segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uma Experiência fascinante!


Ao completar pouco mais de 1 ano da ÚLTIMA BIENAL DO RIO, onde tive a oportunidade de trabalhar no stand do IMS- Institito Moreira Sales, não me custou recordar esse curto período de maravilhosas lembranças quando pegava a barca sábado em direção a UFF.
Logo me peguei rindo de situações acontecidas durante o evento. a MINHA EXPERIÊNCIA BREVE COMO VENDEDOR DE LIVROS,

foi completa em todos os sentidos. Assisti a palestra "O AMOR LÍQUIDO", com Bernardo Ajzenberg, revi velhos fotógrafos e jornalistas do tempo de JB, amigos professores, CONVERSEI com escritores que admiro, como a Lígia Fangundes Telles e ainda ganhei dinheiro ao lado de companheiros de trabalho de alto nível profIssional. Ainda assim, marcou a presença da filha de Ferreira Gullar que deu boas gargalhadas quando contei-lhe uma história relacionada ao pai dela. História que fui protagosnista há mais de 20 anos .
Era tempo de JB e eu costumava escapar até a Livraria Leonardo Da VINCI. Lá sob o olhar carinhoso da intalianíssima Dona Vana, ficava um bom tempo tomando café com run e consultando as minhas fontes. NA MAIOR TEMPO ERA DE POESIA MESMO. Um dia me aparace por lá o Ferreira Gullar(quase todos os dias eu o via pelo centro onde ele trabalhava na Folha). Nesse dia, eu estava duríssimo! O salário do jornal era razoável para mensageiros, mas... ...enfim,queria comprar um livro para o Gullar autografar, ali no lugar eu passava parte do meu expediente. Contei as moedas e corri para estante de poesia, estava tudo muito caro para o momento. Saquei da estante o Aunque(Ainda) do Neruda, por 2, 90 cruzeiros convertidos
para o valor de hoje. Era uma edição bilingüe, que o Neruda escrevera quando embaixador na Espanha. Estava a preço de banana! Ou como sempre acontecia... alguém esquecera de remarcar o preço...Eu era craque em encontrar essas facilidades.
Cheguei perto do Gullar e disparei: -"poeta não tenho dinheiro para comprar o seu livro, mas tenho esse aqui do Neruda, que é um companheiro muito parecido com o senhor". Ele ficou me olhando... O Jorge que trabalhava por lá, a essa altura gargalhava... ANTES QUE O POETA PUDESSE DIZER NÃO, ESTIQUEI O LIVRO E ELE AUTOGRAFOU confessadamente meio sem jeito.
Ao final da Bienal, a filha dele contou a história que ele não se lembrava. Ele riu. Gullar apareceu para ser entrevistado pelo Claufe Rodrigues nessa mesma BIENAL. Quem foi lá divulgar a obra dele editada pelo IMS? Eu. Eu dei uma grande abraço no poeta,admirável, que muito me influenciou. Levei um novo autógrafo, agora, já na Edição do CADERNOS de LITERATURA do IMS. Preço que paguei com desconto e um prazer incontível dentro do peito... desses de quem tem uma boa história para contar. A vida é feita delas. Também de situações que nos auxiliam a viver sempre de bem com ela.
Eduardo Affonso.

UMA EXPLICAÇÃO INTERESSANTE SOBRE A ALMA NO JORNAL DE HOJE



Gosto do céu porque não creio que ele seja infinito.

Que pode ter comigo o que não começa nem acaba?

Não creio no infinito, não creio na eternidade.

Creio que o espaço começa algures e algures acaba

E que longe e atrás disso há absolutamente nada.

Creio que o tempo tem um princípio e terá um fim.

E que antes e depois disso não havia tempo.

Porque há-de ser isto falso? Falso é falar de infinitos.

Como se soubéssemos o que são de os podermos entender.

Não: tudo é uma quantidade de cousas.

Tudo é definido, tudo é limitado, tudo é cousas.

