segunda-feira, 6 de junho de 2011

TROPEÇO NA HISTÓRIA

segunda-feira, 6 de junho de 2011

** Tropeço na História


Coluna de Miriam Leitão, no Globo de ontem (05/06), abordando o tema ESCRAVIDÃO. Recomendo a leitura com atenção:
COLUNA NO GLOBO


Tropeço na História


Foi no antigo Cais do Valongo, perto das pedras que foram descobertas recentemente nas escavações para a recuperação do Centro do Rio, a homenagem a Abdias Nascimento, sete dias após a sua morte. No Valongo os escravos desembarcavam e eram depositados nos armazéns que ficavam na atual Rua Camerino para serem pesados, preparados e vendidos.
O lugar impõe respeito. É impossível não sentir o peso dos dramas vividos ali. Que a cidade possa guardar bem os pontos que estavam encobertos pela nossa dificuldade de olhar o passado com sinceridade e reflexão. Lá, líderes de religiões diferentes misturaram palavras e evocações, junto com as de autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.
O ministro chegou com bengala e sinais de que seu problema de coluna se agrava. Avisou que enfrentará a limitação o mais breve possível. Que consiga. Misturado aos amigos e admiradores de Abdias foi chamado para falar. O ministro disse que Abdias era único. De fato, é difícil pensar em substituto. Aos 97 anos ele carregava a força da coerência com que combateu o racismo e o dom de unir pessoas com pensamentos diferentes. Abdias trafegava por tantas áreas da cultura e do pensamento que é difícil defini-lo: ele foi jornalista, autor de teatro, pensador, cineasta, político, militante da causa negra.
O cais do Valongo fala por si, e a dificuldade de vê-lo, também. As pedras que reapareceram nas escavações foram encontradas por acaso. O mesmo acaso que reencontrou o cemitério dos pretos novos na Gamboa, onde eram jogados os corpos ou moribundos que não tinham suportado a longa e dolorosa travessia do mar. O que intriga é esse tropeço na História. Ela deveria ser buscada e reverenciada como parte do entendimento do Brasil sobre si mesmo e não ter que submergir aos pedaços numa obra no porto, ou numa reforma de uma casa particular como a que permitiu o encontro de pedaços do cemitério. Foram 350 anos os que o país viveu sob a escravidão. Essa iniquidade ocupou a maior parte dos 511 anos desde a chegada dos portugueses. Felizmente estuda-se mais hoje esse período que foi soterrado de propósito. Não ver é mais confortável, mas o melhor é sempre admitir, entender e superar.
Anoitecia no sítio arqueológico do Valongo e aquele grupo pequeno de pessoas tentava ouvir as palavras de homenagem a Abdias no meio do barulho do rush do Centro. Elisa Larkin, a viúva, havia me dito: aqui não era o melhor lugar? Era.
Desde que Mary Karasch, a historiadora americana, escreveu "A vida dos Escravos no Rio de Janeiro (1808-1850)", um livro seminal, todos os que se interessam pelo tema, e os jovens historiadores, aprenderam que há vários caminhos que levam às informações sobre o que se passou no Centro velho do Rio. A cidade era porta de entrada de escravos que ficavam nas cidades e dos que iam trabalhar nas plantações de café e cana-de-açúcar ou para as minas de Minas Gerais. O Valongo era um cais de desembarque e o maior mercado de escravos do Brasil. Até 1830 eles eram desembarcados à luz do dia e colocados nos depósitos para ganhar algum peso para serem vendidos. Depois de 1830, com o tráfico proibido para inglês ver, eles eram tirados à noite furtivamente dos navios e os depósitos deixaram de ter janela, o que piorou muito. O cálculo de Karasch é que um milhão de africanos entraram pelo Rio.
O que a cidade deve fazer com esse pedaço redescoberto do cais é preservá-lo para contar essa história. Há hoje estudos valiosos. Há relatos de viajantes que se impressionavam pelas cenas descritas. Um deles, C. Brand, foi ao mercado do Valongo em 1827 e descreve assim o que viu: "A primeira loja de carne em que entramos continha cerca de 300 crianças de ambos os sexos: o mais velho poderia ter 12 ou 13 anos e o mais novo não mais de seis ou sete anos."
Durante muito tempo o Brasil não estudou essa página da História porque criou-se o mito de que Rui Barbosa teria queimado todos os documentos. Como se sabe hoje, ele queimou os documentos tributários diante da enorme pressão dos escravistas para serem indenizados. Há inúmeras outras pistas pelas quais os historiadores estão escavando esse passado. Karasch descobriu muitas informações nos registros da Santa Casa de Misericórdia. Os donos de escravos mandavam para lá os que estavam morrendo para não ter despesa com o funeral. A Santa Casa registrava idade, de onde tinham vindo, causa da morte. Morriam principalmente de tuberculose. Há outras fontes como os arquivos Nacional, da Cidade e do Itamaraty, registros policiais, comerciais, os jornais da época, os relatos de viajantes. A inglesa Maria Graham, em 1821, encantou-se com a beleza do Rio na chegada à baía: "A cena mais encantadora que a imaginação pode conceber." No Valongo, relata que fez um gesto de carinho aos jovens negros e eles retribuíram com sorrisos. Há inúmeros relatos dos viajantes, preciosas reportagens. A História vai retornando.
De manhã eu tinha ido à Casa de Rui Barbosa. Lá andei com temor reverencial pela multidão de livros organizados e li com admiração as frases de uma exposição. Numa delas, Rui indeferia o pedido em 1890 dos ex-donos de escravos de que se criasse um banco para indenizá-los pelo prejuízo com a abolição. "Mais justo seria e melhor se consultaria o sentimento nacional se se pudesse descobrir meio de indenizar os ex-escravos" (veja em meu blog o despacho do Rui). O século XIX passeava na minha cabeça enquanto eu vi a noite chegar olhando as pedras do Valongo.


