segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
LIVROS: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA
Livro reúne exercícios de leitura e escrita para alunos de graduação
Débora Motta
| Reprodução |
|
| Livro coloca conceitos gramaticais a serviço da produção de textos |
O livro nasceu da necessidade de elaborar um material acadêmico próprio para a disciplina Leitura e Produção de Textos, ministrada aos alunos recém-chegados na universidade, em todos os cursos da Unisuam. “Já se trabalha com leitura e produção de textos em todos os cursos desde antes de 2002, quando ingressei na instituição, mas cada professor produzia um material próprio e alguns davam um enfoque muito gramatical”, lembra a professora Maria da Graça Cassano. Além de padronizar o material didático do curso, o livro prioriza os exercícios de leitura e escrita. Nele, os conceitos gramaticais estão a serviço da produção de sentidos do texto. “Montamos um manual prático para ensinar os gêneros mais utilizados no ambiente acadêmico, como resumo, resenha, relatório, ensaio e fichamento. Também ensinamos como fazer citações de outros autores no texto acadêmico sem que elas sejam confundidas com plágio”, conta.
Para contemplar as temáticas fundamentais ao desenvolvimento das práticas discursivas dos alunos, o livro foi organizado em oito unidades, cada uma delas acompanhada por um estudo dirigido com exercícios extras. Eles deverão ser feitos fora da sala de aula, mas sempre com acompanhamento posterior do mestre. Entre os temas discutidos estão o conceito de texto, voltado para uma concepção multisemiótica, na unidade 1; as diferenças entre as línguas oral e escrita, na unidade 2; o estudo dos tipos textuais, como narração, descrição, dissertação e injução, na unidade 3; a constituição da narração e da dissertação, respectivamente abordadas nas unidades 4 e 5; e, por fim, a elaboração dos gêneros acadêmicos: resumo, resenha, ensaio e relatório, nas unidades 6, 7 e 8.
Para a professora Maria da Graça Cassano, trabalhar as capacidades de leitura e escrita dos alunos no nível superior é fundamental para suprir antigas lacunas de conhecimento na língua portuguesa, que muitas vezes passam batidas desde o colégio até a faculdade. “Muitos estudantes chegam ao nível superior ainda com dificuldades básicas em português e produção textual. Às vezes, até a interpretação correta de um texto é um problema. As experiências educacionais anteriores dos alunos, de um modo geral, são heterogêneas, mas eles costumam apresentar dificuldades quanto à leitura e escrita. E nem se pode atribuir somente à escola pública a responsabilidade pelo problema, porque mesmo a rede particular, com as exceções de praxe, também não realiza um trabalho, de fato, a contento”, avalia a educadora. Por isso, o material foi elaborado com muitos exercícios, para agilizar o processo de aprendizagem.
A obra é resultado de um projeto multidisciplinar com ênfase nos Estudos da Linguagem, contemplado pela FAPERJ com o edital de Apoio a Instituições de Ensino e Pesquisa Sediadas no Estado do Rio de Janeiro, que viabilizou a aquisição da infraestrutura necessária para a montagem do Lamel. “O apoio da Fundação permitiu a aquisição de equipamentos e mobiliário. Hoje, temos um espaço físico com computadores, internet, scanners, impressoras, TVs e datashow, ou seja um material para garantir as condições de desenvolvimento e as produções do grupo”, conclui.
© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
TROPEÇO NA HISTÓRIA
segunda-feira, 6 de junho de 2011
** Tropeço na História
COLUNA NO GLOBO
Tropeço na História
Foi no antigo Cais do Valongo, perto das pedras que foram descobertas recentemente nas escavações para a recuperação do Centro do Rio, a homenagem a Abdias Nascimento, sete dias após a sua morte. No Valongo os escravos desembarcavam e eram depositados nos armazéns que ficavam na atual Rua Camerino para serem pesados, preparados e vendidos.
