terça-feira, 1 de março de 2011

Rede social de história


A Sua Rede Social de História - Inscreva-se! É rápido e gratuito!

Uma mensagem a todos os membros de Cafe Historia

7 bons motivos para acessar hoje o Café História:

1.PROMOÇÃO "HISTÓRIA DO MUNDO CONTEMPORÂNEO"

O que acha de concorrer a um exemplar do livro "História do Mundo Contemporâneo", de Norman Lowe? Acessehttp://cafehistoria.ning.com/page/historia-contemporanea e veja como é facil. Mas corra, a promo só vai até sexta!

2.MISCELÂNEA CAFÉ HISTÓRIA

Os Arquivos do Terror

Há quase vinte anos, o Paraguai descobria o maior acervo documental de uma ditadura militar na América do Sul. Saiba com foi esta descoberta e o que ela representa

3.CINE HISTÓRIA

"O Discurso do Rei", o grande vencedor do Oscar 2011.

4.CAFÉ EXPRESO NOTÍCIAS

Argentina julga ex-líderes militares por roubo de bebês

5.VÍDEOS EM DESTAQUE

Pluralidade Cultural - Índios no Brasil - Quem são eles?

Assista: http://cafehistoria.ning.com/video/pluralidade-cultural-indios

6.CONTEÚDO DA SEMANA

Confira a foto da inauguração da Igreja S.P Apóstolo na São Paulo de 1876 - no alto escadarias Padre Jacobs. A foto foi uma colaboração de Adalberto Day, participante do Café História.

Veja: http://cafehistoria.ning.com/photo/catedral-igreja-matriz-sao

7.DOCUMENTO HISTÓRICO

Capa do Jornal do Brasil em 26 de janeiro de 1984: "Comício pelas diretas reúne multidão durante 4 horas em São Paulo"

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Iluminismo(século XVIII): textos diversos


Domínío público!!!!

Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de AssisOu a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA,
ARTIGOS CIENTÍFICOS
e muito mais....

Esse lugar existe!


O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:

www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso,

já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar

reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos,

a utilizarem essa fantástica ferramenta

de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

Divulgue!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Todos lá!


S e m a n a
de
L e t r a s



S e m a n a
de
L e t r a s


A beat generation:
O uivo da raça dos desassossegados

p a l e s t r a n t e-

Eduardo Affonso-poeta e professor.
Especialista em História Contemporânea.

15 de abril 2011
19;30h

Auditório- Faculdades Integradas Simonsen
Rua Ibitiuva 151- Padre Miguel

Um passeio instigante nas idéias de MORIN



Um passeio instigante nas idéias de MORIN



"Um ensaio é antes de tudo
uma oportunidade de
convite para uma viagem,
que continua conforme o
desejo do passageiro
em fundar novas rotas do conhecimento "
EA.




EDGAR MORIN realizou uma viagem fantástica com o seu ensaio "CULTURA E BARBÁRIE EUROPÉIAS", que a Editora Bertrand Brasil nos presenteou em 2009.

São 108 páginas de belas ruínas, revoluções e encantamento. Tudo produzido pelo choque das idéias transcritas de três conferências realizadas na Biblioteca François- Mitterrand, em maio de 2005.

O capítulo abaixo muito nos interessa, pois ele nos reconduz a discussão do Séc. XVIII e avança sobre o XIX e...


Um aviso aos navegantes: o compartilhamento reduzido do Capítulo II não impede uma ampla viagem, uma reflexão maior da questão racionalidade. Embora uma redução, elae possibilita uma crítica mais sofisticada da condição refletida das Luzes e para adiante dela.

Morin é um farol, auxilia para muito além da nossa disciplina num caminho para entender a nossa relação com a vida via ocidente. Os avanços e recuos, as nossas posições diante das paisagens( que se alteram a todo momento), nos propondo a pensar o futuro refletindo sobre o passado. Que assim seja SEMPRE!

Um bom fim de semana!
E.A
p.s; O livro CULTURA E BARBÁRIE EUROPÉIAS é um belo presente para si mesmo, para presentear e para compartilhar com gente interessada.
Gente de mentes e corações abertos, pronta para se arriscar e aprender sempre mais, numa viagem(busca) sem fim ao conhecimento, é um imenso prazer compartilhar em qualquer parte do globo terrestre. Boa viagem!


CULTURA E BARBÁRIE EUROPÉIAS

CAPÍTULO II
- Os antídotos Culturais Europeus(parte)


"(...) No séulo XVIII, durante o iluminismo, a racionalidade é antes de tudo crítica e ela debruça-se sobre as religiões, consideradas a matéria que que são feitos os mitos e reflexões.

Essa crítica é redutora. Ela ignora o que Marx destacará mais tarde, o fato de que a religião é como o suspiro de uma criatura infeliz, o viés pelo qual se expressam as mais profundas aspirações humanas.