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GUERRA OS SETE ANOS

Guerra dos Sete Anos

Guerra dos Sete Anos: O conflito entre as grandes monarquias européias que marcou o fim da Idade Moderna.

A Guerra dos Sete anos foi um conflito travado entre diversas monarquias nacionais européias em torno do controle de regiões de exploração colonial. Um dos lados dessa guerra era liderado pela França que, com o apoio militar dos austríacos, procurava rivalizar contra a supremacia exercida pelos britânicos nas regiões da América do Norte e na Índia. Além disso, esse mesmo conflito também foi marcado pelas disputas hegemônicas entre os Estados do antigo Sacro-Império Germânico.

Em um primeiro momento desse conflito, os exércitos prussianos realizaram uma aliança militar com a Inglaterra, que fazia franca oposição ao apoio que os austríacos tinham por parte das forças francesas. Ao mesmo tempo em que esses exércitos se enfrentavam dentro da Europa, França e Inglaterra promoviam conflitos paralelos pelo controle de regiões da América do Norte, Índias Ocidentais, Índia, África, Mar Mediterrâneo, Canadá e Caribe.

A fase colonial da guerra teve início com a invasão francesa à ilha britânica de Minorca, ocorrida em 1756. As ações tomadas pelos franceses foram contra-atacadas pelas poderosas tropas inglesas, que realizaram o bloqueio britânico nas regiões de Toulon e Brest. Depois de sucessivas vitórias, os ingleses conquistaram as regiões de Quebéc, Montreal, Cabo Bretão e Grandes Lagos. Na África, conseguiram derrubar o controle francês em Senegal e Gâmbia.

A derrota dos franceses foi completada com a entrada da Espanha, que conseguiu tomar a região da Louisiana do Império Colonial Francês. A vitória britânica nesse conflito acabou realizando uma grande transformação no cenário colonial norte-americano. Inicialmente, os britânicos passaram a enrijecer suas relações com os colonos norte-americanos com a cobrança de impostos e a limitação na exploração das terras conquistadas.

Além disso, o acordo empreendido entre as poderosas nações envolvidas nesse conflito garantiu à Rússia e à Prússia o controle político sobre algumas regiões do Velho Continente. Em contrapartida, O Império Austríaco perdeu sua posição hegemônica entre os fragmentados Estados Germânicos tendo os prussianos enquanto concorrentes. Entre todas as nações envolvidas, a França foi contundentemente afetada com a entrega de várias áreas coloniais para os ingleses.

Com o fim do conflito, a Inglaterra saiu como grande vitoriosa, mas os custos gerados pela guerra enfraqueceram a sua economia. Dessa forma, a Coroa Inglesa decidiu impor diversos tributos para os colonos norte-americanos com o claro objetivo de ressarcir o prejuízo econômico produzido pela guerra. Entretanto, essa medida tencionou as relações com os colonos norte-americanos que, pouco tempo depois, lutaram pelo fim da dominação colonial britânica, dando início às Guerras de Independência dos EUA.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A QUESTÃO DO ALGODÃO

