quinta-feira, 27 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
PT SOLUÇÕES!

O PT é ou não é o bode expiatório da vez? Não há dúvida que sim! Merece. Pois desde o mensalão perdeu a oportunidade de sobreviver e ser o partido da "ética na política" ad eternum querido. O complexo de Macunaíma(leitura imperdível de autoria de Mário de Andrade), herói sem nenhum caráter, atingiu o partido, que gostou do poder e se esconde na governabilidade...mas vamos esquecer esse assunto e lembrar um pouco da nossa combalida sociedade, que ama privilégios variadinhos...veja só, gente com mais de uma matrícula no Estado, deve devolver para abrir chance parta quem nada tem? Bom...por ai vai...., professores, devolvam suas matrículas a mais, médicos, enfermeiras e demais categorias...levantem a questão e devolvam os cargos duplos, triplos! Varredura geral já! Cruzem os dados que a parentada está bem abrigada, obrigado!Também levantem-se os atos secretos em todos os níveis! Miau!!!
Vamos acabar com os gatos de toda espécie e bater no PT sim, DEMm, no PSDB, que entregou riquezas nacionais por molezinha em leilões mandraques... e outras agremiações ....Vejam o caso do PCdoB, sempre aliado a tudo que chega ao poder com ou sem ideologia, outro dia na tevê desfilou a sua tese de que uma pequena minoria mantém a maioria ferrada para manter privilégios e que "é preciso lutar". Lutar? Organizar? Para quem negociar o grupo? Por quanto? Deve estar fazendo uma autocítica, estando sempre no poder e mantendo privilégios ...será?
Não tenho mais paciência para falar desse assunto . Até mais... Pequenos Sarney, sentido! TEM MUITO BIGODE AI enrrustido NA MALHA SOCIAL...
p.s; pena que perdemos o PT, que virou boquinha, que caiu na boca...que virou mercado...
Qual será a próxima vítima?
Vagas para os negros em todos ramos sim!
Empregos para todos!
Oportunidades iguais sim!
De fato olhando para o seu irmão, que é brasileiro igual !
Um bom olhar para dentro de si mesmo !
Reformas: agrária, política, EDUCACIONAL, individual e por ai vai...
PEGA LADRÃO da esperança social!
"Ai tem", já dizia Macunaíma...
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
E-malas e-ruídos...
Há um artigo dando sopa de um jornalista da ÉPOCA que é muito apropriado.
Ando as voltas com certa dificuldade de ecngolir a nova tecnologia de rádios em celulares. Enquanto estão ligados a todo volume nos tímpanos da rapaziada tudo bem. Mas quando ultrapassam o pug entrando pelo transporte coletivo é dose! A última nesse sentido aconteceu dentro do 393. Alguém manteve a cousa ligada no máxiimo enquanto um corinho chochô mandava ver um pagondinho.
Amigos, eu que nunca pensei em realizar esta frase: preciso de um carro!
Vou aprender a dirigir.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
MUITAS FELICIDADES POR DIA
Não dá para definir o qe é felicidade. Cada qual é um universo in persona. Cada um tem um projeto para chegar lá na felicidade. Amigos, olha, com toda consideração à todos...mass felicidade é uma coisa que é assim, muitas num dia inteiro: ir e voltar para cas em segurança numa cidade como o RIO, ter paz em casa, vizinhos educados, trabalhar com pessoas éticas, ter camaradas de pesquisa( camaradas de verdade), saúde sobrando para dar e vender a preço de banana à época que era barata, ouvir um amigo que precisa, dar uma forcinha para quem precisa sem paternalismo de modo solidário, ver o moleque aprendendo a lidar com processos de aprendizada....tanta coisa por dia... e todas elas equilibradas!
Ufa isso é felicidade!!!!
Todos os projetos sustentados por ela já são felizes e de bonsucesso!
Bom fim de semana com muitas felicidades para todos!!!!!!
,
quarta-feira, 15 de julho de 2009
POR UMA CONSTITUINTE !!!!
Um primor de proposta. Não pude deixar de DIVULGAR.
O desacerto da promiscuidade
15/07/2009 - 00:06 | Enviado por: Mauro Santayana JB ON LINE
Na base das sociedades políticas encontra-se a separação entre o poder de legislar e a ação executiva. Mesmo nos sistemas parlamentaristas, quando o Poder Executivo é normalmente exercido por parlamentares, as duas atividades são definidas e limitadas. O parlamentar, quando investido de função executiva, como membro do governo, é subordinado à instituição legislativa. Quando falta ao governo a confiança do Parlamento, forma-se nova maioria ou, nos casos extremos, convoca-se o povo para eleger outros legisladores e, com eles, outro governo.
