Livro traz à luz a Revolta do Batalhão Naval
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| Livro tem como fonte inquérito policial da época que ficou desconhecido |


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| Livro tem como fonte inquérito policial da época que ficou desconhecido |

Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.


Globalização-as consequências humanas- Zygmunt Bauman(1999).
Palavras chave: local, global, capital, interatividade, vagabundos, turistas, espaço, rua, estratégia, fluxo, homens, política, controle e, “outras mumunhas”...que nos últimos dias, me fizeram reler o sujeito que escreveu estas bem traçadas linhas atuais pra chuchu e que deveriam se espalhar com a mesma velocidade com que se dispara um poste a esmo sem medidas .
"(...)os vagabundos se movem porque acham o mundo a seu alcance(local) insuportavelmente inóspito. Os turistas viajam por que querem; os vagabundos porque não têm outra opção suportável. Pode-se dizer que os vagabundos são turistas involuntários; mas a noção de "turista involuntário" é uma contradição em termos. Por mais que a estratégia do turista possa ser uma necessidade num mundo marcado por muros e estradas móveis, a liberdade de escolha é a carne e o sangue do turista . Tire-se a atração, a poesia e mesmo a suportabilidade da vida do turista se vão inteiramente" Turistas e vagabundos, Bauman.
“os vagabundos são o refugo do mundo que se dedica aos turistas”
Turistas e vagabundos, Bauman.
Ninguém está no controle agora
Em outras palavras: ninguém parece estar no controle agora. Pior ainda- não está claro o que seria , nas circunstâncias atuais “ter controle". Como antes, todas as iniciativas e ações de ordenação são locais e orientadas para questões específicas;mas não há mais localidade com arrogância o bastante para falar em nome da humanidade como um todo ou para ser ouvida e obedecida pela humanidade ao se pronunciar. Nem há mais uma questão que possa teleguiar a totalidade dos assuntos mundiais e impor a concordância global.
Depois da Nação- estado, o quê?-, Bauman.
Muitas das alavancas da política econômica não mais funcionam
Num mundo em que o capital não tem domicílio fixo e os fluxos financeiros estão bem além dos governos nacionais, muitas das alavancas da política econômica não mais funcionam”.
Depois da Nação- estado, o quê?-, Bauman.
Interatividade one way
“A elogiadíssima “interatividade” do novo veículo é um grande exagero, deveriam falar num “meio interativo one-way”. Ao contrário do que costumam acreditar os acadêmicos, eles próprios integram uma elite global, a Internet e a Web não são para qualquer um, e é provável que jamais venham se abrir para uso universal”
Guerras espaciais:informe de carreira-Bauman.
A morte da rua: Brasília
“Para Cidade Radiante do futuro, a norma da arquitetura consciente de sua vocação significaria portanto a morte da rua como aconhecemos- esse incoerente e contínuo subproduto da história construtora, descoordenada e assincrônica, campo de batalha de usos incompatíveis, sítio do acidental e do ambíguo”
Guerras espaciais:informe de carreira-Bauman.
Num mundo onírico de harmonia e ordem pré -determinada
“os homens jamais podem se tornar bons simplesmente seguindo as boas ordens e os planos dos outros”,
Guerras espaciais:informe de carreira-Bauman.
Lavando as mãos até que os “colarinhos brancos” fiquem invisíveis
“Qualquer perigo que possa se supor ou considerar no crime do “colarinho branco” é de uma ordem totalmente diversa. Seria extremamente difícil ver como levar os acusados à justiça possa aliviar os sofrimentos atribuídos aos perigos mais tangíveis que se esgueiram nos bairros pobres da e ruas sórdidas da cidade. Não há, portanto, muito capital político a extrair do fato de “ser visto como que fazendo contra o crime do “colarinho branco”. E há pouca pressão política sobre os legisladores e guardiões da ordem para abrir as mentes e flexionar seus músculos de modo a tornar mais efetivo o combate a esse tipo de crime ; nenhuma comparação com o clamor público contra os ladrões de carros, assaltantes e violentadores, ou contra os responsáveis pela lei e a ordem considerados muito frouxos ou condescedentes por não os colocarem no lugar onde deveriam estar, a prisão.
Lei global: ordens locais, Bauman.
BAUMAN, Zygmunt. A Globalização- as consequências humanas- J.Z.Editores, Rio-1999.
MAIS:http://baumaneaeducacao.blogspot.com/2010/10/istoe-entrevista-zygmunt-bauman.html


O mundo de tantas certezas não deve temer nenhuma teoria. Juntando-se a tantas, incertezas absolutas e verdade relativas, a obra dos historiador pode ser desafiadora. É o que sempre se espera. Não raro ela surge como reveladora, neste presente que derrete ideologias, transforma quase tudo em pasta e nos submete a pensar sobre a a manutenção do simbólico em nossas vidas. O trabalho de Ginzburg encontra eco a todo momento em nossas vidas .
Ao pesquisar uma seita italiana de curandeiros e bruxos, o historiador Carlo Ginzburg deparou-se com o julgamento excepcionalmente detalhado. Tratava-se do depoimento de Menocchio, um moleiro do norte da Itália, que no século XVI ousara afirmar que o mundo tinha origem na putrefação. “Tudo era um caos, isto é, terra, ar, água e fogo juntos, e de todo aquele volume em movimento se formou uma massa, do mesmo modo como o queijo é feito de leite, e do qual surgem os vermes, e esses foram os anjos”. Graças ao fascínio dos inquisidores pelas crenças desse moleiro, Ginzburg encontrou farta documentação, a partir da qual pôde reconstituir a trajetória de Menocchio num texto claro e atraente, e desembocar em uma hipótese geral sobre a cultura popular da Europa pré-industrial. O queijo e os vermes-Cia das Letras. Carlo Ginzburg.
Deus é um senhor e os senhores não usam as mãos para trabalhar. ''Esse Deus fez,criou, produziu criou alguma criatura"? -perguntam os inquisidores. “Ele providenciou que fosse dada a vontade para que todas as coisas fossem feitas”-respondeu Menocchio. Mesmo quando comparado a um carpinteiro ou pedreiro, Deus possui sempre "feitores” ou "trabalhadores" a seu serviço. Uma única vez arrebatado pelo seu discurso cheio de entusiamo contra a adoração das imagens, Menocchio falou do "Deus único que fez o céu e a terra". Na verdade, para ele, Deus não fez nada, da mesma forma que Seu capataz, o Espírito Santo, nada fez também. Quem pôs mãos à obra na “criação do mundo” foram os “feitores”, os “trabalhadores”-os anjos. E os anjos, quem os teria feito? A natureza:, a partir da mais perfeita substância do mundo, assim como os vermes nascem do queijo...”p.111
Olá, gostei muito do Blog. Tenho interesse em "desbravar" a serra do barata, conhecer, saber mais e apoiar as iniciativas em torno deste espaço. Como faço para chegar? moro na rua carumbém próximo a piraquara. Por onde devo subir? abraço, Suellen