Guerra Civil Norte-Americana

http://historiandonanet07.wordpress.com/2011/02/21/guerra-civil-norte-americana/Ana Carolina Machado de Souza
A Guerra Civil dos Estados Unidos, que teve início em 1861, foi um dos momentos cruciais para a unificação Norte-Americana, uma nação que cresceu e se desenvolveu a partir das armas. Esta foi a guerra de maior impacto na população norte-americana, com baixas 10 vezes maiores do que a famosa Guerra do Vietnã.
O embate entre as colônias do Sul e do Norte ocorreu devido às diferenças políticas. Era impossível coexistir pacificamente, apesar de várias vezes terem lutado por causas comuns, como a anexação de territórios mexicanos e a expansão para o Oeste.
O Norte caracterizava-se por ser mais desenvolvido tecnologicamente, ter um crescimento industrial, enfatizar as pequenas e médias propriedades agrícolas e, majoritariamente, os trabalhadores eram livres e assalariados. O Sul possuía o sistema plantation e escravidão caminhando juntos, indissociáveis, e o poder político e econômico encontrava-se nas mãos de poucos grandes senhores de terras que dominavam suas regiões. Sempre aprendemos que enquanto o Sul era escravista, o Norte era abolicionista, que lutava pelos direitos dos negros. Contudo, uma das semelhanças entre as duas regiões foi o tratamento dado aos negros, pois em ambos os lugares estavam de fora da cena política, das decisões de bem social e, além disso, sofriam forte preconceito dos brancos. A diferença estava na legislação, pois no Sul a escravidão era garantida pela lei.
As brigas tiveram início a partir da anexação, compra e conquista dos novos territórios a Oeste, pois as duas regiões dominantes discordavam sobre qual sistema político deveriam implantar nas novas terras. Apesar do Norte superar o Sul em demanda em números populacionais, o Congresso possuía mais representantes sulistas, e estes exigiam a implantação da sua maneira de governar. Ou seja, eles queriam o direito de estender o sistema de plantation de algodão, pelo seu alto valor comercial, e o escravista. Além de que aumentaria o poder dos governantes sulistas em escala federal.
A 26ª Infantaria Base William Penn, Pensilvânia, 1865
O grande debate sobre a escravidão foi o que fez a diferença nas eleições de 1860 e no estopim da Guerra Civil. Foi neste ano que Abraham Lincoln, uma das personalidades mais populares dos Estados Unidos, foi eleito presidente pelos republicanos. Começa aí os novos rumos para a História Norte-Americana. Os sulistas não gostaram da eleição de Lincoln, considerado muito apaziguador e um verdadeiro abolicionista. Já os nortistas o tinham como conservador, pois não defendia abertamente o fim da escravidão e o direito dos negros. Sua habilidade retórica, seus bons discursos, fez com que Lincoln conseguisse levar por um tempo a situação sem maiores problemas. Contudo, as diferenças permaneciam cada vez mais irreconciliáveis.
Cada vez mais crescia a idéia de separação do Sul do restante do país. Lincoln, temendo essa reação, já havia declarado que não aceitaria essa posição e combateria com armas a tentativa. No final de 1860 a Carolina do Sul se excluiu da Constituição federal, e um pouco mais tarde, Texas, Mississipi, Alabama, Geórgia, Flórida seguiram o mesmo caminho, causando desespero geral nos congressistas que acreditavam numa conciliação. Estes estados formaram, juntos, os chamados Estados Confederados da América, uma nova “nação”, portanto, com um novo presidente, Jefferson Davis. Essa decisão desencadeou os conflitos militares, que começaram em Charleston, na Carolina do Sul, onde se situava uma base dos militares da União, chamada Sunter. Lincoln ignorou o pedido dos Confederados de evacuação completa da base, e, em 1861, foi o início armado da Guerra Civil.
Ambas as regiões pensavam que o conflito seria rápido e sem grandes conseqüências. O Norte imaginou dominar os Confederados, confiando na sua superioridade bélica. Já o Sul, com toda a soberba sulista, não levou em consideração esse desenvolvimento tecnológico inegável do Norte, e imaginou vencê-lo contando com a possibilidade da população nortista não aderir às causas da Guerra. Mas ninguém imaginava o massacre que ocorreria tempos mais tarde.
A superioridade demográfica e industrial do Norte era notável, e estava numa escala de 4 homens para um dos sulistas, já que os escravos não poderiam aderir ao combate. As batalhas foram de uma violência inimaginável. Centenas de milhares de homens morreram dos dois lados, mas o Sul foi o mais prejudicado. Com o andamento da guerra foi tornando-se visível a falta de recursos e investimentos dos sulistas. Mesmo antes da separação as trocas comerciais com os nortistas eram imprescindíveis para o funcionamento da máquina escravista, pois o comércio internacional dos produtos agrícolas também passava pelo Norte. Outro problema foi que o Sul contava com apoio de parceiros comerciais como a Inglaterra e França, pois imaginavam que sem estes produtos agrícolas, se enfureceriam e enviariam reforços contra o Norte. Mas os ingleses possuíam estoque suficiente para um bom tempo, e se recusaram a lutar junto ao Sul, assim como os franceses. Além disso, Lincoln proibiu o comércio com o Sul, e nenhum produto industrializado entrava no território dos Confederados.
Soldados mortos em combate – Pensilvânia – Mathew Brady, 1863
Em relação aos escravos e o sistema escravista, com as baixas da suas tropa cada vez mais freqüentes, o Sul passou a convocar escravos para a participação na guerra, uma atitude completamente dúbia, pois o início do conflito se deu devido à vontade de expandir o sistema escravista para os territórios anexados a Oeste. A fuga de negros tornou-se rotineira após a aprovação da Lei do Confisco, em 1861, pela qual todo o território confederado anexado por um nortista, seria automaticamente deste, pois, em terras nortistas, os negros conseguiriam a liberdade. Lincoln, visando a paz na União, propôs uma emancipação gradativa com direito a indenização por parte do Governo aos senhores de escravos, valor relativo à mercadoria. Foi durante a Guerra Civil que os direitos dos negros passaram a ser discutidos com mais seriedade, e o presidente da União, pressionado a tomar atitudes mais enérgicas em relação à abolição, promulgou em 1863 a Lei de Emancipação, que dizia que nas áreas do país onde o Norte vencia, os escravos se tornariam livres. Essa lei simbolizou o início de uma mudança em relação ao sistema escravista, mas a proibição da escravidão ocorreu mesmo somente em 1865, com a Décima Terceira Emenda adicionada à Constituição.
Família de negros entrando nos limites da União – s/d
Outra lei que mudou os rumos da Guerra foi o Homestead Act (Lei de Terras), em 1862, pela qual ¼ do distrito de terra a Oeste seria entregue a qualquer indivíduo com mais de 21 anos disposto a migrar para a região e se estabelecer lá. Essas atitudes demonstravam o interesse de Lincoln em manter a União em paz, criando uma unidade num país construído por diferenças. Em 1864 ocorreram os últimos ataques desesperados da Confederação, sem sucesso, o que acarretou na fuga do então presidente confederado Jefferson Davis. O Norte venceu.
A superioridade industrial e tecnológica do Norte foi um dos motivos principais para a sua vitória, além de que pouco do seu território foi destruído, já que as batalhas ocorreram essencialmente no Sul. Já esta região era dominada por um sistema político que entrava em colapso naquele momento, e a terra que tanto era necessária para a manutenção do sistema, foi destruída quase que completamente.
Abraham Lincoln – nota de 5 dólares
Lincoln passou a ocupar a posição de quase mito na história norte-americana a partir dessa guerra. Esta mitificação ocorreu, principalmente, pelas atitudes em relação à escravidão, apesar destas terem sido tomadas em momento de necessidade de unificar o país e de desenvolvimento tecnológico, e não por nobreza. A História é reescrita ao longo do tempo, e, apesar de todos os pesares, o discurso proclamado pelo primeiro presidente negro dos Estados Unidos, em janeiro de 2009, foi em exaltação a Abraham Lincoln. Curioso, não?