Alberto Caeiro: 'uma das almas de Pessoa"


Há algum tempo passado, bota tempo nisso, andei frequentando a SOCIEDADE TEOSÓFICA. Fui levado pelo Mansur, um cara de coração imenso, que era da Rádio cidade e me parece que agora anda pela FM O Dia. Depois de andar por lá assistindo palestras sobre raças(etnia é outra coisa)nunca mais retornei ao lugar. Pouco mais tarde, após comprar a coleção das obras completas de Fernando Pessoa, de 3 volumes, aquela fantástica edição da Aguillar feita em papel bíblia com capa dura e letras da capa "em ouro", que inclue estudos sobre a metafísica. Constatei que o poeta andou pela Sociedade Teosófica portuguesa. De vez em quando sou tomado por algo surpereendente lendo esses textos. Passados 20 anos quase exatos, abri o jornal hoje e li UMA EXPLICAÇÃO INTERESSANTE SOBRE A ALMA, de lá da Sociedade Teosófica. Está reproduzida abaixo assinado por Dr. J. Moreira para quem se interessar... Como dizia o própria figura do Pessoa: "tudo vale a pena se a alma não é pequena". A expressão já se encontrou até em música do Pedro Luiz e a Parede, que gosto. Mas o que será essa grandeza ou pequenes da nossa alma? Como ela se constitui e de que forma sai da Roda de Sânsara(das reencarnações)? Enfim, a gente pode começar a investigar o assunto por um olhar, que não é o único, mas é um começo para trilhar o conhecimento sobre o assunto...razoalvelmente equilibrado de emoção e razão... Não vou discutir racionalidade, ciência e nem reserva de conhecimento acadêmico...e nem sei porque a PSICOLOGIA veio parar aqui no título... é bem verdadeque o autor do artigo fala de personalidades... Quem sabe para lembrar Freud, que fala de alma do seu jeito...com imbriçações mentais profundas. meandros e matizes...
EA

JORNAL "O Dia" DO HOJE...
UMA PUBLICAÇÃO INTERESSANTE SOBRE A ALMA.

P s i c o l o g i a e T e o s o f i a

A ligação da lama com a terra se faz po meio da personalidade. A própria alma a constrói, para por seu intermédio, poder descer aos mundos inferiores e, embora limitada, ir pouco a pouco se libertando , enriquecida de qualidades e poderes próprios. Neste esforço contínuo através da personalidade, constituída dos corpos físico, emocional ou astral e mental, a alma vai adquirindo um valor próprio e realizando o objetivo máximo, que é o de se tornar auto-consciente dos atributros divinos que lhe são inerentes.
Nas encarnações sucessivas em que a alma toma corpos mortais, isto é, corpos que se desintegram encarnação após encarnação, ela é atraída para a terra, e isto só deixa de acontecer quando toda a ligação ou todo o karma acumulado pela personalidade nas múltiplas existências tiver desaparecido ou sido esgotado.

P.s; endereço do autor
SOCIEDADE TEOSÓFICA -Av 13 de Maio 13 sala 1520.
/


domingo, 2 de novembro de 2008

O UM de ROBERTO MAGALHÃES


“UM PRESENTE PARA OS AMIGOS



Ainda impactado pelo texto O UM, me recuso a tecer qualquer comentário. Copiei-o da Exposição que está na CAIXA-galeria 3 até 30 de Novembro para que todos pudessem ter acesso a ele. Roberto MAGALHÃES É MUITO CONHECIDO, MAS QUEM AINDA NÃO O CONHECE E QUER CONHECÊ-LO, ANTES DE VER O TEXTO NO ORIGINAL NA EXPOSIÇÃO, PODE VISITAR A WEB DELE www.robertomagalhaes.art.br
saudações...