Nos sistemas presidencialistas esta separação é exigida mais ainda, pela natureza do sistema, eficiência administrativa e exigências éticas. Os parlamentos surgiram contra os governos monocráticos. Essa consciência de que cabe ao povo, mediante delegados escolhidos, decidir o seu destino, a que damos hoje o nome de democracia representativa, consolidou-se, como é lugar-comum reconhecer, na fundação dos Estados Unidos. A ideia central é a de que a soberania sobre o Estado, sendo imanente ao povo, só pode ser exercida na separação dos deveres e direitos. O povo elege os dois “departamentos”, para usar a terminologia norte-americana, para que se contraponham, e assim se defenda o interesse geral. No fundo, o Parlamento deve ser a mobilização permanente dos cidadãos. E, de acordo com os célebres pronunciamentos do Kentucky e da Virgínia, o dever do cidadão é o de sempre desconfiar do governo. Uma vez constituída a administração dos bens públicos, o povo deve manter a sua soberania por intermédio do Poder Legislativo, que determina as leis e as normas e fiscaliza o Poder Executivo, podendo, se for o caso, destituí-lo, por meio do instituto do impeachment. Mas o Parlamento deverá estar também sob a vigilância permanente dos cidadãos.
A Constituição dos Estados Unidos proíbe que membros do Poder Legislativo exerçam funções executivas, e que membros do Poder Executivo sejam eleitos para o Parlamento, enquanto permanecerem em sua função (Article I, Section 6, n.2). Em suma: nenhum senador ou deputado pode pertencer ao Poder Executivo, seja como ministro ou servidor menor. Não pode o membro do Poder Legislativo subordinar-se a ninguém, a não ser ao povo. Aqui, no entanto, desde a Constituição de 1891, essa promiscuidade tem sido um dos maiores infortúnios republicanos. A República nasceu com apenas um poder de fato: os mesmos homens faziam as leis, cumpriam-nas ou não, conforme a conveniência, e eram os excelsos membros dos altos tribunais (como é exemplar o caso de Epitácio Pessoa).
É nessa origem espúria, a que o talento de Ruy Barbosa (e, lamentavelmente, com suas próprias razões) não ousou opor-se, que podemos encontrar os vírus da infecção generalizada do Congresso – e não só do Senado. Os parlamentares ditam as normas que irão cumprir, elaboram os orçamentos que seus amigos, companheiros e representantes dos mesmos financiadores, irão executar. No caso em que, marginalmente, o povo é favorecido, isso se dá apenas pelo interesse eleitoral imediato. Quando anunciam a reforma política, as propostas visam a assegurar o domínio das oligarquias partidárias, como a da instituição das listas fechadas, nunca buscam o aperfeiçoamento democrático.
Nenhuma reforma política terá qualquer efeito se essa promiscuidade não for interrompida – e já. A divisão dos poderes, desde Montesquieu, deve ser clara: quem legisla não pode executar. Em nossa história, como bem lembrou há dias Wilson Figueiredo, a infecção começou a agravar-se com o AI-5, quando os parlamentares, em lugar de entregar as chaves do Congresso ao porteiro, mantiveram as aparências do regime, em troca dos benefícios conhecidos. Nos últimos anos, com a liberdade de imprensa, os vícios dessa promiscuidade passaram a ser mais evidentes. Apesar disso, a tolerância da cidadania, reelegendo notórios corruptores e corruptos para os poderes legislativos da União e dos estados, impediu que a infecção fosse curada, no Estado e na sociedade.
O único remédio – se queremos salvar a República e evitar o pior – é convocar Assembléia Constituinte exclusiva, com a delegação popular única e imperativa, para redigir nova carta, prazo de trabalho definido e dissolução automática. Não há terceira via: estamos entre a razão moral e a anomia.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
A HISTÓRIA REVOLUCIONÁRIA DE BUCK/E UMA RESENHA DE SILVIANO SANTIAGO que fala de Manhattan


Perfil - Buckminster Fuller
Perdeu tudo e não queria viver, e mudou o mundo
Buckminster Fuller olhava para a escuridão do Lago Michigan, em uma noite solitária de 1927. Perdera a filha de 4 anos, Alexandra, fora duplamente expulso de Harvard, perdera sua empresa e estava financeiramente arruinado. Em estado de depressão suicida, ele se perguntou: "Porque sou um tamanho fracasso?" Era pular ou pensar, e ele preferiu pensar. Depois de muito raciocinar, ele concluiu que não tinha o direito de determinar sozinho o seu valor no universo e que era necessário entregar o seu destino à sabedoria divina. Pensou: "Tenho fé na integridade da sabedoria intelectual previdente que podemos chamar 'Deus'... Eu é que sei, ou é Deus quem sabe, se tenho algum valor para a integridade do universo?" E ouviu uma resposta:
- Você não sabe, e ninguém sabe, mas a fé que você acabou de definir a partir de sua experiência, impõe o reconhecimento de saber a priori que você existe. Você não tem o direito de acabar com a sua vida, você não se pertence. Você pertence ao universo. Você nunca saberá exatamente o quanto você é importante, mas estará admitindo esta importância quando se dispuser a converter todas as suas experiências em algo extremamente vantajoso para os outros. Você e toda a humanidade estão aqui para o bem da humanidade.