--
GUERRA OS SETE ANOS
Guerra dos Sete Anos

A Guerra dos Sete anos foi um conflito travado entre diversas monarquias nacionais européias em torno do controle de regiões de exploração colonial. Um dos lados dessa guerra era liderado pela França que, com o apoio militar dos austríacos, procurava rivalizar contra a supremacia exercida pelos britânicos nas regiões da América do Norte e na Índia. Além disso, esse mesmo conflito também foi marcado pelas disputas hegemônicas entre os Estados do antigo Sacro-Império Germânico.
Em um primeiro momento desse conflito, os exércitos prussianos realizaram uma aliança militar com a Inglaterra, que fazia franca oposição ao apoio que os austríacos tinham por parte das forças francesas. Ao mesmo tempo em que esses exércitos se enfrentavam dentro da Europa, França e Inglaterra promoviam conflitos paralelos pelo controle de regiões da América do Norte, Índias Ocidentais, Índia, África, Mar Mediterrâneo, Canadá e Caribe.
A fase colonial da guerra teve início com a invasão francesa à ilha britânica de Minorca, ocorrida em 1756. As ações tomadas pelos franceses foram contra-atacadas pelas poderosas tropas inglesas, que realizaram o bloqueio britânico nas regiões de Toulon e Brest. Depois de sucessivas vitórias, os ingleses conquistaram as regiões de Quebéc, Montreal, Cabo Bretão e Grandes Lagos. Na África, conseguiram derrubar o controle francês em Senegal e Gâmbia.
A derrota dos franceses foi completada com a entrada da Espanha, que conseguiu tomar a região da Louisiana do Império Colonial Francês. A vitória britânica nesse conflito acabou realizando uma grande transformação no cenário colonial norte-americano. Inicialmente, os britânicos passaram a enrijecer suas relações com os colonos norte-americanos com a cobrança de impostos e a limitação na exploração das terras conquistadas.
Além disso, o acordo empreendido entre as poderosas nações envolvidas nesse conflito garantiu à Rússia e à Prússia o controle político sobre algumas regiões do Velho Continente. Em contrapartida, O Império Austríaco perdeu sua posição hegemônica entre os fragmentados Estados Germânicos tendo os prussianos enquanto concorrentes. Entre todas as nações envolvidas, a França foi contundentemente afetada com a entrega de várias áreas coloniais para os ingleses.
Com o fim do conflito, a Inglaterra saiu como grande vitoriosa, mas os custos gerados pela guerra enfraqueceram a sua economia. Dessa forma, a Coroa Inglesa decidiu impor diversos tributos para os colonos norte-americanos com o claro objetivo de ressarcir o prejuízo econômico produzido pela guerra. Entretanto, essa medida tencionou as relações com os colonos norte-americanos que, pouco tempo depois, lutaram pelo fim da dominação colonial britânica, dando início às Guerras de Independência dos EUA.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
quinta-feira, 2 de junho de 2011
A QUESTÃO DO ALGODÃO
Guerra Civil Norte-Americana
http://historiandonanet07.wordpress.com/2011/02/21/guerra-civil-norte-americana/Ana Carolina Machado de Souza
A Guerra Civil dos Estados Unidos, que teve início em 1861, foi um dos momentos cruciais para a unificação Norte-Americana, uma nação que cresceu e se desenvolveu a partir das armas. Esta foi a guerra de maior impacto na população norte-americana, com baixas 10 vezes maiores do que a famosa Guerra do Vietnã.
O embate entre as colônias do Sul e do Norte ocorreu devido às diferenças políticas. Era impossível coexistir pacificamente, apesar de várias vezes terem lutado por causas comuns, como a anexação de territórios mexicanos e a expansão para o Oeste.
O Norte caracterizava-se por ser mais desenvolvido tecnologicamente, ter um crescimento industrial, enfatizar as pequenas e médias propriedades agrícolas e, majoritariamente, os trabalhadores eram livres e assalariados. O Sul possuía o sistema plantation e escravidão caminhando juntos, indissociáveis, e o poder político e econômico encontrava-se nas mãos de poucos grandes senhores de terras que dominavam suas regiões. Sempre aprendemos que enquanto o Sul era escravista, o Norte era abolicionista, que lutava pelos direitos dos negros. Contudo, uma das semelhanças entre as duas regiões foi o tratamento dado aos negros, pois em ambos os lugares estavam de fora da cena política, das decisões de bem social e, além disso, sofriam forte preconceito dos brancos. A diferença estava na legislação, pois no Sul a escravidão era garantida pela lei.
