quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A FORMAÇÃO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO(a boa dica)

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FALCON, Francisco. A formação do mundo contemporâneo. 7° ed. Rio de Janeiro: campus, 1989, p.130.


- O livro pretende estudar as origens da sociedade liberal e sua expansão.

- O marco inicial do Mundo Contemporâneo é a primeira guerra mundial, que dá início ao desmantelamento

de toda estrutura da Europa imperialista capitalista.

- O socialismo tentou se estruturar a partir da negação do capitalismo.

- A formação do mundo contemporâneo se identifica com os primeiros sinais de desintegração do modo

de produção anterior: o feudal.


ETAPAS:

1) 1760/80 até 1870/80 = processo de ascensão e estabelecimento das formas capitalistas e burguesas da

sociedade liberal (p. 15).

2) 1870/80 até 1914/18 = quando se desenvolve o capitalismo monopolista e a expansão colonial imperialista, ao mesmo tempo que chega ao apogeu a sociedade liberal na Europa e nas áreas do mundo por ela influenciados. O capitalismo atinge a maturidade.

  1. Da Revolução Russa ao pós-guerra: fim do estado liberal.


TRANSIÇÃO: FEUDALISMO

CAPITALISMO

  • As principais transformações pré-capitalistas compreendem basicamente:

  • a) a acumulação de capital;

  • b) a liberação de mão-de-obra; c) progresso tecnológico aplicado à produção.

- A acumulação pré-capitalista se iniciou com os títulos e bens destinados à especulação. Outro fator importante foi o fenômeno conhecido como “cercamento” – transformação da propriedade agrícola em empresa manejada segundo critérios de lucro; êxodo rural; criação de ovelhas; pirataria; comércio; saque das colônias; formação do exército de reserva.

- Vai surgindo a diferença entre burguesia comercial e burguesia industrial.

- MANUFATURA: é no seu interior que a diferenciação dos detentores de capital e os assalariados se

tornam mais nítido.
- MERCANTILISMO: foi a política econômica da fase pré-capitalista de produção.
- Não agüentando a concorrência das indústrias, as corporações falem.

CAP. 1 – A fase de formação da sociedade liberal (p. 27).

- As origens da sociedade liberal estão assinalados historicamente por um processo de transformações revolucionárias que constituem o advento do sistema capitalista, dividido, para fins de estudo, em duas etapas: a) a revolução industrial; b) a revolução burguesa.

- A acumulação de capital resultou de um longo e diversificado processo de concentração de riqueza e de

expropriação de muitos em benefícios de poucos.

- As grandes potências tendem a converter seus vizinhos em seus mercados consumidores.

- Só a Inglaterra pode ser tomada como exemplo de industrialização em regime de livre concorrência privada. Nos demais países, em geral, a participação do Estado foi decisiva. Nos outros países já existia a forte concorrência dos produtos ingleses.

- O protecionismo passa a ser essencial a todos aqueles que desejassem desenvolver sua própria indústria.


- A fisiocracia abre caminho ao liberalismo invocando as chamadas leis naturais da economia para criticar e condenar o intervencionismo, típico do mercantilismo. Critica o mercantilismo por não dar destaque à agricultura.

- A revolução americana foi liderada pela burguesia agrária local contra a oligarquia metropolitana.

- A revolução de 1848 assinala o ponto culminante dos movimentos liberais e nacionais.

CAP. 2 – A fase de expansão da sociedade liberal (p.71).

- O imperialismo foi uma conseqüência da expansão das economias industrializadas. O capitalismo tornou-

se cada vez menos livres.

- A tentativa de diminuir os custos de produção fez somar a livre-concorrência com o avanço tecnológico.

- A livre-concorrência produziu crises, foi preciso encontrar algo que controlasse os preços. A competição

tende a diminuir a margem do lucro.

- OLIGOPÓLIO: poucas e grandes empresas controlando praticamente um determinado setor do mercado.

Grandes empresas deixam de competir e entram num acordo para estabelecer preços altos dos produtos.