Filósofo leigo interessante

TERÇA-FEIRA, 6 DE JULHO DE 2010

Um pouquinho de História

Há muito tempo atrás, uma pessoa assumiu o controle de um país, e gostou tanto que resolveu controlar o continente inteiro. Isso ocorreu na passagem do século XVIII para o XIX. E essa pessoa era Napoleão Bonaparte, imperador francês que desejava mandar em todos os países da Europa. Estava indo muito bem nesse propósito, foi um dos maiores gênios na arte da guerra, e havia criado um exército muito poderoso.

Derrotou todos os adversários que encotrou pelo caminho. Estava conquistando todos os países que chegou a invandir. Mas encontrou uma pedra no camnhinho, ou melhor, um mar no caminho. Para conquistar a Ingleterra, próximo país da sua lista, tinha que ultrapassar a fronteira marítima. O exército napoleônico era forte no continente, mas a Inglaterra era quem comandava os mares.Sabendo da fama inglesa, Napoleão não mandou os navios franceses sozinho, juntou com a esquadra espanhola e partiu ao ataque dos britânicos. Foram ao todo 33 navios franceses e espanhois. Os ingleses foram para guerra em menor número. Então o comandante inglês bolou uma estratégia ousada, organizou os navios em duas longas filas indianas, assim sacrificariam os navios da frente, mas os que vinham atrás ficariam livres para atacar.

