quinta-feira, 2 de junho de 2011
Filósofo leigo interessante
Filósofo Leigo- fonte:http://filosofoleigo.blogspot.com/
TERÇA-FEIRA, 6 DE JULHO DE 2010
Um pouquinho de História
Derrotou todos os adversários que encotrou pelo caminho. Estava conquistando todos os países que chegou a invandir. Mas encontrou uma pedra no camnhinho, ou melhor, um mar no caminho. Para conquistar a Ingleterra, próximo país da sua lista, tinha que ultrapassar a fronteira marítima. O exército napoleônico era forte no continente, mas a Inglaterra era quem comandava os mares.
Sabendo da fama inglesa, Napoleão não mandou os navios franceses sozinho, juntou com a esquadra espanhola e partiu ao ataque dos britânicos. Foram ao todo 33 navios franceses e espanhois. Os ingleses foram para guerra em menor número. Então o comandante inglês bolou uma estratégia ousada, organizou os navios em duas longas filas indianas, assim sacrificariam os navios da frente, mas os que vinham atrás ficariam livres para atacar.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A Revolução Industrial significou o início do processo de acumulação rápida de bens de capital com conseqüente aumento da mecanização, foi conseqüência do capitalismo ou a economia de mercado como sistema econômico dominante. A característica essencial da Revolução Industrial é que antes dela o progresso econômico era sempre lento (levavam séculos para que a renda per capita aumentasse sensivelmente) e depois a renda per capita e a população começaram a crescer de forma acelerada nunca antes vista na história da humanidade. Por exemplo, entre 1500 e 1780 a população da Inglaterraaumentou de 3.5 milhões para 8.5, já entre 1780 e 1880 ela saltou para 36 milhões, devido à drástica redução damortalidade infantil. Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana, hidráulica e animal para motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social e econômica que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média, com particular incidência nos países onde a Reforma Protestante tinha conseguido destronar a influência da Igreja Católica: Inglaterra,Escócia, Países Baixos, Suécia. Nos países que permaneceram católicos a revolução industrial aparece, regra geral, mais tarde e num esforço declarado de copiar aquilo que se fazia nos países mais avançados (os países protestantes). Já de acordo com a teoria de Karl Marx, a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, integra o conjunto das chamadas “Revoluções Burguesas” do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa que, sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. Para ele, o capitalismo seria um produto da revolução industrial e não sua causa. O processo de produçãoNessa evolução, a produção manual que antecede à industrial conheceu duas etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo:
A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até terceira e quarta Revoluções Industriais. Porém, se concebermos a industrialização como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor noséculo XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos séculos XX e XXI --- aspectos, porém, ainda discutíveis. O pioneirismo da InglaterraFoi a Inglaterra que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores:
Para ilustrar a relativa abundância da capital que existia na Inglaterra, pode se constatar que a taxa de juros no final do século XVIII era de cerca de 5% ao ano, já na China, onde praticamente não existia progresso econômico, a taxa de juros era de cerca de 30% ao ano. O liberalismo de Adam SmithAs novidades da Revolução Industrial trouxeram muitas dúvidas. O pensador escocês Adam Smith procurou responder racionalmente as perguntas da época. Seu livro A Riqueza das Nações (1776) é considerada uma das obras fundadoras daciência econômica. Os argumentos de Smith foram surpreendentes. Ele dizia que o egoísmo é útil para a sociedade. Seu raciocínio era este: quando uma pessoa busca o melhor para si, toda a sociedade é beneficiada. Exemplo: quando uma cozinheira prepara uma deliciosa carne assada, você saberia explicar quais o motivos dela? Será porque ama o seu patrão e quer vê-lo feliz ou porque está pensando, em primeiro lugar, nela mesma ou no pagamento que receberá no final do mês? De qualquer maneira, se a cozinheira pensa no salário dela, seu individualismo será benéfico para ela e para seu patrão. E por que um açougueiro vende uma carne muito boa para uma pessoa que nunca viu antes? Porque deseja que ela se alimente bem ou porque está olhando para o lucro que terá com a venda? Ora, graças ao individualismo dele o freguês pode comprar a carne. Do mesmo jeito, os trabalhadores pensam neles mesmos. Trabalham bem para poder garantir seu salário e emprego. Portanto, é correto afirmar que os capitalistas só pensam em seus lucros. Mas, para lucrar têm que vender produtos bons e baratos. O que, no fim, é ótimo para os consumidores. Então, já que o individualismo é bom para toda a sociedade, o ideal seria que as pessoas pudessem atender livremente a seus interesses individuais. E, para Adam Smith, quem é que atrapalhava os indivíduos, quem é impedia a livre iniciativa? O Estado dizia ele. Para o autor escocês, "o Estado deveria intervir o mínimo possível sobre a economia". Se as forças do mercado agissem livremente, a economia poderia crescer com vigor. Desse modo, cada empresário faria o que bem entendesse com seu capital, sem ter de