O UM
Roberto Magalhães

Só existe o Um. Nada mais existe sem ser o Um. Todas as coisas que existem estão no Um. Dele fazem parte, tão inseparáveis como Ele próprio É. Saem e para Ele existem, desde o princípio até o fim de todo os tempos incontáveis, assim como era, é e será. Tudo significa uma só coisa, apesar de vos parecer muitas. Todas elas nada mais são do que si próprias existindo, porque não existe outra maneira de ser sem existir. O UM é o único visível e palpável, assim como é o único invisível e impalpável. Ele independe de diferenciações, e é por isso que não existe outra manifestação que não seja Ele próprio. O UM sempre foi desde o início dos tempos eternos para continuar sendo ele próprio, independente de modificações. O UM inicia perpetuamente aquilo que sempre jaz e termina aquilo que infinitamente é, sem nunca terminar, por nunca ter começado. É Ele mesmo, sendo sempre o início de todos os começos o fim eternamente adiado. Não existe manifestações no UM, nem aquele que se poderá dele sem encontrá-lo em todas as partes e em todas as ocasiões. O UM não perpetua em nenhum mar, por mais que profundamente imaginário que seja, nem rola pelos éteres visíveis pelo olhar da águia que habita no topo da cabeça das preciosidades da criação. Não é explicado por inteligências nem intuídos por compreensões , mas permanece em si mesmo na irracionalidade de todas as concepções. O um é a primeira e última observação d candidato à inexistência. Sem contemplação do Um nada existe, assim como a realidade.
Somaremos o UM ao Um? Deveremos nos dividir? Qual o motivo que leva os homens a si multiplicarem? Deveremos nos iludir e que + ÷ e x são diferentes do próprio UM? Será a ilusão a razão de tudo que vive?Por que saímos do UM e ingressarmos em mitos? Será bom será ruim?
A dúvida que gera o princípio e o princípio significa ação e ação leva consigo a conseqüência da continuidade. E is aqui a palavras que roda a roda de todas as engrenagens. E gera todos os motivos Se permanecermos no lugar intocável, não agiremos jamais e contemplaremos tudo como a água infiltrada na terra. Entretanto, o pensamento separa, e oferecemos dádivas como uma planta comestível. Diga o que quiseres e darei a você aquilo que necessitas, porque sou o nada que habita em tudo. Nutra-se das folhas que de mim brotam, enquanto, separado, acreditas na existência dela. Não esqueça disso , aquele que em dirijo.Não esqueça jamais de que quem VIVE, inexiste. Quem inexiste VIVE. Não esqueça também de agir sempre pois ua vida se origina daquelas que dela desfrutam, porque nada que esteja vivo prescinde do CRIADOR.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CADERNO DE SARAMAGO PONTUAL!


http://caderno.josesaramago.org/2008/10/28/novo-capitalismo/
REPRODUZO ABIXO O MANISFESTO QUE ESTÁ NO BLOG DO JOSÉ SARAMAGO. ESTAMOS ESPERANDO AS MANIFESTAÇÕES DS INTELECTUAIS BRASILEIROS- DESENTOQUEM!!!


“Novo capitalismo?”