E deu certo!!! Dos 33 navios que foram atacar a Inglaterra, 22 afundaram, matando 4500 pessoas. A única coisa que não estava nos planos do líder inglês, foi que ele morreu no combate. E com isso a Inglaterra confirmou a fama de "Rei dos Mares" e o Brasil deu um passo decisivo para a sua independencia. Isso mesmo, o Brasil! Mas o que nosso país tem a ver com a guerrinha marítima entra a Inglaterra, a França e a Espanha?Bem, o Napoleão não ficou nada feliz com a derrota, e ordenou um bloqueio econômico à Inglaterra. Ninguém mais poderia fazer negócios com os ingleses. Todos os países aceitaram a nova regra menos um: Portugal. Portugal era parceira da Ingleterra e não poderia aceitar o bloqueio econômico. Porém, se desobedece o Napoleão, teria que sair no tapa com ele. A corte portuguesa teria que tomar essa difícil decisão. O Rei já havia morrido a muito tempo. A Rainha era louca e por isso não governava mais. Por sorte, o filho deles foi preparado, e muito bem preparado desde sua infância para assumir o trono. Porém contraiu varíola e bateu as botas também. Sobrou o outro filho do casal real, o Dom João, que assumiu o poder sem nenhum dom para a coisa. Ele ficou conhecido por ser muito medroso e desastrado. Diante de uma decisão tão dificil, se ficaria com a Inglaterra ou com a França, escolheu a opção C: fugir para o Brasil. Ele juntou as malas, chamou os parentes e a nobreza e veio para cá. Nunca na história desse país, e em nenhum outro, um rei europeu havia pisado na américa! Nem para férias de fim de ano, muito menos para morar. Com o Rei morando aqui, ficou muito mais fácil para o Brasil consquistar sua independência.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Fonte:

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A Revolução Industrial significou o início do processo de acumulação rápida de bens de capital com conseqüente aumento da mecanização, foi conseqüência do capitalismo ou a economia de mercado como sistema econômico dominante.

A característica essencial da Revolução Industrial é que antes dela o progresso econômico era sempre lento (levavam séculos para que a renda per capita aumentasse sensivelmente) e depois a renda per capita e a população começaram a crescer de forma acelerada nunca antes vista na história da humanidade. Por exemplo, entre 1500 e 1780 a população da Inglaterraaumentou de 3.5 milhões para 8.5, já entre 1780 e 1880 ela saltou para 36 milhões, devido à drástica redução damortalidade infantil.

Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana, hidráulica e animal para motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social e econômica que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média, com particular incidência nos países onde a Reforma Protestante tinha conseguido destronar a influência da Igreja Católica: Inglaterra,Escócia, Países Baixos, Suécia. Nos países que permaneceram católicos a revolução industrial aparece, regra geral, mais tarde e num esforço declarado de copiar aquilo que se fazia nos países mais avançados (os países protestantes).

Já de acordo com a teoria de Karl Marx, a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, integra o conjunto das chamadas “Revoluções Burguesas” do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa que, sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. Para ele, o capitalismo seria um produto da revolução industrial e não sua causa.

O processo de produção

Nessa evolução, a produção manual que antecede à industrial conheceu duas etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo:

  • O artesanato foi a forma de produção industrial característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possuía os meios de produção (era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma “taxa” pelo utilização das ferramentas.
    • É importante lembrar que nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também encontrava-se sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção.
  • A manufatura, que predominou ao longo da Idade Moderna e na Antiguidade Clássica, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido à divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um único produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao alargamento do comércio, tanto em direção ao oriente como em direção à América. Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria-prima e a determinar o ritmo de produção.

A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até terceira e quarta Revoluções Industriais. Porém, se concebermos a industrialização como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor noséculo XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos séculos XX e XXI --- aspectos, porém, ainda discutíveis.

O pioneirismo da Inglaterra

Foi a Inglaterra que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores:

  • O principal deles foi a aplicação de uma política econômica liberal em meados do século XVIII. Antes da liberalização econômica, as atividades industriais e comerciais estavam cartelizadas pelo rígido sistema de guildas, e por causa disso a entrada de novos competidores e a inovação tecnológica eram muito limitados. Com a liberalização da indústria e do comércio ocorreu um enorme progresso tecnológico e um grande aumento da produtividade em um curto espaço de tempo.
  • a Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas a vapor.
  • os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período.
  • a mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII.
  • a burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados por causa da grande taxa de poupança que existia na época.