obedecer a nenhum regulamento criado pelo governo. Os investimentos e o comércio seriam totalmente liberados. Sem a intervenção do Estado, o mercado funcionaria automaticamente, como se houvesse uma "mão invisível" ajeitando tudo. Ou seja, o vale-tudo capitalista promoveria o progresso de forma harmoniosa. A mudança tecnológica na Revolução IndustrialA invenção mais notável do começo da Revolução Industrial foi obra do operário inglês James Watt. James Watt não criou a máquina a vapor. Ele a aprimorou. Em 1765, ele criou a primeira máquina a vapor realmente eficaz. A idéia básica era colocar o carvão em brasa pra aquecer a água até que ela produzisse muito vapor. A máquina girava por causa da expansão e da contração do vapor posto dentro de um cilindro de metal. As máquinas a vapor tinham muitas utilidades. Retiravam a água que inundava as minas subterrâneas de ferro e carvão. Movimentavam os teares mecânicos, que produziam tecidos de algodão. Com isso, a Inglaterra se tornou a maior exportadora mundial de tecidos. Nas primeiras décadas do século XIX, as máquinas a vapor equiparam navios e locomotivas. A Inglaterra, a França, a Alemanha e os EUA instalaram milhares de quilômetros de ferrovias e desenvolveram espetacularmente as indústrias de ferro e de máquinas. Principais avanços da maquinofatura
A máquina a vaporAs primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito. E oslucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias. As fábricas se espalharam rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças tão profundas que os historiadores atuais chamam aquele período de Revolução Industrial. O modo de vida e a mentalidade de milhões de pessoas se transformaram, numa velocidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade, da tecnologia e da mudança incessante triunfou. As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as máquinas que produziam tecidos. As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilômetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz. Efeitos na SociedadeNa esfera social, o principal desdobramento da revolução foi a tranformação nas condições de vida nos países industriais em relação aos outros países da época, havendo uma mudança progressiva das necessidades de consumo da população conforme novas mercadorias foram sendo produzidas. A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades. Criando enormes concentrações urbanas; a população de Londrescresceu de 800 000 habitantes em 1780 para mais de 5 milhões em 1880, por exemplo. Durante o início da revolução industrial os operários viviam em condições horriveis se comparadas as condições dos trabalhadores do século seguinte. Tendo um cortiço como moradia e ficava submetida a jornadas de trabalho enormes, que chegavam até a 80 horas porsemana. O salário era medíocre (em torno de 2.5 vezes o nível de substência) e tanto mulheres como crianças também trabalhavam, recebendo um salário ainda menor. A produção em larga escala e dividida em etapas iria distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção, mas sua produtividade ficava maior. Como sua produtividade aumentava os salários reaís dos trabalhadores ingleses aumentaram em mais de 300% entre 1800 até 1870. Devido ao progresso ocorrido nos primeiros 90 anos de industrialização, em 1860 a jornada de trabalho na Inglaterra já se reduzia para cerca de 50 horas semanais (10 horas diárias em cinco dias de trabalho por semana). Horas de trabalho por semana para trabalhadores adultos nas industrías texteís: 1780 - em torno de 80 horas por semana 1820 - 67 horas por semana 1860 - 53 horas por semana Segundos os socialistas, o salário, medido a partir do que é necessário para que o trabalhador sobreviva (deve ser notado de que não existe definição exata para qual seja o "nível minímo de subsistência"), cresceu à medida que os trabalhadores pressionam os seus patrões para tal, ou seja, se o salário e as condições de vida melhoraram com o tempo, foi graças a organização e movimentos organizados pelos trabalhadores. Como veremos nos próximos itens. MovimentosAlguns trabalhadores, indignados com sua situação, reagiam das mais diferentes formas, das quais se destacam:
Movimento catequista(1811-12)
Reclamações contras as máquinas inventadas após a revolução para poupar a mão-de-obra já eram normais. Mas foi em1811 que o estopim estourou e surgiu o movimento ludista, uma forma mais radical de protesto. O nome deriva de Ned Ludd, um dos líderes do movimento. Os ludistas chamaram muita atenção pelos seus atos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os ludistas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os manifestantes sofreram uma violenta repressão, foram condenados à prisão, à deportação e até à forca. Os ludistas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas". Anos depois os operários ingleses mais experientes adotaram métodos mais eficientes de luta, como a greve. Movimento Cartista (1837-48)Em seqüência vieram o movimento "cartista", organizado pela "Associação dos Operários", que exigia melhores condições de trabalho como:
Além de direitos políticos como o: estabelecimento do sufrágio universal e extinção da exigência de propriedade para se integrar ao parlamento e o fim do voto censitário. Esse movimento se destacou por sua organização, e por sua forma de atuação, pela via política, chegando a conquistar diversos direitos políticos para os trabalhadores.