Chegou o momento da mudança à escala pública e individual. Chegou o momento da justiça.
A crise financeira aí está de novo destroçando as nossas economias, desferindo duros golpes nas nossas vidas. Na última década, os seus abanões têm sido cada vez mais frequente e dramáticos. Ásia Oriental, Argentina, Turquia, Brasil, Rússia, a hecatombe da Nova Economia, provam que não se trata de acidentes conjunturais fortuitos que acontecem na superfície da vida económica mas que estão inscritos no próprio coração do sistema.
Essas rupturas, que acabaram produzindo uma contracção funesta da vida económica actual, com o argumento do desemprego e da generalização da desigualdade, assinalam a quebra do capitalismo financeiro e significam o definitivo ancilosamento da ordem económica mundial em que vivemos. Há, pois, que transformá-lo radicalmente.
Na entrevista com o presidente Bush, Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, declarou que a presente crise deve conduzir a uma “nova ordem económica mundial”, o que é aceitável, se esta nova ordem se orientar pelos princípios democráticos – que nunca deveriam ter sido abandonados – da justiça, liberdade, igualdade e solidariedade.
As “leis do mercado” conduziram a uma situação caótica que levou a um “resgate” de milhares de milhões de dólares, de tal modo que, como se referiu acertadamente, “se privatizaram os ganhos e se nacionalizaram as perdas”. Encontraram ajuda para os culpados e não para as vítimas. Esta é uma ocasião única para redefinir o sistema económico mundial a favor da justiça social.
Não havia dinheiro para os fundos de combate à SIDA, nem de apoio para a alimentação no mundo… e afinal, num autêntico turbilhão financeiro, acontece que havia fundos para que não se arruinassem aqueles mesmos que, favorecendo excessivamente as bolhas informáticas e imobiliárias, arruinaram o edifício económico mundial da “globalização”.
Por isto é totalmente errado que o Presidente Sarkozy tenha falado sobre a realização de todos estes esforços a cargo dos contribuintes “para um novo capitalismo”!… e que o Presidente Bush, como dele seria de esperar, tenha concordado que deve salvaguardar-se “a liberdade de mercado” (sem que desapareçam os subsídios agrícolas!)…
Não: agora devemos ser resgatados, os cidadãos, favorecendo com rapidez e valentia a transição de uma economia de guerra para uma economia de desenvolvimento global, em que essa vergonha colectiva do investimento de três mil milhões de dólares por dia em armas, ao mesmo tempo que morrem de fome mais de 60 mil pessoas, seja superada. Uma economia de desenvolvimento que elimine a abusiva exploração dos recursos naturais que tem lugar na actualidade (petróleo, gás, minerais, carvão) e que faça com que se apliquem normas vigiadas por uma Nações Unidas refundadas – que envolvam o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial “para a reconstrução e desenvolvimento” e a Organização Mundial de Comércio, que não seja um clube privado de nações, mas sim uma instituição da ONU – que disponham dos meios pessoais, humanos e técnicos necessários para exercer a sua autoridade jurídica e ética de forma eficaz.
Investimento nas energias renováveis, na produção de alimentos (agricultura e aquicultura), na obtenção e condução de água, na saúde, educação, habitação… para que a “nova ordem económica” seja, por fim, democrática e beneficie as pessoas. O engano da globalização e da economia de mercado deve terminar! A sociedade civil já não será um espectador resignado e, se necessário for, utilizará todo o poder de cidadania que hoje, com as modernas tecnologias de comunicação, possui.
Novo capitalismo? Não!
Chegou o momento da mudança à escala pública e individual. Chegou o momento da justiça.
Federico Mayor Zaragoza
Francisco Altemir
José Saramago
Roberto Savio
Mário Soares
José Vidal Beneyto

UM SENTIDO


"UM SENTIDO HISTÓRICO PARTICULAR PESQUISADO
E INTERPRETADO É UM CAMINHO PARA A FELICIDADE DE TODOS'' !
EA

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

LANÇAMENTO CHEGANDO....

Estarei lá conferindo o lançamento no dia 04 próximo. O livro teve a organização do Adriano e de outros amigos da UERJ. IMPERDÍVEL!

TEMPO NEGRO, TEMPERATURA SUFOCANTE
ESTADO E SOCIEDADE NO BRASIL DO AI-5


Organizado por Oswaldo Munteal Filho
ADRIANO de Freixo
jaqueline Ventapane Freitras

TERÇA., 04/11 19H
LIVRARIA ODEON


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

PETER BURKE SABE DAS COISAS


Logo que iniciou o Outubro participei de uma verdadeira aula de erudição com Peter Burke em pessoa.

A maior novidade, além dele falar por quase duas horas sem consultar uma linha de disrcurso, foi a transmisão sumultãnea para o português.

Abaixo a matéria Publicada no site da ECO UFRJ para quem perdeu o imperdível historiador.

EA




Encontros Acadêmicos

Peter Burke comanda viagem pela história da Comunicação

FELIPE DE CARVALHO
Estagiário de Jornalismo FCC/UFRJ

O seminário internacional Comunicação e História, que propôs a análise das tensões e articulações entre esses dois campos, convidou para a palestra de abertura o renomado professor Peter Burke (foto). Formado em História pela Universidade de Oxford, ele foi apresentado pela professora Ana Paula Goulart como um “interlocutor fundamental nos estudos relativos à cultura”.

Foto: Eneraldo Carneiro

Após agradecimentos, Burke iniciou apresentação rica em detalhes sobre a história da Comunicação. Citando eventos ocorridos em diversas partes do globo, o professor mostrou o sucesso da dominância de quatro sistemas: oral, escrito, impresso e eletrônico. Além de apontar conseqüências dessa série de revoluções na comunicação, Peter Burke argumentou que os novos meios não anulam os antigos, eles competem, interagem e se misturam.