Para ilustrar a relativa abundância da capital que existia na Inglaterra, pode se constatar que a taxa de juros no final do século XVIII era de cerca de 5% ao ano, já na China, onde praticamente não existia progresso econômico, a taxa de juros era de cerca de 30% ao ano.

O liberalismo de Adam Smith

As novidades da Revolução Industrial trouxeram muitas dúvidas. O pensador escocês Adam Smith procurou responder racionalmente as perguntas da época. Seu livro A Riqueza das Nações (1776) é considerada uma das obras fundadoras daciência econômica. Os argumentos de Smith foram surpreendentes. Ele dizia que o egoísmo é útil para a sociedade. Seu raciocínio era este: quando uma pessoa busca o melhor para si, toda a sociedade é beneficiada. Exemplo: quando uma cozinheira prepara uma deliciosa carne assada, você saberia explicar quais o motivos dela? Será porque ama o seu patrão e quer vê-lo feliz ou porque está pensando, em primeiro lugar, nela mesma ou no pagamento que receberá no final do mês? De qualquer maneira, se a cozinheira pensa no salário dela, seu individualismo será benéfico para ela e para seu patrão. E por que um açougueiro vende uma carne muito boa para uma pessoa que nunca viu antes? Porque deseja que ela se alimente bem ou porque está olhando para o lucro que terá com a venda? Ora, graças ao individualismo dele o freguês pode comprar a carne. Do mesmo jeito, os trabalhadores pensam neles mesmos. Trabalham bem para poder garantir seu salário e emprego. Portanto, é correto afirmar que os capitalistas só pensam em seus lucros. Mas, para lucrar têm que vender produtos bons e baratos. O que, no fim, é ótimo para os consumidores. Então, já que o individualismo é bom para toda a sociedade, o ideal seria que as pessoas pudessem atender livremente a seus interesses individuais. E, para Adam Smith, quem é que atrapalhava os indivíduos, quem é impedia a livre iniciativa? O Estado dizia ele. Para o autor escocês, "o Estado deveria intervir o mínimo possível sobre a economia". Se as forças do mercado agissem livremente, a economia poderia crescer com vigor. Desse modo, cada empresário faria o que bem entendesse com seu capital, sem ter de obedecer a nenhum regulamento criado pelo governo. Os investimentos e o comércio seriam totalmente liberados. Sem a intervenção do Estado, o mercado funcionaria automaticamente, como se houvesse uma "mão invisível" ajeitando tudo. Ou seja, o vale-tudo capitalista promoveria o progresso de forma harmoniosa.

A mudança tecnológica na Revolução Industrial

A invenção mais notável do começo da Revolução Industrial foi obra do operário inglês James Watt. James Watt não criou a máquina a vapor. Ele a aprimorou. Em 1765, ele criou a primeira máquina a vapor realmente eficaz. A idéia básica era colocar o carvão em brasa pra aquecer a água até que ela produzisse muito vapor. A máquina girava por causa da expansão e da contração do vapor posto dentro de um cilindro de metal. As máquinas a vapor tinham muitas utilidades. Retiravam a água que inundava as minas subterrâneas de ferro e carvão. Movimentavam os teares mecânicos, que produziam tecidos de algodão. Com isso, a Inglaterra se tornou a maior exportadora mundial de tecidos. Nas primeiras décadas do século XIX, as máquinas a vapor equiparam navios e locomotivas. A Inglaterra, a França, a Alemanha e os EUA instalaram milhares de quilômetros de ferrovias e desenvolveram espetacularmente as indústrias de ferro e de máquinas.

Principais avanços da maquinofatura

  • Em 1733, John Kay inventa a lançadeira volante.
  • Em 1740, Benjamin Huntsman desenvolve o processo de produzir aço tipo "crucible".
  • Em 1767 James Hargreaves inventa a “spinning jenny”, que permitia a um só artesão fiar 80 fios de uma única vez.
  • Em 1768 James Watt inventa a máquina a vapor.
  • Em 1769 Richard Arkwright inventa a “water frame”.
  • Em 1779 Samuel Crompton inventa a “mule”, uma combinação da “water frame” com a “spinning jenny” com fios finos e resistentes.
  • Em 1785 Edmond Cartwright inventa o tear mecânico.

A máquina a vapor

As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito. E oslucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias. As fábricas se espalharam rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças tão profundas que os historiadores atuais chamam aquele período de Revolução Industrial. O modo de vida e a mentalidade de milhões de pessoas se transformaram, numa velocidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade, da tecnologia e da mudança incessante triunfou.