As Trade-UnionsOs empregados das fábricas também formaram associações denominadas trade unions, que tiveram uma evolução lenta em suas reivindicações. Na segunda metade do século XIX, as Trade Unions evoluiram para os sindicatos, forma de organização dos trabalhadores com um considerável nível de ideologização e organização, pois o século XIX foi um período muito fértil na produção de idéias antiliberais que, serviram à luta da classe operária, seja para obtenção de conquistas na relação com o capitalismo, seja na organização do movimento revolucionário cuja meta era construir o Socialismo objetivando o Comunismo. O mais eficiente e principal instrumento de luta das trade unions era a greve. Saúde e bem-estar econômicoEstudos sobre as variações na altura média dos homens no norte da Europa, sugerem que o progresso econômico gerado pela industrialização demorou varias décadas até beneficiar a população como um todo. Eles indicam que, em média, os homens do norte europeu durante o início da Revolução Industrial eram 7,6 centímetros mais baixos que os que viveram 700 anos antes, na Alta Idade Média. É estranho que a altura média dos ingleses tenha caído continuamente durante os anos de 1100 até o início da revolução industrial em 1780 quando a altura média começou a subir. Foi apenas no início do século XXque essas populações voltaram a ter altura semelhante às registradas entre os séculos IX e XI. [1] A altura é considerada um forte indicador de saúde e bem-estar econômico A Industrialização na Europa: a partir de 1815Até 1850, a Inglaterra continuou dominando o primeiro lugar entre os países industrializados. Embora outros países já contassem com fábricas e equipamentos modernos, esses eram considerados uma "miniatura de Inglaterra", como por exemplo os vales de Ruhr e Wupper na Alemanha, que eram bem desenvolvidos, porém não possuiam a tecnologia das fábricas inglesas. Na Europa, os maiores centros de desenvolvimento industrial, na época, eram as regiões mineradoras de carvão, lugares como o norte da França, nos vales do Rio Sambre e Meuse, na Alemanha, no vale de Ruhr, e também em algumas regiões da Bélgica. Fora estes lugares, a industrialização ficou presa:
1850 a 1929: Expansão pelo MundoApós 1850, a produção industrial se descentralizou da Inglaterra e se expandiu rapidamente pelo mundo, principalmente para o noroeste europeu, e para o leste dos Estados Unidos. Porém, cada país se desenvolveu em um ritmo diferente baseado nas condições econômicas, sociais e culturais de cada lugar. Na Alemanha com o resultado da Guerra Franco-prussiana em 1870, houve a Unificação Alemã, que liderada porBismarck, impulsionou a Revolução Industrial no país que já estava ocorrendo desde 1815 (foi a partir dessa época que a produção de ferro fundido começou a aumentar de forma exponencial). Na Itália a unificação política realizada em 1870, à semelhança do que ocorreu na Alemanha, impulsionou, mesmo que atrasada, a industrialização do país. Essa que só atingiu ao norte da Itália, pois o sul continuou basicamente agrário. Muito mais tarde começou a industrialização na Rússia, nas últimas décadas do século XIX. O principais fatores para que ela acontecesse foi a grande disponibilidade de mão-de-obra, intervenção governamental na economia através de subsídios e investimentos estrangeiros à indústria. Nos Estados Unidos a industrialização começou no final do século XVIII, e foi somente após a Guerra da Secessão que todo a pais se tornou industrializado. A industrialização relativamente tardia dos EUA em relação a Inglaterra pode ser explicada pelo fato de que nos EUA existia muita terra per capita, já na Inglaterra existia pouca terra per capita, assim os EUA tinham uma vantagem comparativa na agricultura em relação a Inglaterra e consequentemente demorou bastante tempo para que a indústria ficasse mais importante que a agricultura. Outro fator é que os Estados do Sul eram escravagistas o que retardava a acumulação de capital, como tinham muita terra eram essencialmente agrários, impedindo a total industrializaçãodo país que até a segunda metade do século XIX era constituído só pelos Estados da faixa leste do atual Estados Unidos . O término do conflito resultou na abolição da escravatura o que elevou a produtividade da mão de obra. aumentando assim a velocidade de acumulação de capital, e também muitas riquezas naturais foram encontradas no período incentivando a industrialização. A modernização do Japão data do início da era Meiji, em 1867, quando a superação do feudalismo unificou o país. Apropriedade privada foi estabelecida. A autoridade política foi centralizada possibilitando a intervenção estatal do governo central na economia, o que resultou no subsidio a indústria. E como a mão-de-obra ficou livre dos senhores feudais, ocorreu assimilação