A partir desse episódio, Buckminster desenvolveu uma grande visão do seu propósito na vida e da sua identidade como pessoa. Ele se autodenominou "explorador de projetos científicos antecipatórios de amplo espectro" – sua grande visão e missão. Foi engenheiro, projetista, arquiteto, escritor, educador, filósofo e poeta. Inventou a cúpula geodésica, o carro Dymaxion e inúmeras outras inovações, ficando conhecido no mundo inteiro como um dos principais pensadores e inventores visionários do século XX. Em 1968, o número de itens originais publicados relacionados com o trabalho de Fuller já estava acima de 2100 por ano.
Virgílio Vasconcelos Vilela
Ainda sobre Manhattan, QUE APARECE NA FOTO ACIMA PROTEGIDA POR UMA BOLHA NUM PROJETO DE BUCK "CONTRA O TEMOR ATÔMICO", NA SEMANA PASSADA SILVIANO SANTIAGO ESCREVEU:
Por conta própria, acrescentemos que o olhar de Calvino, antes de ser o do sociólogo de plantão, é o do etnólogo ao modo de Lévi-Strauss. Para este, por exemplo, a ilha de Manhattan é a paisagem do Novo Mundo que se foi automodelando – na escala oferecida pela natureza majestática como metrópole. Naquela ilha, o homem deixou de ser a referência do urbanismo. A capital do século 20 não estava mais sendo construída à nossa medida, como as cidades europeias, mas à medida do selvagem e inóspito território que foi sendo desbravado a partir dos grandes descobrimentos. Árvore e cimento armado têm algo em comum, cujo segredo compete a nós desvendar para que a natureza se perpetue com nossa presença predadora.
SEGUE A MARAVILHOSA RESENHA....Silviano Santiago*, Jornal do Brasil
RIO - Como crítico, Ítalo Calvino é um ambientalista (se me permitem a metáfora) da literatura. Especializa-se no desenho, como disse na “Apresentação”, das “linhas gerais” do jardim da arte, para que a água dos lagos não se deixe poluir pelo marketing, o consumismo e as adoções escolares. Por outro lado, desentranha do passado recente (em particular da grande literatura do século 19) a planta baixa da “cultura” literária, para que os andares ainda a construir da literatura não levem o combalido prédio da tradição a se esboroar, como se fosse edifício sob a responsabilidade de Sérgio Naya. Numa época em que, para o simples agrado das rentáveis amenidades dos meios de comunicação de massa, se desmata criminosamente a literatura, Calvino é uma Marina da Silva.
Aliás, Calvino não camufla a fúria quando depara com ficcionistas que tentam copiar as facécias popularescas da arte cinematográfica. No ensaio “Diálogo entre dois escritores em crise”, reflexão dialógica sobre os impasses da ficção hoje, Calvino não titubeia: “Onde passa o cinema não pode crescer mais um único fio de grama. Muitos escritores ainda teimam em escrever romances concorrendo com os filmes e só conseguem alcançar resultados poeticamente pífios”. Se em termos vanguardistas não esposa o “marco zero” dos futuristas, em matéria de estética ficcional é claramente a favor de terrenos férteis e improdutivos, à espera do cultivo laborioso: “O romance é uma planta que não cresce em território já explorado, precisa de terra virgem onde deitar suas raízes”. O cavalo de Átila do cinema contra os sem-terra (MST) do romance.
Nessa linha de atuação crítica, o tripé que sustenta os ensaios de Assunto encerrado são o indivíduo, a natureza e a história (nessa ordem). Ao analisar os protagonistas dos romances de Leon Tolstoi, afirmará que é “na relação entre esses três elementos que consiste aquilo a que podemos chamar de épica moderna”. Os três elementos permanecem firmes e resistentes no pós-guerra, mesmo frente ao cataclismo que representou a entrada em cena da école du regard, liderada por Michel Butor e Alain Robbe-Grillet. Foi, portanto, a leitura do romance Guerra e paz que fundamentou e serviu a Calvino para melhor explicitar o modo como o fio condutor tripartido – indivíduo, natureza e história ordenou sua genealogia crítico-literária: “Há um homem com sua consciência de si, da finitude de sua vida, há a natureza, como um símbolo de vida ultraindividual que houve e haverá depois de nós, há a história, seu fluir, sua busca por um sentido, seu entretecer-se de nossas vidas individuais, das quais passa a fazer parte o tempo todo”.