O espírito humanista das luzes vai encontrar sua formulação na Declaração Universal do Direitos do Homem e do cidadão, mensagem em que aderiram com mais força os aristocratas do que a burguesia, como mostrou François Furet.

Na noite de 4 de agosto, os aristocratas, por decisão própria, abandonaram seus privilégios.

A razão, durante a época que marca o seu triunfo, ostenta, no entanto, aspectos diferentes. A razão científica constrói as teorias.

Mas essas teorias, aparentemente fundadas em dados coerentes, podem ser manchadas pela "racionalização", por uma visão excessivamente lógica, que só leva em consideração o que a confirma.

Laplace, por exemplo, injeta racionalização no interior da ciência.
Ele propõe uma visão inteiramente determinista do universo, num contexto, é claro, totalmente laicaizado: para isso, postula a existência de um demônio dotado de poderes superiores que seria capaz não apenas de conhecer todos os eventos do passado mas prever todos os eventos do futuro.

Quando Napoleão o indaga: ''E Deus onde ficaria?'' , Laplace responde: ''Não preciso dessa hipótese".

A concepção de Laplace era uma racionalização extrema da racionalidade newtoniana.

Hoje percebemos que no universo nem tudo pode ser reduzido ao determinismo.

EXISTE, portanto, uma racionalidade crítica que evita as armadilhas da racionalização, uma racionalidade autocrítica que associa razão, conhecimento e auto-análise.

As doenças da razão não se explicam pela própria racionalidade, mas pela sua perversão em racionalização e pela sua quase-deificação.

A instrumentalização da razão, colocada a serviço, por exemplo, de objetivos totalmente irracionais e bárbaros como a guerra, participa de um outro tipo de racionalização.

Com efeito, o que devemos ver por trás de toda racionalização é, para além da ausência de pensamento crítico e autocrítico, o esquecimento que Rousseau de sensibilidade e que é o esquecimento da nossa própria natureza.

Presente em Rousseau, a natureza foi, apesar de tudo, ignorada pelo iluminismo. Tudo isso vai mudar com o romantismo.

O primeiro romantismo é uma repoetização do universo; ele responde a uma nostalgia da comunidade, uma idealização da Idade Média.

MAS essa nostalgia do passado vai se transformar alguns anos depois numa aspiração ao futuro libertador, traduzido por Lamartine e Victor Hugo, que fazem simbiose entre o espírito romântico e o espírito das Luzes.

Lamartine foi um dos heróis da revolução de 1848, a que acrescentou a palavra "Fraternidade" aos dois primeiros termos da Revolução Francesa.

Quanto a Victor Hugo, com seu espírito visionário, já imaginava os Estados Unidos da Europa, prelúdio ao Estados Unidos do mundo. Essa época reaviva os direitos do homem, os direitos dos povos, os direitos da humanidade, especialmente sob a influência do pensamento socialista.

No século XIX se opera uma espécie de fermentação. com Fourier, Leroux, Proudhon, os jovens hegelianos, Stirner, o teórico da anarquia, e por fim Marx. Marx faz uma notável síntese filosófica e intelectual em nome desse florescimento humano que se encontra em gestação no socialismo. O qual é uma inspiração universalista por mais liberdade e igualdade. Mas seu pensamento pode ser qualificado de pós-marrano,

DE FATO, é um messianismo judaico-cristão laicizado que está no cerne da concepção.

O proletário industrial torna-se um messias, a revolução, um apocalipse, e a sociedade sem classes, a salvação da Terra.

A maioria dos marxistas acreditou que praticava a mais total racionalidade, sem perceber que praticava uma religião da salvação terrena.

A tendência à universalização do humanismo europeu se instala no centro dessa esperança socialista, com a criação da Internacionais- embora sua organização permaneça limitada aos países europeus dominantes e aos Estados Unidos da América .

Mesmo assim, na maior parte do mundo ocidental permanece a idéia de que a racionalidade é um privilégio e o monopólio dos ocidentais.

MORIN, Egdar . CULTURA E BARBÁRIE EUROPÉIAS, pág. 55 a 58. Bertrand Brasil- São Paulo-2009.


QUEM É MORIN?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A tabacaria


PARA LER

num dia como hoje


TABACARIA (15-1-1928 )
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres
Com a morte a pôr umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens.
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira.
Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu ,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo.
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando.
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
0 mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num paço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
0 seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena; Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
0 dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra, Sempre uma coisa tão inútil como a outra ,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou á janela.

0 homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(0 Dono da Tabacaria chegou á porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da tabacaria sorriu.


In Pessoa, F. (1981): Obra Poética, Rio de Janeiro: Ed. Aguilar

Coleção História Geral da África em português – Grátis


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