da tecnologia ocidental e o Japão passou de um dos países mais atrasados do mundo a um país industrializado. As conseqüências da Revolução IndustrialA Revolução Industrial alterou completamente a maneira de viver das populações dos países que se industrializaram. As cidades atraíram os camponeses e artesão, e se tornaram cada vez maiores e mais importantes. Na Inglaterra, por volta de 1850, pela primeira vez em um grande país, havia mais pessoas vivendo em cidades do que no campo. Nas cidades, as pessoas mais pobres se aglomeravam em subúrbios de casas velhas e desconfortáveis, se comparadas com as habitações dos países industrializados hoje em dia. Mas representavam uma grande melhoria se comparadas as condições de vida dos camponeses, que viviam em choupanas de palha. Conviviam com a falta de água encanada, com os ratos, o esgoto formando riachos nas ruas esburacadas. O trabalho do operário era muito diferente do trabalho do camponês: tarefas monótonas e repetitivas. A vida na cidade moderna significava mudanças incessantes. A cada instante, surgiam novas máquinas, novos produtos, novos gostos, novas modas.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO E A INDUSTRIALIZAÇÃO NO PERÍODO JUSCELINO KUBITSCHEK
Marcos Emílio Ekman Faber | ||||
FONTE:http://www.historialivre.com/brasil/jk1.htm 1 Introdução Este artigo é uma continuação de pesquisa iniciada em 2008 para a disciplina de História do Brasil III e que resultou no artigo intitulado História Econômica do Brasil na Primeira República (FABER, 2008), neste referido artigo tivemos por base de argumentação a hipótese de que o Brasil somente tornou-se capitalista quando o capitalismo encontrava-se em sua fase imperialista, antes disto o Brasil tinha bases econômicas pré-capitalistas e vivia à margem do sistema mundial, ou seja, estava na periferia do desenvolvimento econômico europeu, nossos argumentos estavam de acordo com as interpretações da primeira geração de historiadores marxistas brasileiros, como Caio Prado Junior e Celso Furtado, entre outros. Nossa análise foi fundamentada na combinação deste referencial teórico e na teoria trotskista do Desenvolvimento Desigual e Combinado. Agora, no presente artigo, nos propomos a dar seguimento a esta pesquisa, nos baseado na mesma hipótese central, a de que o capitalismo se desenvolveu no Brasil de fora para dentro e de cima para baixo, exatamente no período em que o capitalismo encontrava-se em sua fase imperialista, ou seja, o desenvolvimento do capitalismo no Brasil foi periférico e dependente das políticas imperialistas para o país, sendo resultado da associação entre as classes dirigentes nacionais e setores do capitalismo industrial e financeiro internacional. Porém, avançamos nossa baliza temporal para o período posterior ao abordado anteriormente. Agora estendemos o período analisado para além da década de 1930, especificamente até o governo Juscelino Kubitschek e as transformações que a indústria nacional sofreu com a chegada das multinacionais ao país – década de 1950. Quanto ao texto original de 2008, procuramos rever nossa posição quanto aos “saltos desenvolvimentistas” do Brasil, pois, hoje, entendemos que no período anteriormente abordado a industrialização do país foi bastante incipiente, a industrialização somente tomou corpo no Brasil a partir da década de 1950, período agora analisado. Porém, ainda acreditamos que a hegemonia econômica burguesa já se fazia presente desde a República Velha, mesmo que como sombra das oligarquias regionais que comandavam o país naquele período. Porém, a burguesia nacional tornou-se politicamente hegemônica somente após a Revolução de 1930. 2 O Desenvolvimento Econômico Brasileiro Para compreendermos como a economia brasileira se desenvolveu é importante entendermos a evolução econômica do Brasil nos períodos anteriores à década de 1950. A História do Brasil iniciou dentro da lógica de acumulação primitiva de capital, onde a economia brasileira era apenas uma extensão portuguesa na América. A ocupação portuguesa se deu através da exploração de produtos tropicais, num primeiro momento com a exploração e retirada do pau-brasil, depois desenvolvendo a economia açucareira. Até o século XVIII a forma de capital que dominou a economia mundial era o capital comercial, somente na virada para o século XIX o capital industrial se desenvolverá hegemonicamente. Havendo a quebra definitiva do Pacto Colonial, levando os Impérios Ibéricos ao declínio. As metrópoles tornam-se parasitas das colônias. Pois como afirmou Caio Prado Junior “o antigo sistema colonial, fundado naquilo que se convencionou chamar Pacto Colonial, e que representa o exclusivismo do comércio das colônias para as respectivas metrópoles, entra em declínio” (PRADO JUNIOR, 2006). Isso foi fundamental na ascensão da Inglaterra