- O mercado como mecanismo de auto-regulamento.

- CARTEL: empresas que produzem mercadorias similares se reúnem para fixar para estabelecer a divisão de mercado ou fixar quotas de venda e produção. Cada uma mantém identidade própria. Somente com a intervenção do Estado o cartel de desmancha.

- TRUSTES: absorção de uma ou mais empresas por outra. As empresas iniciais desaparecem engolidas pela maior. Tende a se dividir em diversas empresas diferentes juridicamente independentes que representam ramo da mesma organização.

- HOLDING: super-truste, uma empresa que coordenada diversas outras empresas.

- Protecionismo: proteção contra concorrente externo por meio de taxas alfandegárias.

- IMPERIALISMO ≠ COLONIALISMO: o primeiro é econômico, o segundo é também dominação política

através da conquista militar.

- Sobre as guerras, a opinião pública são convencidas de que elas são uma necessidade.

- Hobsbawm: já se tem uma economia globalizada, pode-se aspirar a uma cultura globalizada, mas em termos políticos, subsiste os Estados Nacionais. Hoje inexiste uma única autoridade global que desempenhe uma política militar e política. Hoje vive-se a incerteza total. “Duvido que os EUA possam continuar a ser a locomotiva produtiva do mundo... a força relativa da economia americana, enquanto sistema produtivo, tenderá a declinar”. Globalização é um processo cuja essencial é a expansão, num planeta que, por sua própria natureza é marcado pela diversidade.

- Os EUA pode até reivindicar a hegemonia mundial.

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

luz própria

" a luz própria de um vagalume que engoliu o sol "

o poeta

Fundamentos(a boa dica)





A boa dica (1)

Fundamentos nas melhores
casas do ramo

Dicionário de Nomes
Termos e Conceitos Históricos
Antonio Carlos do Amaral Azevedo
Nova Fronteira

Mercedes Sosa - Los hermanos

'As Luzes", por um historiador francês


As Luzes, por
um historiador francês

O movimento de renovação intelectual do século XVIII, conhecido como iluminismo ou Filosofia das luzes e, que encontra a sua fundamentação na Revolução científica do século XVII, apoiada nos trabalhos de Galileu Galilei, Newton e Descartes, é normalmente conhecido por ter criado um "clima revolucionário', que conduziria por exemplo, À Revolução Francesa de 1798.

Pesquisas e revisões, entretanto, não simplificam as conclusões neste sentido.
O historiador francês JAcques Solé lança outras luzes sobre o tema.

Afinal..

O PENSAMENTO DAS LUZES IMPREGNAVA
AS MENTES FRANCESAS
àS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO ?
Solé

(...)pode-se perguntar(...)se a filosofia das luzes, assimilada a um modo de pensamento dominante no seio das elites, penetrava no conjunto das mentes nacionais as vésperas de 1789. Podemos ainda interrogar-nos sobre a natureza revolucionária desse pensamento das Luzes. Foi ela a fonte do estremecimento psicológico que caracterizou o antigo regime(Ancién Régime) e precipitou a sua queda?

Pode-se duvidar disso e achar, (...)que a influência social desse pensamento do século XVIII permaneceu muito limitada. Mesmo no seio da minoria capaz de se abeberar dele, os temas profissionais, religiosos e históricos continuaram a dominar as preocupações culturais. Os livros pios eram mais consumidos, na província ou em Paris, que os dos filósofos.

Quanto ao gostos intelectuais do povo, continuavam ligados ao sobrenatural, ao maravilhoso e ao fantástico.

A nobreza esclarecida era o único grupo capaz de compreender e patrocinar a filosofia das luzes. Não lhes faltou com seu apoio, foi a ela que os grandes escritores do século XVIII deveram o essencial do seu sucesso.

A ENCICLOPÉDIA foi, em sua oriegem, uma operação aristocrática. E os nobres parlamentares das províncias encorajam nela, em primeiro lugar, as novas curiosidades da razão.