As brigas tiveram início a partir da anexação, compra e conquista dos novos territórios a Oeste, pois as duas regiões dominantes discordavam sobre qual sistema político deveriam implantar nas novas terras. Apesar do Norte superar o Sul em demanda em números populacionais, o Congresso possuía mais representantes sulistas, e estes exigiam a implantação da sua maneira de governar. Ou seja, eles queriam o direito de estender o sistema de plantation de algodão, pelo seu alto valor comercial, e o escravista. Além de que aumentaria o poder dos governantes sulistas em escala federal.
A 26ª Infantaria Base William Penn, Pensilvânia, 1865
O grande debate sobre a escravidão foi o que fez a diferença nas eleições de 1860 e no estopim da Guerra Civil. Foi neste ano que Abraham Lincoln, uma das personalidades mais populares dos Estados Unidos, foi eleito presidente pelos republicanos. Começa aí os novos rumos para a História Norte-Americana. Os sulistas não gostaram da eleição de Lincoln, considerado muito apaziguador e um verdadeiro abolicionista. Já os nortistas o tinham como conservador, pois não defendia abertamente o fim da escravidão e o direito dos negros. Sua habilidade retórica, seus bons discursos, fez com que Lincoln conseguisse levar por um tempo a situação sem maiores problemas. Contudo, as diferenças permaneciam cada vez mais irreconciliáveis.
Cada vez mais crescia a idéia de separação do Sul do restante do país. Lincoln, temendo essa reação, já havia declarado que não aceitaria essa posição e combateria com armas a tentativa. No final de 1860 a Carolina do Sul se excluiu da Constituição federal, e um pouco mais tarde, Texas, Mississipi, Alabama, Geórgia, Flórida seguiram o mesmo caminho, causando desespero geral nos congressistas que acreditavam numa conciliação. Estes estados formaram, juntos, os chamados Estados Confederados da América, uma nova “nação”, portanto, com um novo presidente, Jefferson Davis. Essa decisão desencadeou os conflitos militares, que começaram em Charleston, na Carolina do Sul, onde se situava uma base dos militares da União, chamada Sunter. Lincoln ignorou o pedido dos Confederados de evacuação completa da base, e, em 1861, foi o início armado da Guerra Civil.
Ambas as regiões pensavam que o conflito seria rápido e sem grandes conseqüências. O Norte imaginou dominar os Confederados, confiando na sua superioridade bélica. Já o Sul, com toda a soberba sulista, não levou em consideração esse desenvolvimento tecnológico inegável do Norte, e imaginou vencê-lo contando com a possibilidade da população nortista não aderir às causas da Guerra. Mas ninguém imaginava o massacre que ocorreria tempos mais tarde.
A superioridade demográfica e industrial do Norte era notável, e estava numa escala de 4 homens para um dos sulistas, já que os escravos não poderiam aderir ao combate. As batalhas foram de uma violência inimaginável. Centenas de milhares de homens morreram dos dois lados, mas o Sul foi o mais prejudicado. Com o andamento da guerra foi tornando-se visível a falta de recursos e investimentos dos sulistas. Mesmo antes da separação as trocas comerciais com os nortistas eram imprescindíveis para o funcionamento da máquina escravista, pois o comércio internacional dos produtos agrícolas também passava pelo Norte. Outro problema foi que o Sul contava com apoio de parceiros comerciais como a Inglaterra e França, pois imaginavam que sem estes produtos agrícolas, se enfureceriam e enviariam reforços contra o Norte. Mas os ingleses possuíam estoque suficiente para um bom tempo, e se recusaram a lutar junto ao Sul, assim como os franceses. Além disso, Lincoln proibiu o comércio com o Sul, e nenhum produto industrializado entrava no território dos Confederados.