sobre o Brasil, os ingleses que se encontravam num estágio econômico bem mais avançado em relação aos portugueses, pois o mercantilismo português, uma forma de acumulação pré-capitalista, havia sido superado pelo capitalismo, sendo que a Inglaterra vivia o período de transição entre o capital comercial e o capital industrial. Os resultados destas mudanças não deixaram de contribuir para o desenvolvimento econômico brasileiro (PRADO JUNIOR, 2006). Com o advento do capital industrial foram necessárias mudanças nas estruturas econômicas coloniais, foi preciso estimular o comércio interno que só poderia existir com o surgimento de uma classe de trabalhadores livres, ou seja, não havia lugar para a mão-de-obra escrava ou servil no país. Tornava-se cada vez mais onerosa a imobilização de capitais representada pela aquisição de escravos e o surgimento de uma classe de trabalhadores livres era essencial para o desenvolvimento do capitalismo. Também era necessária a criação de um campesinato livre e de uma classe proletária, que garantissem a base para o surgimento no Brasil de uma burguesia nacional capaz de romper com a hegemonia oligárquica agro-exportadora. Durante o Segundo Império o país se caracterizou pela ascensão da burguesia, surgiram e se consolidaram durante este século os ideais burgueses no Brasil. A grande transformação se deu na revolução da distribuição das atividades produtivas (PRADO JUNIOR, 2006). O renascimento agrícola que fora impulsionado pela Abertura dos Portos e, posteriormente, pela emancipação política, desencadeou o processo de consolidação dos ideais liberais no Brasil. A crise do açúcar levou a decadência da força política das oligarquias do norte e nordeste. O sudeste foi favorecido com a cultura do café, artigo que encontrava grande mercado na Europa, os cafeicultores iniciaram um período de acumulação de capitais ainda não visto no país. Mas foi esta classe e com estes ideais que levaram a pressão pela abolição e a recrutar-se mão-de-obra na imigração européia. Estas transformações elevaram o Estado de São Paulo à dianteira econômica nacional. O país entrou em franca prosperidade e ativação econômica. Esta nova aristocracia ao contrário das anteriores passou a reinvestir capitais, principalmente na nascente indústria brasileira, pois o café era o produto que permitiria ao país reintegrar-se nas correntes em expansão do comércio mundial. Celso Furtado afirma que quando foi concluída sua etapa de gestação, “a economia cafeeira encontrava-se em condições de autofinanciar sua extraordinária expansão subseqüente, estavam formados os quadros da nova classe dirigente que lideraria a grande expansão cafeeira”. (FURTADO, 2007, p. 172). Os cafeicultores paulistas eram os principais responsáveis pelo desenvolvimento econômico nacional. Neste período a economia brasileira estava completamente dependente da renda da exportação do café. Os cafeicultores formavam uma nova elite nacional, responsável por um significativo acúmulo de capitais. Capitais estes que foram revertidos numa indústria de bens de consumo para trabalhadores. O investimento industrial dos cafeicultores foi principalmente na indústria têxtil (CATANI, 1984). A partir disto o Brasil passou a experimentar um grande surto industrial, onde o país se urbanizou. Foram instaladas centenas de fábricas, bancos, companhias de navegação e companhias ferroviárias. O financiamento em geral veio do capital cafeeiro e do capital financeiro internacional. O papel do Estado era o de fornecer a infra-estrutura para tais investimentos. No inicio do século XX, a indústria nacional passou intencificou o processo de substituição das importações. Segundo o brazilianista Warren Dean, a origem da indústria brasileira se deu dentro do mercado importador e exportador, tanto os fazendeiros quando os importadores tornam-se os primeiros industriários brasileiros, porém sem deixarem sua atividade original. No caso dos fazendeiros, em geral, seus investimentos industriais se davam dentro do beneficiamento das matérias-primas que produziam nas fazendas, o que lhes garantia a valorização dos mesmos (DEAN, 1975, p.268-269). Contribuiu para isso o fato de o alto custo do transporte marítimo, que possibilitou a produção nacional de uma variedade de manufaturas para qual existiam matérias-primas: materiais de construção como telhas, tijolos, produzidos perto do local da construção. As fabricas de tecidos de algodão logo e tornaram um grande setor da industria brasileira, como a de refrigerantes e cerveja engarrafados e a produção da própria garrafa (DEAN, 1975, p. 256). Na Europa, a virada do século representou a aurora do imperialismo, o novo estágio do capitalismo. O ideário liberal entra em declínio e o capital financeiro deu inicio a uma nova fase monopolista. Apesar de a Europa