Essas curiosidades permaneceram estranhas , até as v[esperas da Revolução, à massa da população, burguesa ou popular.

A maioria dos temas das Luzes pouco tinha a ver com os tema concretos.

As pessoas simples permaneceram no todo mais sensíveis a religião católica.
É certo apenas que os revolucionários e 1789-estreita minoria dirigente-foram os herdeiros, utilitaristas e dessacralizadores, da filosofia do séc. XVIII.

Essa filosofia triunfou, portanto, graças a elite esclarecida, no seio da nova ordem, fundando um regime liberal e representativo. Mas essa vontade do país legal não corespondia muitos as preocupações do país real.

Aparentemente parado, essas opiniões parecem confirmadas por inúmeros estudos recentes, que mostram o frágil enraizamento das Luzes, até a primavera de 1789, numa burguesia profundamente conservadora.

Elas limitam sua influÊncia social à parte esclarecida nobreza(...). Ao lado dos salões, das academias e do conjunto do establishment intelectual., conquistados pelos novos filósofos., a maioria da opinião pública continuava-lhes estranha, senão oposta. Obcecados pela fachada "parisiense" da vida francesa, os historiadores por demasiado tempo reconduziram uma cultura nacional que continuava a ser, na província, muito tradicionalista.(...)

Como parece fraco no plano social, em relação a esse peso do passado, o de uma filosofia do século XVIII cuja influência se limitou a alguns milhares de leitores! Essa elite minoritária dirigiu logicamente sua luta intelectual contra superstições populares que desprezava, sem alcançá-las. Foram elas, que no folclore rural, e à sombra complacente da religião, constituíram sempre o essencial da cultura nacional.

O racionalismo ataca, antes de mais nada, em suma, as opiniões da maioria dos franceses. E é forçada a constatar, como na Enciclopédia, sua incapacidade de mudá-las em profundidade.(...)

A seu lado, (o autor se refere à intensa religiosidade popular)parece bem insignificante, no plano numérico, a influência do pensamento das luzes.
Tanto mais quanto lhe faltam ao mesmo tempo, como se verá, unidade, audácia real e um verdadeiro público às vésperas de 1789, quando o irracionalismo dos ocultistas impressiona mais os espíritos que o racionalismo dos filósofos(...)

D' Alembert,que foi em parte o corifeu desses profissionais, teve razão ao aprovar com pesar seu bom amigo Frederico II, quando em 1776, achava que 'a França com todos os filósofos, dos quais se gaba, a torto e a direito, ainda é um dos povos mais supersticiosos e menos adiantados da EUROPA" .

SOLÉ, Jacques . A Revolução Francesa em Qusetões. Rio de janeiro, Zahar, 1989.pp.18-22.

Bibliografia da Disciplina


APOSTILA E/OU LIVRO TEXTO BÁSICO
HOBSBAWM, E. J. A Era das Revoluções (1789-1848). Rio de Janeiro: Paz e Terra (13ª ed.), 2001.

LEITURA COMPLEMENTAR (LIVROS, SITES NA WEB, FILMES E ETC SUGERIDOS PARA A DISCIPLINA)


DARNTON, Robert. Os dentes falsos de George Washington: um guia não convencional para o século XVIII. São Paulo: Cia. das
Letras, 2005.
DARNTON, Robert. O Iluminismo como negócio: história da publicação da Enciclopédia – 1755-1800. São Paulo: Cia. das Letras,
1996.
FALCON, Francisco José Calazans. Iluminismo. São Paulo: Ática, 1989.
FURET, François. A Revolução em Debate. São Paulo: Edusc, 2001.
HOBSBAWM, E. J. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1986.
HUNT, E. K. e SHERMAN, Howard. História do pensamento econômico. Petrópolis: Vozes, 2001.
NAPOLEONI. Cláudio. Smith, Ricardo e Marx. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
MOTA, Carlos Guilherme. A Revolução Francesa (1789-1799). São Paulo: Ática, 1989.
SCHIERA, Pierangelo. “Sociedade ‘de estados’, ‘de ordens’ ou ‘corporativa’.” In: Antonio Manuel Hespanha (org). Poder
e
instituições no Antigo Regime. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, s/d, p. 143-153.
SOBOUL, Albert. A Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Bertrand (7ª ed.), 1989.
THOMPSON, Edward P. Costumes em Comum. São Paulo: Cia. das Letras, 1998, p. 267-304.
VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
VENTURI, Franco. Utopia e Reforma no Iluminismo. São Paulo: Edusc, 2003.
VOLVELLE, Michel. A Revolução Francesa contra a Igreja: da razão ao Ser Supremo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1989.


Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro: www.bn.br

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

UM FICHAMENTO, UM RESUMO, UMA RESENHA





UM FICHAMENTO

UM RESUMO

UMA RESENHA


Faz muito tempo,
mas pode servir como exemplo nas categorias.
conforme avaliação de uma professora,
muito querida, do campo da história.
EA



SEVERINO, Antonio Joaquim. " A documentação como método de ensino pessoal". In : Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2000.

FICHAMENTO


P.35.- De modo pessoal é preciso organizar a apreensão, criar um modo eficaz de estudo sistemático, que possibilite o aluno ultrapassar as dificuldades.

"(...)tem de se transformar num estudioso que encontra no ensino escolar não um ponto de chegada, mas um limiar a partir do qual constitui toda uma atividade de estudo ou pesquisa".

P.36. -O domínio da informação é primordial, sendo necessária uma forma objetiva de estudo, com a documentação criterizada sempre ao alcance. A sistematização também é parte da cultura, situa-se de modo a cooperar com reflexão.

''O saber constitui-se pela capacidade de reflexão no interior de determinada área do conhecimento. A reflexão, no entanto, exige domínio de uma série de informações".

P.37. -Sistematizar a documentação pessoal, temática, bibliográfica ou geral, precisa ser uma rotin na vida acadêmica. É necessário o ordenamento para utilizá-las, não é funcional a utilização de cadernos.

P.38.- Para transcrever literalmente um texto use aspas no início e no fim e evidencie a fonte. A transcrição resumida exige apenas a citação da fonte. Os fichários devem seguir como meta as disciplinas. , constando nos subtítulos das fichas os assuntos fundamentais do estudo.

P.39.- A documentação bibliográfica deve seguir como regra a chegada dos documentos às mãos do estudante. Sendo assim, o estudante constituirá um acervo com informes sobre os livros.
'' Assim todo livro que cair em suas mãos será imediatamente fichado. Igualmente, todos os informes sobre algum livro pertinente à sua área possibilitam a abertura de uma ficha"
P.40. - E importante guardar em pastas o material geral fichado, após colados em folhas de papel ofício com a devida referência. Ex. recortes de jornais, revistas, apostilas. Isto constituirá a documentação geral.

P.41.-O estudante deve seguir como meta de organização da estrutura curricular de seu curso, usando como regra cada disciplina para compor o material organizado em fichas ou apontamentos.

P.42.- Quantos aos autores, principalmente relevantes, abri-se uma ficha contendo em linhas gerais o pensamento deles e informações bibliográficas. Isto deve ser seguido de um glossário para auxiliar a leitura e o desenvolvimento de textos.

EA
SEVERINO, Antonio Joaquim. " A documentação como método de ensino pessoal". In : Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2000.

RESUMO

O autor descreve métodos que facilitam a função de sitematizar informações decantadas pelos estudante, que facilitem a meta de estudar e elaborar trabalhos. O estudo observa o método pessoal e sistemático, como facilitador da superação de dificuldades. A eficiência depende do domínio da informação primordial por parte do estudante, que lee levará por toda a sua vida acadêmica utilizando-as quando necessário.