As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as máquinas que produziam tecidos.

As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilômetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz.

Efeitos na Sociedade

Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi a tranformação nas condições de vida nos países industriais em relação aos outros países da época, havendo uma mudança progressiva das necessidades de consumo da população conforme novas mercadorias foram sendo produzidas.

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades. Criando enormes concentrações urbanas; a população de Londrescresceu de 800 000 habitantes em 1780 para mais de 5 milhões em 1880, por exemplo. Durante o início da revolução industrial os operários viviam em condições horriveis se comparadas as condições dos trabalhadores do século seguinte. Tendo um cortiço como moradia e ficava submetida a jornadas de trabalho enormes, que chegavam até a 80 horas porsemana. O salário era medíocre (em torno de 2.5 vezes o nível de substência) e tanto mulheres como crianças também trabalhavam, recebendo um salário ainda menor.

A produção em larga escala e dividida em etapas iria distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção, mas sua produtividade ficava maior. Como sua produtividade aumentava os salários reaís dos trabalhadores ingleses aumentaram em mais de 300% entre 1800 até 1870. Devido ao progresso ocorrido nos primeiros 90 anos de industrialização, em 1860 a jornada de trabalho na Inglaterra já se reduzia para cerca de 50 horas semanais (10 horas diárias em cinco dias de trabalho por semana).

Horas de trabalho por semana para trabalhadores adultos nas industrías texteís:

1780 - em torno de 80 horas por semana

1820 - 67 horas por semana

1860 - 53 horas por semana

Segundos os socialistas, o salário, medido a partir do que é necessário para que o trabalhador sobreviva (deve ser notado de que não existe definição exata para qual seja o "nível minímo de subsistência"), cresceu à medida que os trabalhadores pressionam os seus patrões para tal, ou seja, se o salário e as condições de vida melhoraram com o tempo, foi graças a organização e movimentos organizados pelos trabalhadores. Como veremos nos próximos itens.

Movimentos

Alguns trabalhadores, indignados com sua situação, reagiam das mais diferentes formas, das quais se destacam:

Movimento catequista(1811-12)

Ver artigo principal: Ludismo.

Reclamações contras as máquinas inventadas após a revolução para poupar a mão-de-obra já eram normais. Mas foi em1811 que o estopim estourou e surgiu o movimento ludista, uma forma mais radical de protesto. O nome deriva de Ned Ludd, um dos líderes do movimento. Os ludistas chamaram muita atenção pelos seus atos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os ludistas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os manifestantes sofreram uma violenta repressão, foram condenados à prisão, à deportação e até à forca. Os ludistas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas".

Anos depois os operários ingleses mais experientes adotaram métodos mais eficientes de luta, como a greve.

Movimento Cartista (1837-48)

Em seqüência vieram o movimento "cartista", organizado pela "Associação dos Operários", que exigia melhores condições de trabalho como:

  • particularmente a limitação de 8 horas da jornada de trabalho
  • a regulamentação do trabalho feminino
  • a extinção do trabalho infantil
  • a folga semanal
  • o salário mínimo

Além de direitos políticos como o: estabelecimento do sufrágio universal e extinção da exigência de propriedade para se integrar ao parlamento e o fim do voto censitário. Esse movimento se destacou por sua organização, e por sua forma de atuação, pela via política, chegando a conquistar diversos direitos políticos para os trabalhadores.

As Trade-Unions

Os empregados das fábricas também formaram associações denominadas trade unions, que tiveram uma evolução lenta em suas reivindicações. Na segunda metade do século XIX, as Trade Unions evoluiram para os sindicatos, forma de organização dos trabalhadores com um considerável nível de ideologização e organização, pois o século XIX foi um período muito fértil na produção de idéias antiliberais que, serviram à luta da classe operária, seja para obtenção de conquistas na relação com o capitalismo, seja na organização do movimento revolucionário cuja meta era construir o Socialismo objetivando o Comunismo. O mais eficiente e principal instrumento de luta das trade unions era a greve.