O encanto por personagens
Estudantes habituados à lição poderosa dos grandes críticos literários, que se abalizam pelo conhecimento das teorias sociológicas ou dos marxismos ocidentais, logo sentirão que, discreta e indiscretamente, Calvino veio para baralhar os fundamentos clássicos dos estudos universitários brasileiros, ditados pelo binômio literatura e sociedade.
Em primeiro lugar, pela introdução de questões relativas ao papel capital do indivíduo na construção da sociedade. Essa proposta, que nos conduz aos pressupostos defendidos por Louis Dumont em O individualismo , acaba por oferecer a Calvino o modus operandi de leitura dos clássicos da modernidade, que levanta âncora e ganha o largo na análise dos complexos protagonistas criados pelo romance do Oitocentos. Seus ensaios começam, se alongam e terminam mais pelo encanto por personagens e menos pelo fascínio por tramas. Nessa linha, as observações sobre a introdução do personagem criança no romance são admiráveis e demonstram o olhar penetrante e o fino poder de análise do crítico. O interesse pelos meninos personagens, escreve ele, visa a demonstrar que, na postura de descoberta e de teste a partir do zero de vida, está traduzida a “possibilidade de transformar toda experiência em vitória, como só é possível para as crianças”. Não é o personagem Qfwfq, em nada infantil, mas primevo, que salta aos olhos do leitor de As cosmicômicas?
Em segundo lugar, por ter substituído a análise da problemática social engajada pela responsabilidade do homem frente à natureza, que nos precedeu e certamente nos sucederá. Sua análise dos romances de Honoré de Balzac é paradigmática, pois é o francês “que descobre a vitalidade natural quase biológica, da grande cidade”. A observação certeira do ambientalista vai direto ao clima e aos temas caros à prosa balzaquiana, dada até então como mera precursora do realismo: “Caminhos equívocos, salões luminosos, sórdidos entresols, prisões, casas de aluguel, são descritos com o vigor admirado – que não raro transcende em retórica – com que Bernardin de Saint Pierre ou Chateaubriand saudavam as florestas das Américas”.
Enfim, por recusar a estabelecer a possibilidade de um sujeito coletivo – as classes sociais –, que ditaria inexoravelmente o fluir e o sentido da história. De maneira ardilosa, Calvino dirá que, “na lírica, o termo história está implícito no eu do poeta”. Não queremos dizer que é por pedantismo ou conservadorismo que o ficcionista e o crítico menosprezam as questões propostas pela leitura sociológica do romance ou do poema. Sua motivação é outra e menos ambígua do que pode parecer à primeira vista. Ei-la: “Também o 'romance de denúncia' dos problemas sociais está com seus dias contados. A política e a economia agora precisam de pesquisas documentadas e de análises baseadas em dados e cifras, e não de reações sentimentais e emocionais”.
Ariosto e Pavese
Natural, pois, que Ítalo Calvino eleja como marcos da literatura italiana Ludovico Ariosto, no século 16, e Cesare Pavese, no século 20. Ambos são seu espelho, espelho de sua alma e de seu estilo. Inicialmente, fiquemos com Ariosto, a quem Calvino opõe de maneira singular Maquiavel. Glosemos uma passagem magnífica do ensaio “Três correntes do romance italiano de hoje”. Ariosto é o “poeta tão absolutamente límpido, divertido e sem problemas, mas ainda assim, no fundo, tão misterioso, tão habilidoso em ocultar a si próprio”. Ele é o poeta incrédulo “que tira da cultura renascentista um sentido da realidade sem ilusões”. Continua Calvino: “Enquanto Maquiavel, munido do mesmo desencanto da humanidade, funda uma dura ideia de ciência política, Ariosto teima em desenhar uma fábula...” O conceito do cientista contra a metáfora do artista – nada mais atual.
Terminemos com Cesare Pavese, que serve a Calvino para definir com clareza e justiça o que entende por estilo, valor maior na sua literatura: “estilo não é a sobreposição de uma cifra e de um gosto [à linguagem], mas escolha de um sistema de coordenadas essenciais para expressar nossa relação com o mundo”. O estilo ainda é o homem. A maior tarefa do crítico Calvino é a de desentranhar da análise dos personagens a personalidade de seu criador.
* escritor e crítico literário
Publicados entre 1955 e 1980, antes, portanto, do póstumo Seis propostas para o próximo milênio, os imperdíveis ensaios literários de Ítalo Calvino se encontram finalmente traduzidos ao português e reunidos em Assunto encerrado