A prática deve ser a elaboração constante da constituição do acervo pessoal do estudante, tendo sempre à mão informações que julgue fundamentais para orientar os seus estudos. Para tanto o aluno precisa organizar através de títulos e subtítulos fichados os assuntos colhidos em fontes diversas: conferencias, seminários, aulas, apostilas e livros. Também, artigos de revistas. O trabalho é facilitado se organizado através das próprias disciplinas constantes no currículo dos cursos.
São citadas formas de ordenar o material de estudo através de regras que deverão constar nos fichários. Para transcrever literalmente um texto use no início e ao fim do texto aspas e cite a fonte. Sendo que a transcrição resumida exige apenas a citação da fonte.

O professor Antonio SEVERINO recomenda que os recortes sejam colados em folhas de papel ofício, o que também pode ser realizado através de fichas como em folhas comuns com a devida referência feita. Também é recomendado que o estudante faça um glossário para auxiliar a leitura e a elaboração de textos. Sendo de fundamental importância que se abra uma ficha que caracterize as bases do pensamento do autor e as informações bibliográficas.
O autor caracteriza as fontes em três tipos: documentação bibliográfica, documentação temática e documentação geral. Com a documentação temática, o estudante coletará informações para uma pesquisa específica orientado pelo detalhamento e suas fichas encabeçadas pelos temas e subtemas, oriundos de informações colhidas em idéias por ele consideradas fundamentais, leituras seminários e aulas. A documentação bibliográfica complementa a documentação temática, com a referência de livros, artigos e revistas. A documentação geral é o arquivo de revistas, apostilas e demais materiais que facilitarão a pesquisa.
EA

SEVERINO, Antonio Joaquim. "A documentação como método de ensino pessoal". In : Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2000.

RESENHA

O QUE FAZER?

Organizar uma memória pessoal é de fato fundamental, mas quantos pesquisadores chegarão a de fato pesquisar com tempo e dinheiro disponíveis? Quantos obterão o formato desejado de pesquisa eficiente? De que elite emergirão as teses buriladas nas fontes primárias?
EA

O professor dá um caráter instrumental ao livro. É evidente o seu espaço em facilitar o pesquisador enumerando um formato pra a pesquisa, principalmente, lembrando-o que agora o estudante é um universitário. Os métodos por ele apresentados , com a análise debruçada sobre o segundo capítulo, mostra-nos uma forma eficiente porém de muito trabalho. Isto cria a consciência pretendida, mas não garante ao sucesso da formulação como um todo, já que o seu público alvo é a ponta que enfrentará o descaso com a pesquisa nesse país. Organizar uma memória pessoal é de fato fundamental, mas quantos pesquisadores chegarão a de fato pesquisar com tempo e dinheiro disponíveis? Quantos obterão o formato desejado de pesquisa eficiente? De que elite emergirão as teses buriladas nas fontes primárias? São perguntas que o livro não propõe, tampouco expande para a consciência do universitário.


"O saber constitui-se pela capacidade de reflexão no interior de determinada área do conhecimento. A reflexão, no entanto, exige o domínio de uma série de informações". é um paradigma intrigante! A ontologia pergunta o que é o saber, de minha parte ficaria satisfeito em delimitar, ou melhor, ampliar o campo do paradigma para a percepção e o imaginário. Penso que não basta um arquivo, mas principalmente a nossa capacidade de envolvimento com as fontes e as perguntas que fazemos para elas. O mesmo acontece com a arte que é um reflexo da mentalidade de um tempo. Cito como exemplo o trabalho de pesquisa de um velho amigo douturando na área de ciência política. Certa vez buscando um documento específico, encontrou outro fora de ordem dado pela Biblioteca Nacional, anotou-o num papelzinho. Tratava-se de um documento de mil e seisentos, um inventário de um navio vindo de Lisboa. O documento nada tinha a ver com a pesquisa do amigo, entretanto foi capaz de lválo longe dalí, fazendo-o a quase estar naquele navio como personagem inventariante. Quando retornou para o objeto de sua pesquisa, a qualidade de suas perguntas aos documentos aos quais trabalhava era outra.
Fico com o método do meu amigo, obrigado professor.
EA