Saúde e bem-estar econômico

Estudos sobre as variações na altura média dos homens no norte da Europa, sugerem que o progresso econômico gerado pela industrialização demorou varias décadas até beneficiar a população como um todo. Eles indicam que, em média, os homens do norte europeu durante o início da Revolução Industrial eram 7,6 centímetros mais baixos que os que viveram 700 anos antes, na Alta Idade Média. É estranho que a altura média dos ingleses tenha caído continuamente durante os anos de 1100 até o início da revolução industrial em 1780 quando a altura média começou a subir. Foi apenas no início do século XXque essas populações voltaram a ter altura semelhante às registradas entre os séculos IX e XI. [1]

A altura é considerada um forte indicador de saúde e bem-estar econômico

A Industrialização na Europa: a partir de 1815

Até 1850, a Inglaterra continuou dominando o primeiro lugar entre os países industrializados. Embora outros países já contassem com fábricas e equipamentos modernos, esses eram considerados uma "miniatura de Inglaterra", como por exemplo os vales de Ruhr e Wupper na Alemanha, que eram bem desenvolvidos, porém não possuiam a tecnologia das fábricas inglesas.

Na Europa, os maiores centros de desenvolvimento industrial, na época, eram as regiões mineradoras de carvão, lugares como o norte da França, nos vales do Rio Sambre e Meuse, na Alemanha, no vale de Ruhr, e também em algumas regiões da Bélgica.

Fora estes lugares, a industrialização ficou presa:

1850 a 1929: Expansão pelo Mundo

Após 1850, a produção industrial se descentralizou da Inglaterra e se expandiu rapidamente pelo mundo, principalmente para o noroeste europeu, e para o leste dos Estados Unidos. Porém, cada país se desenvolveu em um ritmo diferente baseado nas condições econômicas, sociais e culturais de cada lugar.

Na Alemanha com o resultado da Guerra Franco-prussiana em 1870, houve a Unificação Alemã, que liderada porBismarck, impulsionou a Revolução Industrial no país que já estava ocorrendo desde 1815 (foi a partir dessa época que a produção de ferro fundido começou a aumentar de forma exponencial).

Na Itália a unificação política realizada em 1870, à semelhança do que ocorreu na Alemanha, impulsionou, mesmo que atrasada, a industrialização do país. Essa que só atingiu ao norte da Itália, pois o sul continuou basicamente agrário.

Muito mais tarde começou a industrialização na Rússia, nas últimas décadas do século XIX. O principais fatores para que ela acontecesse foi a grande disponibilidade de mão-de-obra, intervenção governamental na economia através de subsídios e investimentos estrangeiros à indústria.

Nos Estados Unidos a industrialização começou no final do século XVIII, e foi somente após a Guerra da Secessão que todo a pais se tornou industrializado. A industrialização relativamente tardia dos EUA em relação a Inglaterra pode ser explicada pelo fato de que nos EUA existia muita terra per capita, já na Inglaterra existia pouca terra per capita, assim os EUA tinham uma vantagem comparativa na agricultura em relação a Inglaterra e consequentemente demorou bastante tempo para que a indústria ficasse mais importante que a agricultura. Outro fator é que os Estados do Sul eram escravagistas o que retardava a acumulação de capital, como tinham muita terra eram essencialmente agrários, impedindo a total industrializaçãodo país que até a segunda metade do século XIX era constituído só pelos Estados da faixa leste do atual Estados Unidos .

O término do conflito resultou na abolição da escravatura o que elevou a produtividade da mão de obra. aumentando assim a velocidade de acumulação de capital, e também muitas riquezas naturais foram encontradas no período incentivando a industrialização.

A modernização do Japão data do início da era Meiji, em 1867, quando a superação do feudalismo unificou o país. Apropriedade privada foi estabelecida. A autoridade política foi centralizada possibilitando a intervenção estatal do governo central na economia, o que resultou no subsidio a indústria. E como a mão-de-obra ficou livre dos senhores feudais, ocorreu assimilação da tecnologia ocidental e o Japão passou de um dos países mais atrasados do mundo a um país industrializado.

As conseqüências da Revolução Industrial

A Revolução Industrial alterou completamente a maneira de viver das populações dos países que se industrializaram. As cidades atraíram os camponeses e artesão, e se tornaram cada vez maiores e mais importantes.

Na Inglaterra, por volta de 1850, pela primeira vez em um grande país, havia mais pessoas vivendo em cidades do que no campo. Nas cidades, as pessoas mais pobres se aglomeravam em subúrbios de casas velhas e desconfortáveis, se comparadas com as habitações dos países industrializados hoje em dia. Mas representavam uma grande melhoria se comparadas as condições de vida dos camponeses, que viviam em choupanas de palha. Conviviam com a falta de água encanada, com os ratos, o esgoto formando riachos nas ruas esburacadas.

O trabalho do operário era muito diferente do trabalho do camponês: tarefas monótonas e repetitivas. A vida na cidade moderna significava mudanças incessantes. A cada instante, surgiam novas máquinas, novos produtos, novos gostos, novas modas.