA


05 DE JUNHO DIA DO MEIO AMBIENTE

PF Paratodos!!!

A bufunfa concentrada e bem desviada de cada dia....

Muitas vezes pensando as minhas besteiras chego a certas conclusões que me cabem desejar para todos como um ato possível de felicidade coletiva para o nosso BRASIL espoliado, mutretado e superfaturado!
OS 3 PF são um destes desejos, que como no caso clássico dos 3 mosqueteiros pode se ampliar e virar quatro:
PF- Polícia Federal: ampliar o quadro para 10 vezes o número de policiais e superintências regionais, equipamentos e poder de ação respaldado pelo judiciário; nem precisa dizer para quê, não é mesmo?...
PF-PRATO FEITO: todos os brasileiros comendo pelos menos 2 por dia, com sobremesa e pãozinho para a terceira refeição...
PF- Poder FISCALIZADOR: todas as Instituições do judiciário, executivo e legislativo fiscalizadas por dentro pela sociedade(transparência)
p.s caso isto não dê certo entra o DARTANHAN para agregar: troca-se À POPULAÇÃO: PF-POPULAÇÃO FRANCESA. Uma mudança mental. ô gente de cultura política sólida sô! Anarriê!!!