estar com as suas atenções voltadas para a África e Ásia, a América mantinha-se como fornecedora dos bens primários capazes de fortalecer o desenvolvimento da indústria européia. O imperialismo forneceu os elementos necessários para o desenvolvimento econômico brasileiro, mas por outro lado, foi acumulando um passivo considerável e tornou cada vez mais perturbadora e onerosa sua ação (PRADO JUNIOR, 2006). Pois, o capitalismo não se desenvolveu naturalmente no Brasil, antes foi imposto pela associação das classes dirigentes nacionais e o capitalismo internacional. Sendo que as classes dirigentes brasileiras sequer formavam uma burguesia nacional coesa, eram, na verdade, representantes de grandes oligarquias rurais que defendiam tão somente seus próprios interesses. A associação destes grupos nacionais se realizou com o capitalismo em sua fase imperialista, ou seja, tratava-se da associação da oligarquia brasileira com o capital industrial e o capital financeiro europeus. O país ficou imerso às regras deste novo modelo. O modelo de desenvolvimento imposto ao Brasil previa que o país passasse pelos mesmos estágios que os países de capitalismo adiantado já haviam passado. Na impossibilidade de se desenvolver autonomamente, coube ao Brasil queimar etapas, dando saltos desenvolvimentistas para acompanhar seus parceiros mais desenvolvidos. O país iniciou um oneroso processo de modernização e industrialização. Na condição de periferia do sistema mundial, coube ao Brasil somente uma forma de mudança das estruturas econômicas, estas modificações estruturais envolveram a necessidade de queimar etapas no processo de desenvolvimento da industrialização no país, para modernizar a economia nacional, o que se fez possível somente com o advento da República. Foram instaladas indústrias, construíram-se estradas de ferro, modernizaram-se os portos e fundaram-se bancos, porém, à custa de grande dívida contraída aos financistas europeus. A reestruturação tratou de apressar o processo de transformação, realizando a reforma estrutural necessária à economia brasileira, transformação inserida na nova realidade internacional, o país tornou-se definitivamente capitalista. O capitalismo representou, no Brasil, uma ruptura nas antigas estruturas colônias, pois o capital industrial não possui a mesma lógica do capital comercial. Foram necessárias várias alterações na estrutura econômica nacional. Em primeiro lugar a reestruturação teve que partir da alteração da mão-de-obra, como a viabilização e criação de um proletariado, o que inviabilizava a existência do trabalho servil. Este problema, como vimos, foi parcialmente resolvido com a abolição da escravatura e, posteriormente, com as imigrações européias. Arias Neto afirma que em sua maioria a população de ex-escravos não se viu na necessidade de transformar-se em força de trabalho, a solução foi buscada na imigração européia (ARIAS NETO, 2003, p.201-202). Em segundo lugar, existe a necessidade de mercados consumidores. Problema que foi resolvido, em parte, com a quebra dos monopólios comerciais e com a restrição das importações, que foi possível com a implantação de uma indústria nacional de bens de consumo (CATANI, 1984). Estas alterações atingiram diretamente as antigas aristocracias, principalmente do norte e nordeste, que viram seu poder econômico reduzido, por isso tornaram-se, em grande parte, os opositores do novo sistema (PRADO JUNIOR, 2006). Porém, apesar das transformações ocorridas, a economia nacional manteve-se refém do mercado externo, tanto na necessidade de exportação, principalmente de bens primários como o café, como das importações de produtos sofisticados e da indústria pesada (CATANI, 1984). Estas transformações resultaram na Revolução de 1930, quando definitivamente as antigas aristocracias rurais perderam sua autonomia política para a nascente burguesia. Mesmo que Vargas neste momento ainda fosse um representante de uma oligarquia periférica, era integrante da oligarquia gaúcha, atendeu de imediato aos anseios da burguesia industrial nacional. O desenvolvimento industrial brasileiro gerou em um grande êxodo rural, os centros urbanos cresceram enormemente, possibilitando o surgimento uma grande massa de trabalhadores assalariados. Nascendo, assim, nos centros urbanos, um grande exército de mão-de-obra de reserva. Estas transformações foram acompanhadas por novas demandas populares parcialmente sanadas com as Leis Trabalhistas de Vargas. A Segunda Guerra Mundial trouxe grandes transformações no cenário internacional. A indústria nacional não abasteceria somente o mercado interno, mas também o externo, América Latina, África do Sul e Estados Unido da América, principalmente com tecidos. O equilíbrio econômico nacional dado pela guerra foi circunstancial e passageiro, com o final da