Soldados mortos em combate – Pensilvânia – Mathew Brady, 1863
Em relação aos escravos e o sistema escravista, com as baixas da suas tropa cada vez mais freqüentes, o Sul passou a convocar escravos para a participação na guerra, uma atitude completamente dúbia, pois o início do conflito se deu devido à vontade de expandir o sistema escravista para os territórios anexados a Oeste. A fuga de negros tornou-se rotineira após a aprovação da Lei do Confisco, em 1861, pela qual todo o território confederado anexado por um nortista, seria automaticamente deste, pois, em terras nortistas, os negros conseguiriam a liberdade. Lincoln, visando a paz na União, propôs uma emancipação gradativa com direito a indenização por parte do Governo aos senhores de escravos, valor relativo à mercadoria. Foi durante a Guerra Civil que os direitos dos negros passaram a ser discutidos com mais seriedade, e o presidente da União, pressionado a tomar atitudes mais enérgicas em relação à abolição, promulgou em 1863 a Lei de Emancipação, que dizia que nas áreas do país onde o Norte vencia, os escravos se tornariam livres. Essa lei simbolizou o início de uma mudança em relação ao sistema escravista, mas a proibição da escravidão ocorreu mesmo somente em 1865, com a Décima Terceira Emenda adicionada à Constituição.
Família de negros entrando nos limites da União – s/d
Outra lei que mudou os rumos da Guerra foi o Homestead Act (Lei de Terras), em 1862, pela qual ¼ do distrito de terra a Oeste seria entregue a qualquer indivíduo com mais de 21 anos disposto a migrar para a região e se estabelecer lá. Essas atitudes demonstravam o interesse de Lincoln em manter a União em paz, criando uma unidade num país construído por diferenças. Em 1864 ocorreram os últimos ataques desesperados da Confederação, sem sucesso, o que acarretou na fuga do então presidente confederado Jefferson Davis. O Norte venceu.
A superioridade industrial e tecnológica do Norte foi um dos motivos principais para a sua vitória, além de que pouco do seu território foi destruído, já que as batalhas ocorreram essencialmente no Sul. Já esta região era dominada por um sistema político que entrava em colapso naquele momento, e a terra que tanto era necessária para a manutenção do sistema, foi destruída quase que completamente.
Abraham Lincoln – nota de 5 dólares
Lincoln passou a ocupar a posição de quase mito na história norte-americana a partir dessa guerra. Esta mitificação ocorreu, principalmente, pelas atitudes em relação à escravidão, apesar destas terem sido tomadas em momento de necessidade de unificar o país e de desenvolvimento tecnológico, e não por nobreza. A História é reescrita ao longo do tempo, e, apesar de todos os pesares, o discurso proclamado pelo primeiro presidente negro dos Estados Unidos, em janeiro de 2009, foi em exaltação a Abraham Lincoln. Curioso, não?
Filósofo leigo interessante
Filósofo Leigo- fonte:http://filosofoleigo.blogspot.com/
TERÇA-FEIRA, 6 DE JULHO DE 2010
Um pouquinho de História
Derrotou todos os adversários que encotrou pelo caminho. Estava conquistando todos os países que chegou a invandir. Mas encontrou uma pedra no camnhinho, ou melhor, um mar no caminho. Para conquistar a Ingleterra, próximo país da sua lista, tinha que ultrapassar a fronteira marítima. O exército napoleônico era forte no continente, mas a Inglaterra era quem comandava os mares.
Sabendo da fama inglesa, Napoleão não mandou os navios franceses sozinho, juntou com a esquadra espanhola e partiu ao ataque dos britânicos. Foram ao todo 33 navios franceses e espanhois. Os ingleses foram para guerra em menor número. Então o comandante inglês bolou uma estratégia ousada, organizou os navios em duas longas filas indianas, assim sacrificariam os navios da frente, mas os que vinham atrás ficariam livres para atacar.