Começando pelo sistema oral, o historiador fez referência ao poeta grego Homero e, baseado em pesquisas, afirmou que a Odisséia e a Ilíada podem ter sido compostas oralmente. Burke também ressaltou a importância da comunicação oral na esfera religiosa. O Corão - livro sagrado do Islã - significa “recitação” e desde a infância os muçulmanos o declamam em voz alta. Já os Vedas – textos sagrados do Hinduísmo – por muito tempo foram transmitidos apenas oralmente, pois não era permitido que fossem escritos. Outras instituições culturais que valorizavam o intercâmbio oral eram os cafés, na Europa, e as casas de chá, na China, locais onde era praticada a arte da conversação.

Para contar o surgimento da escrita o professor citou os hieróglifos egípcios, os ideogramas chineses, os pictogramas maias e a escrita cuneiforme babilônica. Inclusive esta última, que data de 3 mil a.C, foi realizada em tábuas de argila, material durável que preserva os arquivos até hoje. Por outro lado, o papiro e o papel não possuem tanta durabilidade, mas são de fácil transporte, ao contrário das pesadas tábuas. Burke ressaltou que esses dois tipos de suportes serviam a lógicas culturais distintas. Enquanto a argila se liga a formas religiosas de organização que pretendem preservar tradições e manter vínculos com o passado, o papel favorece a comunicação rápida, estabelecendo relação com o espaço e não com o tempo.
Peter Burke, Micael Herschman e Ana Paula Goulart Foto: Eneraldo Carneiro

A escrita teve reflexos profundos nas religiões, possibilitando a ascenção e disseminação das escrituras, e na política, favorecendo o surgimento de documentos ligados à organização burocrática e democrática do Estado. Peter Burke também comentou estudos que indicam a relação do alfabeto com o pensamento abstrato e com a atitude crítica em relação às idéias.

De acordo com Burke, a revolução que deu origem a imprensa não foi mérito exclusivo de Gutenberg, pois na China e na Coréia já haviam tipos móveis de impressão. A diferença é que na Europa a imprensa se tornou um empreendimento livre e comercial, impulsionado pela grande oferta de papel e pela demanda crescente por leitura. Dentre outras conseqüências, essa revolução ajudou a padronizar línguas, minou monopólios de conhecimento e incentivou críticas e revoltas contra governos e instituições.

Ao discorrer sobre a última era, a “idade elétrica”, Burke identificou cinco estágios: telégrafo, filme, rádio, TV e internet. O primeiro funcionou como auxílio da imprensa e aumentou a velocidade da informação. O filme e o rádio incentivaram o retorno da oralidade e da imagem. No caso do rádio, por exemplo, muitos governantes como Roosevelt, Hitler, Getúlio Vargas viram a oportunidade de angariar apoio popular por meio de discursos e programas. Este veículo também favoreceu a padronização da língua falada, assim como a imprensa fez com a escrita.

Já a TV combinou vantagens do filme e do rádio e, portanto, é capaz de disseminar notícias e de contar histórias. Como possui alcance doméstico e internacional difunde estilos de vida em escala equivalente ao cinema.
Foto: Eneraldo Carneiro

Com a chegada da internet, deixa de vigorar o “Estado do papel”, pois os arquivos passam a ser armazenados em mídias digitais. Burke observou também que os novos meios interativos do espaço virtual se aproximam da era da oralidade e do manuscrito, pois para escribas e poetas era fundamental a interação com o público. O professor enxerga nas mídias digitais tanto a oportunidade de uma “ciberdemocracia” quanto o risco de uma “ciberditadura”.

Burke encerrou a conferência dizendo que “temos que nos ajustar as mudanças, e é isso que estamos tentando fazer hoje com este seminário”. Após fornecer rico panorama, o professor inglês fez ainda um esforço para ler e responder em português as perguntas do público.

O pesquisador, que possui mais de 30 livros publicados - muitos deles referências para estudantes de Comunicação -, disse que “tenta transmitir o conhecimento através de todas as diferentes mídias porque cada uma atinge de um jeito diferente”. Não é á toa que Burke participou da conferência oral com a mesma boa vontade com que autografou livros de sua autoria.