guerra à crise voltou. Dois anos depois do fim da guerra a balança comercial já era deficitária. Recorreu-se novamente ao controle das importações. Porém, a situação só melhorou com a valorização do café. O grande problema para o desenvolvimento econômico nacional era, enquanto parte do sistema imperialista, de atuar sempre de acordo com os interesses dos trustes aqui instalados (PRADO JUNIOR, 2006). A crise gerada pelo final da Segunda Guerra Mundial forjou “as forças e fatores renovadores que desvendam largas perspectivas, para a reestruturação da economia brasileira” (PRADO JUNIOR, 2006, p.342). A reestruturação trata de apressar o processo de transformação, realizando a reforma estrutural necessária a economia brasileira, transformação inserida na nova realidade internacional (PRADO JUNIOR, 2006). Para estas transformações serem possíveis foi imprescindível a participação do capital estatal, principalmente investindo em infra-estrutura e na indústria de base. 3 O Brasil na Era JK Entre 1956 e 1961 ocorreu, no Brasil, a implantação de um bloco de investimentos altamente complementares. Houve um salto tecnológico e uma ampliação da capacidade produtiva como nunca antes fora vista no país. Foi neste período que o Brasil passou a investir e desenvolver na criação de uma indústria pesada, ou seja, em “máquinas que fabricam outras máquinas”. Este desenvolvimento ocorreu com a associação entre o Estado e a grande empresa oligopolista internacional, principalmente européia (CATANI, 1984). Ou seja, esta nova fase da industrialização do país colocou o Estado Brasileiro a serviço do capital industrial e financeiro internacional – o capital oriundo da ação imperialista. Estas modificações na economia brasileira foram lançadas por Juscelino como um audacioso plano de desenvolvimento, plano este que previa um crescimento até então não conhecido pelo país, as promessas eram de um crescimento de cinqüenta anos em cinco, era o Plano de Metas de Juscelino. O processo industrial que se iniciou ocorreu com base neste plano. Para a execução deste projeto foi necessária a ação do Estado investindo em infra-estrutura e no desenvolvimento de uma indústria de base, ou seja, o papel do Estado era o de criar as condições necessárias à instalação de indústrias estrangeiras de grande porte no país. Ao Estado coube o papel de garantir as condições para a acumulação de capital por estas empresas. Estes fatores permitiram a entrada de investimentos do capital internacional no Brasil. Estado e multinacionais européias comandaram o processo de industrialização pesada do país (CATANI, 1984). É importante ressaltar que após a II Guerra Mundial o país teve um período de acúmulo de capital bastante significativo e que possibilitou os investimentos estatais do período imediatamente posterior a II Guerra, investimento este que ocorreu principalmente em infra-estrutura, porém percebemos que os setores industriais nacionais não participaram dos investimentos da indústria pesada que se intensificaram no Brasil na década de 1950. Os investimentos em infra-estrutura e na indústria de base proporcionadas por Juscelino foram essenciais para que o país recebesse investimentos estrangeiros. Apesar de muito questionada esta iniciativa se fez positiva, pois se o Estado não investisse capitais no desenvolvimento de infra-estrutura este investimento somente seria possível via capital financeiro internacional, gerando, desta forma, um endividamento ainda maior da economia nacional e, se não ocorressem estes investimentos, a entrada de empresas de grande porte no país seria inviabilizada. O desenvolvimento estatal de indústrias na área química, de siderurgia e de energia deu ao país as condições de receber a indústria pesada estrangeira. A indústria pesada forjada durante o período JK completava o ciclo de substituições das importações. Ao contrário das fases anteriores do desenvolvimento industrial brasileiro, em que a indústria de substituições se prestava a uma indústria de bens de consumo, nesta fase a substituição se fazia presente em produtos de consumo para capitalistas. Juscelino compreendia que o crescimento do parque fabril brasileiro reforçaria o poder econômico nacional, portanto, promoveu um embate entre a matriz desenvolvimentista e a matriz monetarista, que privilegiava a estabilização, um poderoso instrumento de ação política, capaz de mobilizar diferentes setores da sociedade a partir da evocação de um ideário nacionalista. Foi assim que transformou em gesto de soberania nacional o rompimento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em junho de 1959. Sua imagem pública, ao final de seu governo, estava associada à do grande empreendedor da modernização da economia brasileira, processo esse, no entanto, que viria a cobrar seus ônus nos anos seguintes (SARMENTO, 2009). A oposição a Juscelino se deu na forma de denúncias de corrupção e mal gasto do dinheiro público – superfaturamento de obras, etc. –, mas pouco se combateu sua política econômica que privilegiava o capital industrial. A burguesia industrial nacional mesmo não participando economicamente do processo de investimentos na indústria pesada, se beneficiou deste desenvolvimento, pois teve sua capacidade produtiva ampliada, assim como a geração de empregos e crescimento da classe proletária lhe garantiram uma significativa ampliação de seu mercado consumidor. O desenvolvimento industrial gerado nos anos JK trouxe um endividamento interno e externo muito dispendioso para o país, porém que iria ser sentido pela população em geral somente uma década depois e se agravaria quando João Goulart proporia as Reformas de Base. Kubitschek legou a Jânio Quadros e Jango uma economia que crescia em média 8,2% ao ano, mas que passara a conviver com taxas de inflação anuais de 23%, para época muito elevadas, e com um progressivo descontrole das contas externas (SARMENTO, 2009). 4 Conclusão Quando analisamos dados sobre a sociedade brasileira do período anterior ao governo JK, são nítidas as transformações operadas neste período da História do Brasil. Até a década de 1950, 60% da população brasileira vivia no campo e o proletário nacional era insignificante do ponto de vista das indústrias de grande porte estrangeiras. Somente isso já inviabilizaria o investimento pesado por parte destas empresas no país. Juscelino conseguiu promover as transformações na sociedade brasileira de que se propusera fazer. O custo que representou estas transformações é que se torna um grande problema, pois os investimentos estatais que viabilizaram as transformações que ocorreram no período geraram um grande endividamento do país, assim como deixaram o Brasil a enfrentar um crescente processo inflacionário. Porém, ao final do governo Juscelino, a facção da sociedade brasileira composta pela burguesia e pela classe média via na política de JK a ampliação do mercado e da abertura de novas oportunidades, enquanto isso, os militares sentiam que o crescimento do parque fabril reforçaria o poder econômico nacional e o das Forças Armadas em geral. Ao final dos anos JK, o Brasil havia mudado. Muitos foram os avanços, e muitas foram as críticas à opção de Juscelino pelo crescimento econômico com recursos do capital estrangeiro, em detrimento de uma política de estabilidade monetária. O crescimento econômico e a manutenção da estabilidade política, apesar do aumento da inflação e das conseqüências daí geradas, deram ao povo brasileiro um sentimento de que o subdesenvolvimento estava se tornando coisa do passado. Porém, o principal legado de JK foi uma grave crise econômica provocada pela dívida externa e pela crescente inflação, situação que se tornou insustentável nos governos de Jânio e João Goulart e, que sem dúvida, desencadearam no golpe de 1964. Bibliografia AMIN, Samir. Desenvolvimento Desigual: ensaio sobre as formações sociais do capitalismo periférico. São Paulo: Forense Universitária, 1976. ARIAS NETO, José Miguel. “Primeira República: economia cafeeira, urbanização e industrialização”. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida. O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo excludente, vol. 1. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. CATANI, Afrânio Mendes. O Que é Capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1984. 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O Brasil Republicano: o tempo da experiência democrática – da democracia de 1945 ao golpe civil-militar de 1964, vol. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 36ª ed. São Paulo: Cia. Das Letras, 2006. HOBSBAWM, Eric J. A Era do Capital (1848 – 1875). 12ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007. HUNT, E. K.; SHERMAN, Howard J. História do Pensamento Econômico. 20ª ed. Petrópolis: Vozes, 2001. LÖWY, Michael. A Teoria do Desenvolvimento Desigual e Combinado, Revista Outubro, n. 01, p. 73 – 80. Revista do Instituto de Estudos Socialistas. Disponível em: PRADO JUNIOR. Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2006. PRADO JUNIOR. Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense/Pallotti, 1997. SADER, Emir. Século XX: uma Biografia não Autorizada. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2000. SAES, Décio. República do Capital. São Paulo: Boi Tempo, 2001. SARMENTO, Carlos Eduardo. O Custo do Desenvolvimento. CPDOC-FGV. Disponível em: SODRÉ, Nelson Werneck. Formação Histórica do Brasil. 14ª ed. Rio de Janeiro: Graphia Editorial, 2002. VIZENTINI, Paulo Gilberto Fagundes. Os Liberais e a Crise da República Velha. São Paulo: Brasiliense, 1983. | ||||
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